«A excessiva confiança na razão humana
facilmente conduz
a afastar-se das fontes sobrenaturais da fé, que
– segundo S. Tomás de Aquino –
“é o começo da vida eterna em nós”.
E por isso é difícil para os “ricos” de sabedoria
entrar no Reino dos Céus.
Por outro lado, os simples,
os que sabem que nada sabem,
que não podem saber nada por si mesmos,
elevarão humildemente o seu olhar para o Céu,
para alcançar como dom “lá de cima”
o que eles não podem alcançar.
Por isso Cristo louvava o Pai
por ter revelado os segredos do Reino
aos pobres e aos pequenos.»
Santa Teresa Benedita da Cruz | 1891 - 1942
Felizes os pobres em espírito, I, 5
O mundo tem uma parte visível que tem a ver com a nossa vida exterior e outra interior, os nossos pensamentos, a nossa relação interior com o outro mas também com o que não vemos. Este blog pretende ser um armazém de pensamentos e considerações de natureza católica sobre aquilo que não se vê, mas pode-se ver, se quisermos
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
A humildade do deserto faz florir muitos frutos
«O deserto será como uma floresta, dizem os profetas, será grande, florirá.
Mas o deserto pode florir?
Sim.
A mulher estéril pode dar vida?
Sim.
Aquela promessa do Senhor: Eu posso! Eu posso da secura, da vossa secura, fazer crescer a vida, a salvação. Eu posso da aridez fazer crescer os frutos», vincou Francisco.
Na homilia da missa a que presidiu no Vaticano, o papa advertiu para o fracasso de quem pensa converter a sua vida sem pedir ajuda a Deus, como chegou a acontecer na história da Igreja.
«É a intervenção de Deus que nos ajuda no caminho da santidade. Só Ele pode. Mas da nossa parte, que podemos fazer? Primeiro: reconhecer a nossa aridez, a nossa incapacidade de dar vida», apontou.
O segundo momento consiste em pedir ajuda: “Senhor, eu quero ser fecundo. Eu quero que a minha vida dê vida, que a minha fé seja fecunda, e progrida, e possa dá-la aos outros. Senhor, eu sou estéril, eu não posso, Tu podes. Eu sou um deserto: eu não posso, Tu podes”.»
Recordando a narrativa bíblica de Micol, jovem fecunda que se tornou estéril, o papa salientou que «os soberbos, aqueles que crêem que podem fazer tudo por si, são atingidos».
A terminar, Francisco fez a apologia da «humildade do deserto», que com a consciência da sua pobreza recebe «a graça de florir, de dar fruto e de dar vida».
Papa Francisco Homilia da Casa de Santa Marta de 19-12-2013
Rádio Vaticano | Com SNPC
© SNPC | 19.12.13
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sábado, 14 de setembro de 2013
A cruz sinal do Amor de Deus
No mistério da Cruz - disse o Papa em sua homilia – encontramos a história do homem e a história de Deus, sintetizadas pelos Pais da Igreja, na comparação entre a árvore do conhecimento do bem e do mal, no Paraíso, e a árvore da Cruz:
“Aquela árvore tinha feito tanto mal, e esta árvore nos leva à salvação, à saúde. Perdoa aquele mal. Este é o caminho da história humana: um caminho para encontrar Jesus Cristo Redentor, que dá a sua vida por amor. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.
Esta árvore da Cruz nos salva, todos nós, das consequências daquela outra árvore, onde teve início a auto-suficiência, o orgulho, a soberba de querer conhecer, - nós -, tudo, de acordo com a nossa mentalidade, de acordo com os nossos critérios, também segundo a presunção de ser e de se tornar os únicos juízes do mundo. Esta é a história do homem: de uma árvore a outra árvore"
Papa Francisco 14-IX-2013
Festa da Exaltação da Santa Cruz
Comentário:
Na história dos vinhateiros homicidas, a proposta racional que é dada no final, passa pela entregue daqueles aos soldados a fim de serem mortos pelo mal que fizeram.
Mas na economia da salvação, Deus aproveita o assassinato do seu próprio Filho para salvar os vinhateiros homicidas quando eles ainda eram homicidas e quando eles ainda se orgulhavam do mal que fizeram.
Esta é a dimensão clamorosa e escandalosa do Amor que Deus tem por nós !
“Aquela árvore tinha feito tanto mal, e esta árvore nos leva à salvação, à saúde. Perdoa aquele mal. Este é o caminho da história humana: um caminho para encontrar Jesus Cristo Redentor, que dá a sua vida por amor. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.
Esta árvore da Cruz nos salva, todos nós, das consequências daquela outra árvore, onde teve início a auto-suficiência, o orgulho, a soberba de querer conhecer, - nós -, tudo, de acordo com a nossa mentalidade, de acordo com os nossos critérios, também segundo a presunção de ser e de se tornar os únicos juízes do mundo. Esta é a história do homem: de uma árvore a outra árvore"
Papa Francisco 14-IX-2013
Festa da Exaltação da Santa Cruz
Comentário:
Na história dos vinhateiros homicidas, a proposta racional que é dada no final, passa pela entregue daqueles aos soldados a fim de serem mortos pelo mal que fizeram.
Mas na economia da salvação, Deus aproveita o assassinato do seu próprio Filho para salvar os vinhateiros homicidas quando eles ainda eram homicidas e quando eles ainda se orgulhavam do mal que fizeram.
Esta é a dimensão clamorosa e escandalosa do Amor que Deus tem por nós !
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Espírito de autossuficiência
"Tinha (..) um enorme espírito de autossuficiência, ou seja, estava a pecar.
Mas não me apercebia.
De alguma maneira, estava a dizer a mim próprio "Olha que bom que eu sou, que grande, a quantidade de coisas que consigo fazer".
A soberba rondava a minha atitude.»
Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio Pág. 71
"Transitar a paciência pressupõe (...) : claudicar da pretensão de querer solucionar tudo
(...)
Há que relativizar um pouco a mística da eficácia"
. Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio Pág. 73
Mas não me apercebia.
De alguma maneira, estava a dizer a mim próprio "Olha que bom que eu sou, que grande, a quantidade de coisas que consigo fazer".
A soberba rondava a minha atitude.»
Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio Pág. 71
"Transitar a paciência pressupõe (...) : claudicar da pretensão de querer solucionar tudo
(...)
Há que relativizar um pouco a mística da eficácia"
. Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio Pág. 73
sábado, 7 de setembro de 2013
Exercícios espirituais versus trabalhos temporais
"se fosse preciso fazer todos estes exercícios todos os dias, na verdade tomavam-nos todo o tempo; mas não é preciso fazê-los senão a seu tempo e em seu lugar, cada um conforme convenha.
(....)
Pratica, pois, corajosamente estes exercícios, conforme tos marquei e Deus te dará assaz espaço e força para fazer o resto dos teus trabalhos: sim, ainda que para isso tivesse de deter o Sol, como fez no tempo de Josué. Nós fazemos sempre muito quando Deus trabalha connosco"
Introdução à Vida Devota. S.João Boaventura. Fundação Voz Portucalense. Pág. 211
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
O pecado da auto-suficiência
"A auto-suficiência é como o pecado de feitiçaria e a obsessão como o
crime de idolatria"
Profeta Samuel ao seu rei
Profeta Samuel ao seu rei
domingo, 7 de julho de 2013
A evangelização faz-se de joelhos
“A evangelização faz-se de joelhos”.
O risco do activismo, de confiar demasiado nas estruturas, está sempre à espreita.
Se olhamos a vida de Jesus, constatamos que, na véspera de cada decisão ou acontecimento importante, Ele Se recolhia em oração intensa e prolongada.
Cultivemos a dimensão contemplativa, mesmo no turbilhão dos compromissos mais urgentes e prementes. E quanto mais a missão vos chamar para ir para as periferias existenciais, tanto mais o vosso coração se mantenha unido ao de Cristo, cheio de misericórdia e de amor.
Aqui reside o segredo da fecundidade de um discípulo do Senhor!"
Papa Francisco 7-VII-2013
O risco do activismo, de confiar demasiado nas estruturas, está sempre à espreita.
Se olhamos a vida de Jesus, constatamos que, na véspera de cada decisão ou acontecimento importante, Ele Se recolhia em oração intensa e prolongada.
Cultivemos a dimensão contemplativa, mesmo no turbilhão dos compromissos mais urgentes e prementes. E quanto mais a missão vos chamar para ir para as periferias existenciais, tanto mais o vosso coração se mantenha unido ao de Cristo, cheio de misericórdia e de amor.
Aqui reside o segredo da fecundidade de um discípulo do Senhor!"
Papa Francisco 7-VII-2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Perguntas do Papa Francisco: Apostolado, caridade e primeiro mandamento.
Tweeter do Papa Francisco de;
23/05/2013
Tenho levado o Evangelho da reconciliação e do amor aos ambientes onde vivo e trabalho ?
17/05/2013
A nossa vida está verdadeiramente animada por Deus?
Quantas coisas anteponho a Deus, em cada dia ?
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
Despojar-nos dos nossos ídolos
«Temos de nos esvaziar dos pequenos ou grandes ídolos que temos e nos quais nos refugiamos. nos quais muitas vezes procuramos basear a nossa segurança.
São ídolos que às vezes mantemos bem escondidos; podem ser ambição, o gosto pelo sucesso, colocarmo-nos no centro, a tendência para dominar os outros, a pretensão de sermos os únicos dominadores das nossas vidas, alguns pecados a que estamos ligados, e muitos outros.»
«Adorar despoja-nos dos nossos ídolos, mesmo dos mais ocultos, e faz-nos escolher o Senhor como o centro, como a estrada das nossas vidas.»
Papa Francisco
14-4-2013
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Oferecer as nossas prioridades profissionais como holocausto
Perante a tentação de deixar de cumprir com um encontro com Deus, na oração ou na Eucarístia em favor do cumprimento de uma aparentemente mais urgente e mais importante obrigação de natureza familiar ou profissional, há que fazer um acto de entrega e holocausto.
Antes, colocava-se sobre o altar das oferendas animais ou alimentos para sacríficio. Agora Deus quer que lhe "preparemos um corpo" mas quer sobretudo o nosso coração e o nosso coração está onde estão os nossos pensamentos, ansiedades e acções.
Por isso, agora, no altar temos que colocar a renúncia ao trabalho profissional e outras sempre que estas se apresentam como algo a que devemos preferir em detrimento do encontro com Deus na palavra, na oração e no pão.
E isto, muitas vezes, não é nada fácil porque implica renunciar a algo que vemos e é palpável e aparentemente importante para o nosso sustento e o da nossa família em favor de algo que não vemos, não é palpável e é aparentemente acessório e secundário para a sustentabilidade do dia a dia.
Peçamos ao Senhor a Fé que precisamos para escolher o que, à partida, não seria de escolher.
Antes, colocava-se sobre o altar das oferendas animais ou alimentos para sacríficio. Agora Deus quer que lhe "preparemos um corpo" mas quer sobretudo o nosso coração e o nosso coração está onde estão os nossos pensamentos, ansiedades e acções.
Por isso, agora, no altar temos que colocar a renúncia ao trabalho profissional e outras sempre que estas se apresentam como algo a que devemos preferir em detrimento do encontro com Deus na palavra, na oração e no pão.
E isto, muitas vezes, não é nada fácil porque implica renunciar a algo que vemos e é palpável e aparentemente importante para o nosso sustento e o da nossa família em favor de algo que não vemos, não é palpável e é aparentemente acessório e secundário para a sustentabilidade do dia a dia.
Peçamos ao Senhor a Fé que precisamos para escolher o que, à partida, não seria de escolher.
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Apressadamente
"Quando os anjos se afastaram deles (...), os pastores disseram uns aos outros "Vamos a Belém ver o que aconteceu que o Senhor nos deu a conhecer". Foram apressadamente (...) Lucas 2, 15-16."
(...)
E quantos cristãos se apressam hoje quando se trata das coisas de Deus ?
No entanto, se há algo que mereça pressa (...) são precisamente as coisas de Deus !"
Bento XVI. "Jesus de Nazaré. A Infância de Jesus". Principia. Página 69.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Com humildade, sem medo de nada !
“Why are we afraid?”
Do we not have a God that says, “Do not be afraid” over and over again in scripture (Lk 12:7, Is 41:13)? Does it not say, “The Lord Himself will fight for you, you have only to keep still” (Ex 14:14)? Does it not say, “There is no fear in love, but perfect love drives out fear because fear has to do with punishment, and so one who fears is not yet perfect in love” (1 Jn 4:18)?
Our Father in Heaven is the kind of Father who does not abandon us in our time of need. Rather, it says in Matthew 7:7-11:
One of my favorite quotations is from Nelson Mandela’s inaugural speech in 1994 where he quoted a passage from Marianne Williamson’s book Return to Love: Reflections on a Course in Miracles:
Jackie François
Do we not have a God that says, “Do not be afraid” over and over again in scripture (Lk 12:7, Is 41:13)? Does it not say, “The Lord Himself will fight for you, you have only to keep still” (Ex 14:14)? Does it not say, “There is no fear in love, but perfect love drives out fear because fear has to do with punishment, and so one who fears is not yet perfect in love” (1 Jn 4:18)?
Our Father in Heaven is the kind of Father who does not abandon us in our time of need. Rather, it says in Matthew 7:7-11:
“Ask and it will be given to you; seek and you will find; knock and the door will be opened to you. For everyone who asks, receives; and the one who seeks, finds; and to the one who knocks, the door will be opened. Which one of you would hand his son a stone when he asks for a loaf of bread, or a snake when he asks for a fish? If you then, who are wicked, know how to give good gifts to your children, how much more will your heavenly Father give good things to those who ask him.”And another testament of how God provides for His children in Matthew 6:25-33:
“Therefore I tell you, do not worry about your life, what you will eat [or drink], or about your body, what you will wear. Is not life more than food and the body more than clothing? Look at the birds in the sky; they do not sow or reap, they gather nothing into barns, yet your heavenly Father feeds them. Are not you more important than they? Can any of you by worrying add a single moment to your life-span? Why are you anxious about clothes? Learn from the way the wild flowers grow. They do not work or spin. But I tell you that not even Solomon in all his splendor was clothed like one of them. If God so clothes the grass of the field, which grows today and is thrown into the oven tomorrow, will he not much more provide for you, O you of little faith? So do not worry and say, ‘What are we to eat?’ or ‘What are we to drink?’ or ‘What are we to wear?’ All these things the pagans seek. Your heavenly Father knows that you need them all. But seek first the kingdom (of God) and his righteousness, and all these things will be given you besides.”And yet another passage of how much God loves us from Jeremiah 29:11-14:
For I know well the plans I have in mind for you—says the LORD—plans for your welfare and not for woe, so as to give you a future of hope. When you call me, and come and pray to me, I will listen to you. When you look for me, you will find me. Yes, when you seek me with all your heart, I will let you find me—says the LORD—and I will change your lot.Fear comes not from who God is or what He has done, but rather our lack of trust in who God is and what He has done. God has created us to be children who will shine like lights in a world that is crooked and perverse (Phil 2:15). He has created us to declare His glory and proclaim His praise (Jer 31:7-9). God did not give us a “spirit of cowardice, but rather of power and love and self-control” (2 Tim 1:7). Do we know this? Do we believe this? Or do we hear it in our heads and fail to let it dwell in our hearts?
One of my favorite quotations is from Nelson Mandela’s inaugural speech in 1994 where he quoted a passage from Marianne Williamson’s book Return to Love: Reflections on a Course in Miracles:
Our deepest fear is not that we are inadequate. Our deepest fear is that we are powerful beyond imagination. It is our light more than our darkness which scares us. We ask ourselves – who are we to be brilliant, beautiful, talented, and fabulous. But honestly, who are you to not be so?If you want to apply this to your life and live this out, I invite you to pray a dangerous prayer. I invite you to know that God alone can satisfy the desires of your hearts and He alone can help you with every fear. God is the end and the beginning who created you and gave you every gift and talent, so you may brilliantly shine as the saint you were meant to be. To paraphrase St. Irenaeus, “Be fully alive and you will declare the glory of God!” or, as St. Catherine of Siena said, “If you are what you are meant to be, you will set the world on fire.” I invite you to pray the Ladainha da humildadehttp://www.lepanto.com.br/catolicismo/oracoes/ladainha-da-humildade/
You are a child of God, small games do not work in this world. For those around us to feel peace, it is not example to make ourselves small. We were born to express the glory of God that lives in us. It is not in some of us, it is in all of us. While we allow our light to shine, we unconsciously give permission for others to do the same. When we liberate ourselves from our own fears, simply our presence may liberate others.
Jackie François
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Trabalhai não pelo alimento que perece
"Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que perdura para a vida eterna"
João 6,27
Esta máxima contraria totalmente quer a lógica do dia de hoje, quer a nossa lógica pessoal na qual pomos invariavelmente o nosso trabalho e os nossos afazeres à frente do cumprimento das nossas obrigações para com Deus e o próximo.
Jesus não podia ser mais claro...
João 6,27
Esta máxima contraria totalmente quer a lógica do dia de hoje, quer a nossa lógica pessoal na qual pomos invariavelmente o nosso trabalho e os nossos afazeres à frente do cumprimento das nossas obrigações para com Deus e o próximo.
Jesus não podia ser mais claro...
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A quem entregarei o meu coração ?
Há uma frase vigorosa na Bíblia que diz: «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?». É uma expressão veemente porque Deus está sempre connosco e por nós. Só há um problema: é que demasiadas vezes somos nós que não estamos com Deus, pelo menos não plenamente.
Há algo em nós que nos faz fugir das escolhas definitivas. Perante uma lista de opções que se excluem mutuamente, a nossa escolha preferida é frequentemente «todas as anteriores», o que, como é óbvio, não funciona.
Não podemos ir de avião para o Japão e de barco para o Brasil ao mesmo tempo. Não podemos dar o nosso coração a uma pessoa no casamento e continuar ativamente a explorar as alternativas. Temos de escolher. Em todas as dimensões da vida temos de decidir quais serão os nossos compromissos. E isso começa com o maior de todos: a quem darei, total e definitivamente, o meu coração? Tudo o resto decorre dessa escolha. Mas o que sucederá às outras opções de vida se esse compromisso primordial for ambivalente ou hesitante?
O evangelista Lucas dá a resposta: «Todo o reino, dividido contra si mesmo, será devastado e cairá casa sobre casa» (11, 17).
As nossas preferências dependem sempre da grande preferência: a quem darei o meu coração? A Deus ou a algumas das suas muitas pequenas criaturas? Se estiver tentada a ignorar esta pergunta ou a responder-lhe com evasivas, tenha bem presente a advertência de Jesus: «Quem não está comigo está contra mim» (Lucas 11, 23). Estas palavras cortam o nevoeiro e clarificam as opções. Está na hora de ir com Ele, inteiramente e sem vacilar.
P. Dennis Clark
In Catholic Exchange
Trad. e adapt.: rm
© SNPC (trad.) | Atualizado em 09.10.12
Autor desconhecido (c. 1320)
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terça-feira, 19 de junho de 2012
Para que tenha o mundo em nada !
"Give me Thy Grace, good Lord, to set the world at nought
Daí-me a vossa graça, meu bom Senhor, para que tenha o mundo em nada, para que a minha mente esteja bem unida a Vós e não dependa das variáveis opiniões alheias(...),
para que pense em Deus com alegria e implore ternamente a sua ajuda;
para que me apoie na fortaleza de Deus e me esforce ansiosamente por amá-lO;
para Lhe dar graças sem cessar pelo pelos seus benefícios;
para redimir o tempo que perdi"
S. Thomas More in Anotações ao Livro de Horas que tinha na Torre de Londres, pouco tempo antes de ser martirizado.
Daí-me a vossa graça, meu bom Senhor, para que tenha o mundo em nada, para que a minha mente esteja bem unida a Vós e não dependa das variáveis opiniões alheias(...),
para que pense em Deus com alegria e implore ternamente a sua ajuda;
para que me apoie na fortaleza de Deus e me esforce ansiosamente por amá-lO;
para Lhe dar graças sem cessar pelo pelos seus benefícios;
para redimir o tempo que perdi"
S. Thomas More in Anotações ao Livro de Horas que tinha na Torre de Londres, pouco tempo antes de ser martirizado.
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Judas
Numa pregação que o Arcebispo Fulton Sheen fez, há uns anos atrás, sobre Judas, destacou os seguintes pontos que me parecem muito importantes:
1º) Que a reacção de Judas perante aquela mulher que "estragou" um frasco inteiro de perfume caro, deve-nos recordar que mais importante do que promover a solidariedade social e a caridade é a realização da própria justiça individual em si.
A caridade só é praticada por referência a e porque nele radica Deus. Porque Amamos a Deus, amamos também os seus filhos, nossos irmãos.
Se temos activismo social, mas não temos activismo espiritual de honra e louvor ao Senhor dos Senhores, não estamos na realidade a praticar a caridade.
2º) Judas começa a afastar-se de Jesus depois deste pregar a Eucaristia e que o corpo de Cristo deve ser entregue ao sacrifício para depois servir de alimento a cada um de nós.
O sacrifício afasta Judas.
Judas quer glória, quer poder, quer domínio.
Jesus oferece abnegação, humildade, sacrifício, entrega.
Nós também, quantas vezes, não começamos por nos afastar de Deus e de Jesus, Nosso Senhor, por medo e horror ao sacrifício ?
3º) Jesus tem multíplos pormenores de atenção e carinho para com Judas. Não quer que ele se perca, ainda que o tenha traído.
Na noite da última ceia, coloca-o ao seu lado, à mesa para que, mais próximo, se reconverta.
Jesus não precisava que Judas o traísse para que se cumprisse a redenção. Jesus, mais ou cedo ou mais tarde, cairia nas mãos dos verdugos, não era necessário que tal acontecesse por causa ou por intermédio de Judas.
Ainda assim, apesar da proximidade de Jesus, Judas está cego e mantém-se no seu propósito de traição.
Mais tarde, quando Judas regressa com os soldados, Jesus trata-o por "Amigo" e faz-lhe ver a ironia da traição ter sido executada através de um "beijo".
Ainda aí Jesus quer a salvação de Judas, despertando o seu arrependimento que, sabemos, leva Judas ao desespero e ao suicídio em vez de o levar à reconciliação.
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Oração 1º
O deixar-se consumir pela graça e pelo fogo do Amor de Deus faz com que a pessoa tenha uma clara e inequívoca percepção ou visão sobrenatural que, sem oração nada de bom pode fazer.
Santos como S. Nuno de Santa Maria ou S. Thomas Moore tinham claramente essa percepção quando, entre irem de encontro ao seu rei, por motivos humanamente urgentes, e acolherem à Eucarístia optaram pelo encontro com o rei do Céu.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Trabalhai não pelo alimento que desaparece
Quando, por vezes, podemos cair na tentação de colocar os nossos afazeres profissionais à frente dos compromissos próprios da nossa relação com Deus, talvez seja a hora de meditar nesta frase de Jesus
«Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27).
«Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27).
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domingo, 11 de setembro de 2011
Dar o primado a Deus
No Pai Nosso pedimos que seja santificado o Seu nome,
que venha o Seu reino, que se cumpra a Sua vontade.
É, acima de tudo, o primado de Deus que devemos recuperar
no nosso mundo e na nossa vida,
porque é este primado que permite descobrirmos
a verdade do que somos, e é no conhecer e seguir a vontade de Deus
que encontramos o nosso verdadeiro bem.
Dar tempo e espaço a Deus, para que seja o centro vital da nossa existência.
Bento XVI
11 de Setembro de 2011
que venha o Seu reino, que se cumpra a Sua vontade.
É, acima de tudo, o primado de Deus que devemos recuperar
no nosso mundo e na nossa vida,
porque é este primado que permite descobrirmos
a verdade do que somos, e é no conhecer e seguir a vontade de Deus
que encontramos o nosso verdadeiro bem.
Dar tempo e espaço a Deus, para que seja o centro vital da nossa existência.
Bento XVI
11 de Setembro de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A 1ª tentação de Jesus Cristo
Jesus Cristo aceitou ser tentado para que, também nós, independentemente da natureza e género das tentações de que possamos ser vítima, as saibamos vencer.
Desde logo, porém, convém salientar que as tentações foram antecedidas por 40 dias de jejum.
Como um cavaleiro se prepara para a batalha, treinando-se nas lides das armas e pensando na melhor estratégia de ataque, quem aceita sujeitar-se às tentações do dia a dia, tem de estar preparado e o jejum surge aqui como uma preparação.
Jejum e oração, dados de uma penitência que torna o combatente mais leve e, portanto, menos condicionado pelos pesos, mais ágil, focalizado e determinado.
O capítulo IV do Evangelho segundo S.Mateus descreve-nos 3 tipos de tentações:
1º) "As pedras convertidas em pães mais importantes do que a Palavra e a Vontade de Deus"
Com o nosso trabalho e no nosso viver terreno, convertemos as pedras em pães, mas esses pães são menos importantes do que ouvir e cumprir a Palavra de Deus.
Porque esse ouvir e cumprir a Palavra de Deus é fonte de vida.
O pão é importante porque permite ao homem viver, mas é um acessório de vida, não é o principal da vida.
Quem se afasta de ouvir e acolher "a palavra que sai da boca de Deus", acaba por morrer.
Daqui resulta uma fórmula de vitória das tentações:
Jejum + Oração + Acolher, em 1º lugar, a palavra de Deus = Viver a verdadeira Vida
E quando, os afazeres terrenos, quando o trabalho de transformar as pedras em pães, se parece sobrepôr como algo mais importante, lembremos esta frase de Cristo "Nem só de pão vive o homem"
Quem procura o essencial, depois, encontra e faz melhor o que é acessório.
"Procurai primeiro as coisas do Alto que tudo o demais vos será dado por acréscimo"
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- Prudência (15)
- Pureza (42)
- Quaresma (17)
- Recomeçar (23)
- Rectidão de Intenção (8)
- S.José (4)
- S.Nuno de Santa Maria (5)
- Sagrado Coração de Jesus (6)
- Santidade (72)
- Santificação do Trabalho (107)
- sofrimento (8)
- temperança (42)
- Tempo da noite (2)
- Tentação (113)
- Terço da Misericórdia (10)
- Tibieza (23)
- Tribulações (89)
- Via Sacra (2)
- Virtudes (9)
- Vontade de Deus (39)