Mostrar mensagens com a etiqueta conversão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta conversão. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de junho de 2016

Todos os dias um passinho

«À maneira de filhos obedientes, já não vos amoldeis aos desejos que tínheis antes, no tempo da vossa ignorância. A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações».
Fala-se aqui de «conversão».
Disse o Papa: ao longo do caminho «não devemos olhar para trás: é uma estrada para ir em frente, rumo ao horizonte, com esperança, coragem e abertos à graça», mas pode acontecer que «um dia progrido, noutro regrido. Isto não ajuda», faz com que permaneçamos «parados no mesmo lugar». 
 Portanto «todos os dias» precisamos da conversão.
Talvez alguém possa dizer: «Padre, para me converter devo fazer penitências, flagelar-me», mas – explicou Francisco – servem «pequenas conversões». «Se conseguires não falar mal dos outros, estás no bom caminho para te tornares santo». Somos chamados a coisas simples: «Tenho vontade de criticar um vizinho, um colega de trabalho?» será útil «morder a língua um pouco», talvez «ela ficará inchada» mas «o vosso espírito será mais santo neste caminho».
O importante é «prosseguir» neste caminho «simples» mas que exige também «força» – «que é um dom do Espírito Santo – para «carregar os sofrimentos».  
De qualquer maneira, eles chegam mais cedo ou mais tarde: «uma doença ou a morte de uma pessoa querida, um problema com os filhos ou com os irmãos, um problema mais grave nos negócios ou no trabalho». 
A referência é sempre Jesus, o qual «prosseguiu e sofreu». 
Assim também para nós «há os pequenos pedaços de cruz», mas há também «a alegria deste caminho» durante o qual, «em todos os momentos» nos encontramos com Jesus.
Portanto, resumiu Francisco: «Coragem, esperança, graça, conversão e força», assim «construimos a santidade de todos os dias, na Igreja: cada dia um passinho em frente neste caminho rumo ao encontro com o Senhor». 

Papa Francisco
Homília na Casa de Santa Marta de 24/05/2016

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Esforçar-se por procurar a Deus

«Muitos gostariam que Deus
não lhes custasse mais do que falar,
e até isso mal feito,
não querendo fazer por Ele
praticamente nada que lhes dê trabalho.
Alguns nem se mexem do lugar
dos seus gostos e consolações,
pois querem, deste modo,
que o sabor de Deus lhes chegasse à boca e ao coração
sem darem um passo
ou renunciar a qualquer dos seus gostos,
consolações e desejos inúteis.
Enquanto não se decidirem a procurá-l’O,
apesar de muito gritarem por Deus,
nunca O encontrarão.
Assim O procurava a esposa no Cântico dos Cânticos,
e
não O encontrou enquanto não saiu à Sua procura, como ela o diz por estas palavras:
“No meu leito, de noite, procurei o Amado da minha alma.
Procurei-O e não O encontrei.
Vou levantar-me e dar voltas pela cidade:
pelas praças e pelas ruas,
procurarei o Amado da minha alma
.”
E, depois de ter passado por alguns trabalhos,
diz que O encontrou.»

S. João da Cruz | 1542 - 1591
Cântico Espiritual. 3, 2

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência

Carta de S.Paulo aos Efésios 4,17.20-24
 
Irmãos: Eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor:
Não torneis a proceder como os pagãos, que vivem na futilidade dos seus pensamentos.
Não foi assim que aprendestes a conhecer a Cristo,
se é que d’Ele ouvistes pregar e sobre Ele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus.
É necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido por desejos enganadores.
Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência

e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Deixar que o Amor de Deus queime as nossas tibiezas e misérias

«Espantava-me depois,
como, em vindo este fogo de verdadeiro amor de Deus,
que dir-se-ia vir do alto –
pois por mais que eu queira e procure e me desfaça por ele,
a não ser quando Sua Majestade o quer dar,
como de outras vezes já tenho dito,
nada sou nem posso para conseguir sequer uma centelha
–, parece que consome o homem velho nas suas faltas,
tibiezas e miséria
.
E, à maneira do que sucede à ave fénix, que
– segundo tenho lido –,
depois que se queima renasce das próprias cinzas,
assim a alma fica depois outra,
com desejos diferentes e grande fortaleza.
Não parece ser a mesma de antes;
mas começa, com pureza nova,
o caminho do Senhor.
»

Santa Teresa de Jesus | 1515 – 1582
Livro da Vida. 39, 23

domingo, 18 de janeiro de 2015

Deus pôs em meus lábios um cântico novo

Salmos 40,2.4ab.7-8a.8b-9.10.

"Esperei no Senhor com toda a confiança e Ele atendeu-me.
Pôs em meus lábios um cântico novo, um hino de louvor ao nosso Deus. Não Vos agradaram sacrifícios nem oblações, mas abristes-me os ouvidos; não pedistes holocaustos nem expiações, então clamei: "Aqui estou".
De mim está escrito no livro da Lei que faça a vossa vontade.
Assim o quero, ó meu Deus, a vossa lei está no meu coração.
Proclamei a justiça na grande assembleia, não fechei os meus lábios, Senhor, bem o sabeis."

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Hodie


Na Basílica dos Mártires, reparo que a cruz que segura na mão tem gravada a palavra "Hodie" — uma das lendas em torno deste santo é a de que terá sido tentado por um corvo que gritava "Cras! Cras!" ["amanhã!" em latim] numa tentativa de adiar a sua conversão ao cristianismo. Em resposta, Expedito terá dito: "Hodie! [hoje!]"

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

15 doenças

A oração cotidiana, a participação assídua nos Sacramentos, de modo particular na Eucaristia e na reconciliação, o contato cotidiano com a palavra de Deus e a espiritualidade traduzida em caridade vivida são alimento vital para cada um de nós”, indicou.
Francisco lembrou que a Cúria é chamada a melhorar constantemente e a crescer em comunhão, santidade e sabedoria para realizar sua missão. Porém, como todo corpo, ela também está exposta a algumas doenças, que enfraquecem o serviço a Deus.
 
O Santo Padre fez um “catálogo” dessas doenças que podem afetar a Cúria, elencando 15 itens:
 
1 – sentir-se imortal, imune ou até mesmo indispensável, negligenciando os controles necessários e habituais. “Uma Cúria que não faz autocrítica, que não se atualiza é um corpo enfermo”. É o “complexo dos eleitos, do narcisismo”
 
2 – a doença do “martalismo” (que vem de Marta), da ocupação excessiva, os que trabalham sem usufruirem do melhor. A falta de repouso leva ao stress e à agitação
 
3 – a doença do “empedramento” mental e espiritual, isso é, daqueles que têm coração de pedra. Quando se perde a serenidade interior, a vivacidade e a audácia e nos escondemos atrás de papeis, deixando de ser “homens de Deus”
 
4 – planejamento excessivo e funcionalismo, tornando o apóstolo um contador ou comercialista. “Quando o Apóstolo planifica tudo minuciosamente e pensa que assim as coisas progridem torna-se num contabilista”. É a tentação de querer pilotar o Espírito Santo
 
5 – má coordenação, sem harmonia entre as partes do “corpo”.
 
6 – “Alzheimer espiritual”, ou seja, o esquecimento da história da Salvação, da história com o Senhor, do “primeiro amor”
 
7- rivalidade e orgulho, quando a aparência, as cores das vestes e insígnias de honra tornam-se o objetivo primário da vida. “Leva-nos a ser falsos e a viver um falso misticismo”
 
8– esquizofrenia existencial, que é a doença dos que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual que licenciaturas ou títulos acadêmicos não podem preencher
 
9 – fofocas, murmurações e mexericos. “É a doença dos velhacos que não tendo a coragem de falar diretamente falam pelas costas. Defendamo-nos do terrorismo dos mexericos”
 
10 – a doença de divinizar os chefes, que é a daqueles que cortejam os superiores esperando obter sua benevolência. “Vivem o serviço pensando unicamente àquilo que devem obter e não ao que devem dar”. Pode acontecer também aos superiores
 
11- indiferença para com os outros. “Quando se esconde o que se sabe. Quando por ciúme sente-se alegria em ver a queda dos outros em vez de o ajudar a levantar”
 
12 – doença da “cara fúnebre”, de pessoas carrancudas que pensam que para serem sérias é preciso pintar a face de melancolia, de severidade e tratar os outros com rigidez, dureza e arrogância. “O apóstolo deve esforçar-se por ser uma pessoa cortês, serena, entusiasta e alegre e que transmite alegria…”. “Como faz bem uma boa dose de são humorismo”
 
13 – a doença do acumular, quando o apóstolo procura preencher um vazio existencial no seu coração acumulando bens materiais, não por necessidade, mas para se sentir seguro
 
14 – doença dos círculos fechados, onde a pertença ao grupinho se torna mais forte que aquela ao Corpo e, em algumas situações, ao próprio Cristo
 
15 – a doença do lucro mundano, do exibicionismo. “Quando o apóstolo transforma o seu serviço em poder e o seu poder em mercadoria para obter lucros mundanos ou mais poder”.
 
“Irmãos, tais doenças e tentações são naturalmente um perigo para cada cristão e para cada cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial…e podem atingir seja em nível individual seja comunitário”, disse o Papa, lembrando que apenas o Espírito Santo é capaz de curar toda enfermidade.
 
Discurso do Papa Francisco à Cúria Romana 22-12-2014

sábado, 4 de outubro de 2014

Reparar a culpa com mais amor e fidelidade

«Em vez de procurar reabrir a chaga, deitando-lhe vinagre,
é necessário, pelo contrário,
procurar adoçá-la e curá-la
com o azeite da caridade
e reparar a sua culpa
com mais amor e fidelidade ao Senhor.»

Beata Maria de Jesus Crucificado | 1846 - 1878
Elevações espirituais, 34

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Permancei em mim

«”Permanecei em Mim”.
É o próprio Verbo de Deus que dá esta ordem,
e que exprime esta vontade.
Morai em Mim,
não por alguns instantes, algumas horas que têm de passar,
mas «morai...»
num modo permanente, habitual.
Permanecei em Mim,
orai em Mim,
adorai em Mim,
amai em Mim,
sofrei em Mim,
trabalhai,
agi em Mim.
Permanecei em Mim
quando vos apresentardes a qualquer pessoa
ou fizerdes qualquer coisa,
penetrai sempre cada vez mais nesta profundidade.
Esta é, então, verdadeiramente, a “solidão, a que Deus quer atrair a alma para lhe falar”, como cantava o profeta.

Beata Isabel da Trindade | 1880 - 1906
O Céu na terra. Primeiro dia, 3

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Comecemos

"Em nome de Cristo, comecemos. Porque Cristo, da sua parte terminou"

A Amizade com Cristo. Robert Hugh Benson. Quadrante.São Paulo. 1996. Página 112.

sábado, 28 de setembro de 2013

Sermos nós a afogar-nos

"Há pessoas que se julgam justas, que de algum modo aceitam a catequese, a fé cristã, mas não têm a experiência de terem sido salvas.
Uma coisa é contarem-nos que um rapaz estava a afogar-se no rio e uma pessoa atirou-se para o salvar.
Outra coisa é vermos isso e outra ainda é sermos nós a afogar-nos e vir outro atirar-se para nos salvar.
(...)
Penso que só nós, os grandes pecadores, temos essa graça."

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Paulinas. Pág. 102

domingo, 15 de setembro de 2013

O que é a conversão ?

"A conversão é abrir a minha casa a alguém que vai mandar nela, é partilhar a minha existência com alguém que pode parecer que, de algum modo, limita a minha liberdade"

Gonçalo Portocarrero de Almada. Auto-de-Fé. A Igreja na inquisição da Opinião Pública. Pág. 255

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O nascimento segundo a carne destina-nos ao cemitério

"O nascimento segundo a carne destina-nos ao cemitério; o nascimento que é fruto do Espírito dá-nos a eternidade."

Os Encontros de Jesus no Evangelho de S.João. Pe. Mário Sousa. Paulinas. Página 15

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sair dos próprios "esquemas"

"Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, na lógica da Cruz que não é, antes de mais, a da dor nem da morte, mas a do amor e do dom de si que traz vida.
É entrar na lógica do Evangelho.
Seguir e acompanhar Cristo, permanecer com Ele, exige um ‘sair’: de si próprio, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé, da tentação de se fechar nos próprios esquemas que acabam por fechar o horizonte da acção criativa de Deus"
 
Papa Francisco, Audiência geral de 27 de Março de 2013
 
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Sair dos critérios predominantes

"(...) faz parte do tornar-se cristão este sair do âmbito daquilo que todos pensam e querem, sair dos critérios predominantes, para entrar na luz da verdade sobre o nosso ser e, com esta luz, alcançar o caminho"

Bento XVI. A Infância de Jesus. Editora Princípia. Pág. 60.

sábado, 6 de outubro de 2012

O valor e sentido da santidade

"Hoje não bastam mulheres ou homens bons. Além disso, não é suficientemente bom quem se contenta em ser quase... bom; é preciso ser "revolucionário". Ante o hedonismo, ante a carga pagã e materialista que nos oferecem, Cristo quer inconformistas! Rebeldes de Amor!"
Sulco, 128

"Se não for para construir uma obra muito grande, muito de Deus – a santidade –, não vale a pena entregar-se"
Sulco, 611

segunda-feira, 9 de abril de 2012

"Já não está aqui"

A ressureição não tem por objecto apenas o corpo morto de Jesus.
A morte é, como diz S.Paulo, o salário do pecado, mas Jesus aceitou experimentar a morte, ainda que não tivesse pecado.
Por isso, vencer a morte é também vencer algo pior do que a própria morte que é o pecado mortal.
Quando o Anjo diz às santas mulheres "Non est hic, ressurexit sicut dixit" há algo de mais profundo nestas palavras.
O "Non est hic" significa "o homem velho, sujeito à morte e, no nosso caso, sujeito ao pecado" já não existe, já não mora mais aqui, já cá não está.
Agora, já só existe o homem novo, o homem ressuscitado, o homem que, ainda que morra no corpo, viverá para sempre.
Peçamos ao Senhor, por intermédio da sua Mãe, Maria Santíssima, que também o homen velho em nós deixe de existir, deixe de estar aqui e, unidos à ressurreição do Senhor, também nós, ainda em vida, ressuscitemos.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Como nos podemos livrar do fardo dos nossos pecados?

Para além da confissão dos pecados, aqui fica uma sugestão prática para que nos livremos do fardo, do embaraço e da vergonha dos nossos pecados:

No momento em que o sacerdote, na Missa, benze o pão, "imaginem que ele está a benzer os fardos que cada um tem. (...), os momentos de trevas da nossa vida transformar-se-ão em bençãos assim que forem transformados pelo poder da graça. Mas, primeiro, tal como o pão, eles têm que ser também "partidos".
Os sentimentos negativos e maliciosos que nos mantêm agrilhoados, tal como o pão é partido, também serão quebrados das suas correntes.
Desta forma, a transformação da nossa escravidão numa benção estará completa".

"If your mind has been circling around and around over particular grievances, it is possible that you have gotten into a destructive mental pattern.
This negative downward spiral can only be reversed and countered by repeated positive cycles of receiving God’s forgiveness week by week.
I am convinced that faith works.
In other words, our Catholic faith really does bring us to an abundant life – a life that is transformed from the inside out by God’s grace.
Our part is to come to God with an open heart, an open mind and an active will so that as we co operate with his grace we will be transformed into his likeness".

Fr Dwight Longenecker

Etiquetas

Arquivo do blogue