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segunda-feira, 13 de março de 2017

A presença de Deus vence tentações

"Durante os quarenta dias da Quaresma, como cristãos somos convidados a seguir os passos de Jesus e a enfrentar o combate espiritual contra o Maligno com a força da Palavra de Deus. Não com a nossa palavra, não serve. 
A palavra de Deus: ela tem a força para derrotar Satanás. 
Por esta razão, é necessário familiarizar-se com a Bíblia: lê-la frequentemente, meditá-la, assimilá-la. A Bíblia contém a Palavra de Deus, que é sempre atual e eficaz. 
Alguém disse: o que aconteceria se tratássemos a Bíblia como tratamos o nosso telemóvel? Se a trouxéssemos sempre connosco, ou pelo menos o pequeno Evangelho de bolso, o que aconteceria? 
Se voltássemos atrás quando o esquecemos: te esqueces do telemóvel — oh, não o tenho, volto atrás para o procurar; se a abríssemos várias vezes por dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens do telemóvel, o que aconteceria? 
Obviamente a comparação é paradoxal, mas faz refletir. 
Com efeito, se tivéssemos sempre a Palavra de Deus no coração, nenhuma tentação poderia afastar-nos de Deus e nenhum obstáculo nos poderia fazer desviar do caminho do bem; saberíamos vencer as insinuações quotidianas do mal que está em nós e fora de nós; seríamos mais capazes de levar uma vida ressuscitada segundo o Espírito, acolhendo e amando os nossos irmãos, especialmente os mais débeis e necessitados, e também os nossos inimigos.
A Virgem Maria, ícone perfeito da obediência a Deus e da confiança incondicional à sua vontade, nos sustente no caminho quaresmal, para que nos coloquemos à escuta dócil da Palavra de Deus a fim de realizar uma verdadeira conversão do coração.

Papa Francisco. Angelus 5-III-2017

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O tempo para amar é curto

"Tempus breve est": o tempo para amar é curto.
Ao que respondia: "Ecce adsum! Aqui me tens, Senhor"

In Recuerdo de Alvaro del Portillo, Salvador Bernal.
RIALP.
Pág.277

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Como santificar o trabalho ?

A propósito da forma como o Beato D. Álvaro del Portillo vivia o trabalho e os afazeres quotidianos, "ao seu lado avançava-se com ritmo e com enorme tranquilidade, sem perder o alento em estradas agitadas: uma coisa atrás da outra, com ordem, com muita ordem, com retidão de intenção: com a força de quem não atua por interesse próprio mas para Glória de Deus.
(...)
Não o angustiava o excesso de tarefas pois havia aprendido do fundador do Opus Deis que «ter muito trabalho é só ter muita matéria que santificar».
Explicava o Beato Álvaro del Portillo a uma perguntava que lhe faziam em Estocolmo, a propósito do problema da falta de tempo: «Para que o tempo se multiplique, segundo o conselho prático do Nosso Padre, temos de ter mais presença de Deus. Então, trabalharemos com mais paz e com mais intensidade, com mais desejo de fazer as coisas bem.
O resultado é que o tempo se multiplica, porque fazemos as coisas melhor, com mais ilusão, com mais interesse em acertar.
Por isso, divagamos menos e percamos menos tempo».
(...)
«Não está um para fazer o que quer, mas sim o que deve»

In "Recordações de Álvaro del Portillo". Salvador Bernal. Editora Rialp. Páginas 215

domingo, 18 de janeiro de 2015

Não pertenceis a vós mesmos !

"Não pertenceis a vós mesmos, porque fostes resgatados por grande preço: glorificai a Deus no vosso corpo".

S.Paulo
1 Cor. 6,13c-15a.17-20

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Hodie


Na Basílica dos Mártires, reparo que a cruz que segura na mão tem gravada a palavra "Hodie" — uma das lendas em torno deste santo é a de que terá sido tentado por um corvo que gritava "Cras! Cras!" ["amanhã!" em latim] numa tentativa de adiar a sua conversão ao cristianismo. Em resposta, Expedito terá dito: "Hodie! [hoje!]"

domingo, 4 de janeiro de 2015

A obediência equipara-se ao martírio da decapitação

"«A perfeição do religioso consiste, segundo S. Boaventura, na renúncia à própria vontade que é de tal valor e mérito que se equipara ao martírio pois se o machado do verdugo faz rodar por terra a cabeça da vítima, a espada da obediência imola a Deus a vontade que é a cabeça da alma»
 
As nossas regras são uma mina inesgotável para o Céu (...).
Contra a obediência, com efeito, não há senão pecado e imperfeição; sem ela, os actos más excelentes desmerecem; con ela o que não está proibido chega a ser virtude, o bom faz-se melhor.
Introduz na alma todas as virtudes, e uma vez introduzidas conserva-as», multiplica os actos do espírito, santificando todos os momentos da nossa vida; nada deixa à natureza, senão tudo a Deus.
O Divino Mestre, segundo a bela expressão de San Bernardo, «tomou em tão grande estima esta virtude que se fez obediente até à morte, querendo antes perder a vida do que a obediência".
 
"O Santo Abandono", Página 17.
Dom Vital Lehoday 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Queremos a escravidão ou a liberdade ?

"Vivemos como filhos ou como escravos? Vivemos como pessoas batizadas em Cristo, ungidas pelo Espírito Santo, resgatadas, livre? Ou vivemos segundo a lógica mundana, corrompida, fazendo aquilo que o diabo nos faz crer que é o nosso interesse?
Há sempre no nosso caminho existencial uma tendência a resistir à libertação; temos medo da liberdade e, paradoxalmente, preferimos mais ou menos inconscientemente a escravidão. A liberdade assusta-nos porque nos coloca diante do tempo e defronte da nossa responsabilidade de o viver bem. A escravidão reduz o tempo a "momento", e assim sentimo-nos mais seguros, isto é, faz viver momentos desligados do seu passado e do nosso futuro. Por outras palavras, a escravidão impede-nos de viver plenamente e realmente o presente, porque o esvazia do passado e fecha-o ao futuro, à eternidade. A escravidão faz-nos acreditar que não podemos sonhar, voar, esperar.
(....)
No nosso coração aninha-se a nostalgia da escravidão, porque é aparentemente mais reconfortante, mais do que a liberdade, que é muito mais arriscada. 
(...)
Ao concluir este ano, no agradecer e no pedir perdão, far-nos-á bem pedir a graça de poder caminhar em liberdade para poder assim reparar os muitos danos feitos e poder defender-nos da nostalgia da escravidão, de não "nostalgiar" a escravidão.
A Virgem Santa, que está precisamente no coração do tempo de Deus, quando o Verbo - que estava no princípio - se fez um de nós no tempo; ela que deu ao mundo o Salvador, nos ajude a acolhê-lo de coração aberto, para sermos e vivermos verdadeiramente livres como filhos de Deus."
 Papa Francisco
Mensagem 31-12-2014
 

 
 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Rectidão de intenção no descanso


"O teu descanso, está impregnado de espírito cristão, de preocupação pelos outros ou de compensações e de busca de ti mesmo ?"                                   
 
D. Javier Echevarria. Bispo.
Carta pastoral de Fevereiro de 1997                                                                                                  

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Senhor conforta-nos com ternura

Quando procuramos compensações, não esquecer que a maior compensação é o próprio Jesus Cristo que nos dá descanso, alivio e consolo, confortando-nos com ternura.
 
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve."

Mateus 11:28-30
 
 
"(...) o Senhor conforta-nos com ternura”.
“Ele, que é poderoso, não tem medo da ternura; se faz pequeno”, prosseguiu. “No Evangelho, o próprio Jesus diz: “A vontade do Pai é que nenhum dos pequenos se perca, recordou o Papa, lembrando que “aos olhos do Senhor, cada um de nós é muito importante”.
“Nos 40 dias entre a Ressurreição e a Ascensão, o principal trabalho de Jesus foi consolar os discípulos, aproximar-se deles e dar-lhes consolo”, recordou ainda, terminando com uma prece:
“Que o Senhor nos dê a graça de não termos medo da consolação, mas de sermos abertos a ela, que nos dá esperança e nos faz sentir o carinho de Deus-Pai”.

Papa Francisco, Homilia na Casa de Santa Marta, 10 de Dezembro de 2013

sábado, 30 de novembro de 2013

Tempo da noite com Deus

Evening meditation

For many of us this has been, and may continue to be, a busy, hectic and perhaps stressful few days. Or perhaps a lonely one.

So tonight a simple suggestion for meditation:...

Rest wordlessly in God's presence.

No need to say anything.
Just be with God.
And let God be with you.
 
Father James Martin SJ

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Renunciar ao interesse próprio

"E esta é a Minha Vontade: que te negues a ti mesma e não busques o teu interesse, mas o dos outros.
(...)
Aprende, pois, a abandonar-te por Amor de mim, isto é, a renunciar, pela negação de ti mesma, ao teu interesse, ao teu consolo, à tua devoção, ao teu proveito; assim fazendo o que deves, honrar-me-ás e não só não perderás nada seguindo este caminho, senão que obterás uma recompensa 100 vezes maior".
 
Johan Lanspergio. Carta de Jesus Cristo à Alma Devota. Colección Ariadna. Página 146

quinta-feira, 28 de março de 2013

Senhor Sim Imediatamente

"Encontrava-me diz — no estado duma pessoa que está na cama, de manhã, Dizem-lhe: 'Fora, Agostinho, levanta-te!'. Eu replicava: 'Sim, mais tarde, mais um bocadinho na cama!'. Finalmente o Senhor deu-me um puxão e levantei-me.
É preciso não dizermos Sim, mas...; sim, mas mais tarde.
É preciso dizer: Senhor, sim! Imediatamente.
Tal é a fé: responder com generosidade ao Senhor.
Mas quem é que diz este sim?
- Quem é humilde e confia em Deus completamente! ".

João Paulo I
Audiência de 13 de Setembro de 1978

segunda-feira, 4 de março de 2013

Mais importante é a Missa e o que estamos a fazer neste momento


“Estamos todos aqui para seguir os acontecimentos extraordinários que são a partida de Bento XVI e a eleição de um novo sucessor de S.Pedro” disse o Cardeal Dolan.
No entanto, disse ele, a celebração da Missa é mais importante.
 
“Temos de ter em consideração que, sabem que mais, ainda mais importante que o Papa é o que estamos a fazer neste preciso momento" disse.
 “A vida da Igreja continua mas a vida da Igreja centra-se à roda do que nós estamos a fazer neste preciso momento.”
 
Cardeal Timothy Dolan, Eucaristia Dominical de 3 de Março de 2013.
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Apressadamente

"Quando os anjos se afastaram deles (...), os pastores disseram uns aos outros "Vamos a Belém ver o que aconteceu que o Senhor nos deu a conhecer". Foram apressadamente (...) Lucas 2, 15-16."
(...)
E quantos cristãos se apressam hoje quando se trata das coisas de Deus ?
No entanto, se há algo que mereça pressa (...) são precisamente as coisas de Deus !"
 
Bento XVI. "Jesus de Nazaré. A Infância de Jesus". Principia. Página 69.
 
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pontualidade e heroicidade no horário

"O demónio sabe aproveitar a fragilidade da nossa natureza para insinuar no coração, de mil modos distintos, o convite a não cumprir perfeitamente a obrigação de cada instante.
Sabes ser pontual no teu horário ?
Vives o minuto heróico nas várias ocupações ?
O demónio pode sugerir-nos (..) "Põe-te, neste perigo, faz-me uma coisa extraordinária, não te conformes com o ordinário".
Por isso, nos esmeraremos mais na guarda dos sentidos, em fugir das ocasiões perigosas para a alma, nas renuncias e mortificações corporais, que (ainda que sejam de pouca monta) constituem uma excelente defesa nas tentações".

Carta Pastoral de Agosto de 1993. Venerável Álvaro del Portillo

sábado, 16 de junho de 2012

Aproveitar e beber sofregamente

"À luz de Cristo, cada instante da nossa existência é um dom de Deus que importa aproveitar e "beber sofregamente""

D. Manuel Madureira Dias
Bispo Emérito do Algarve
In Folha de Domingo de 27 de Abril de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Aproveitemos o tempo que Deus nos concede para lutar

"Temos de buscar, cada dia, com uma ansiedade sincera, a Santidade.
Não nos distraíamos, portanto.
Aproveitemos o tempo que Deus nos concede para lutar naquilo que nos indicam na direcção espiritual.
No novo ano que começa há que ser e fazer o que Deus quer, primeiro na nossa resposta pessoal, na conduta do nosso quotidiano, que há-de edificar-se sobre a base de uma profunda humildade, empapada do sentido da Filiação Divina, acompanhada por um afã de almas renovado constantemento, a aplicar no nosso ambiente familiar, profissional e social".

D. Javier Echevarria. Bispo
Carta Pastoral de Janeiro de 1995

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Trabalhai não pelo alimento que desaparece

Quando, por vezes, podemos cair na tentação de colocar os nossos afazeres profissionais à frente dos compromissos próprios da nossa relação com Deus, talvez seja a hora de meditar nesta frase de Jesus

«Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27).

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A virtude da fortaleza

"Lutemos para adquirir hábitos de vencimento em detalhes pequenos: cumprir un horario, cuidar a ordem material, não ceder aos caprichos, dominar aborrecimentos, acabar tarefas, etc.
Poderemos responder assim com mais prontidão às exigências da nossa vocação cristã.
Além disso, a fortaleza nos conduzirá à boa paciência, a sofrer sem fazê-lo pesar aos demais, a suportar as contrariedades que resultam das nossas próprias limitações e defeitos, do cansanço, do carácter alheio, das injustiças, da falta de meios".
D.Javier Echevarria
Carta Pastoral de 2 de Outubro de 2010

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Na fidelidade às circunstâncias concretas lavra-se a santidade e o apostolado

"Como a ajuda de Deus não nos pode faltar, cada um receberá com sobreabundância a graça necessária para ser fiel nas suas circunstâncias concretas. (...)
E é nessa resposta diária onde temos de nos manter fidelissímos, já que aí se lavra a santidade pessoal e se assentam as bases da eficácia apostólica".
D.Javier Echevarria, Prelado Bispo do Opus Dei, in Carta Pastoral de Setembro de 1994

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