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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Que pela ferida visível víssemos a ferida invisível do amor


Além da sua entrega na cruz, entregando a sua vida, Cristo entregou também o seu próprio coração, relembrando as palavras que Ele próprio disse "onde tens o teu coração, aí tens o teu tesouro".
Por isso, já depois de morto, o seu coração foi aberto pela lança do soldado, abrindo-se ao mundo e a nós.
Cristo deu-se por nós e abriu o seu coração (também fisicamente falando) a nós.

Ele mostra o seu coração vivo e como ferido e inflamado de um amor mais ardente do que quando, já exânime, o feriu a lança do soldado romano: "Por isto foi ferido (o teu coração), para que pela ferida visível víssemos a ferida invisível do amor "
(Cfr S. Boaventura, Opusc. X: Vitis mystica, c. III, n. 5: Opera Omnia, Ad Claras Aquas (Quaracchi), 1898, t. VIII, p. 164; cf, s. Tomás, Summa theol., III, q. 54, a. 4; ed. Leon., t. XI,1903, p. 513, citado no ponto 44, parte final da Encíclica Haurietis Aquas)

"Por conseguinte, não pode haver dúvida alguma de que, ante as súplicas de tão grande advogado, e feitas com tão veemente amor, o Pai celestial, "que não perdoou seu próprio filho, mas o entregou por todos nós" (Rm 8, 32), por meio dele derramará incessantemente sobre todos os homens a abundância das suas graças divinas". (Cfr. ponto 45 da Encíclica Haurietis Aquas)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Tomou tudo para santificar tudo

Com maior concisão e não menor força estas passagens de s. João Damasceno atestam a doutrina da Igreja: "O Deus todo tomou todo o homem, e o todo se uniu ao todo para proporcionar a salvação do homem todo. De outra maneira não teria ele podido sanar aquilo que não assumiu".(21)
"Tomou, pois, tudo para santificar tudo".(22)

Papa Pio XII.Haurireis Águas, ponto 25 fim

Cristo assumiu a nossa condição humana, entristeceu-se, teve fome, suportava a sede e o suor, chorou, cansou-se, tinha sono, madrugava ou deitava-se mais tarde para poder rezar ao Pai, sentiu angústia e ansiedade, inquietou-se perante o cenário da morte, tal como qualquer um de nós.
Tinha compaixão pelos outros, mas também revolta pela exploração sacrílega dos vendilhões do templo.
Fez-se humano e perecível para que, através de Cristo, podermos nós próprios pegar em todas as nossas angústias, tristezas, ansiedades e mínguas diversas e ser Cristo.

domingo, 1 de julho de 2012

Deus é rico em misericórdia pelo excessivo amor com que nos ama

"(..) não sendo possível ao homem satisfazer pelo pecado, que manchava toda a natureza humana, deu-lhe Deus um reparador na pessoa de seu Filho.
Ora, isto foi, da parte de Deus, um gesto de mais generosa misericórdia (isto é, entregar o seu próprio filho, ou seja, uma parte do próprio Deus, para que os filhos menores pudessem ser salvos) do que se ele houvesse perdoado os pecados sem exigir qualquer satisfação. Por isso está escrito: 'Deus, que é rico em misericórdia, movido pelo excessivo amor com que nos amou quando estávamos mortos pelos pecados, deu-nos vida juntamente em Cristo'" (Ef 2, 4).

S.Tomás de Aquino. Summa Theol., III, q. 46, a. l ad 3; ed. Leon., t. XI,1903, p. 436

Esse Amor de Deus traduziu-se no facto do próprio Deus ter entregue o seu próprio Filho, para tomando as mesmas formas dos seus filhos da terra, os pudesse, assim, salvar:

"E por isso que os filhos têm comuns a carne e o sangue, ele também participou das mesmas coisas... Pelo que, em tudo teve de se assemelhar a seus irmãos, afim de ser um pontífice misericordioso e fiel para com Deus, em ordem a expiar os pecados do povo. Já que, em razão de haver ele mesmo padecido e de ter sido tentado, pode também dar a mão aos que são tentados"
Hb 2,11-14; 17-18.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Haurireis águas !



O Amor não é amado


S. Francisco de Assis (Séc. XI) entende o apelo radical do Evangelho de não ter mais nenhuma riqueza além do Amor de Cristo.
E diz: "O Amor de Deus só basta. Mas o Amor não é amado !"

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Sagrado Coração de Jesus


“Eis o Coração que tanto amou os homens, que não se poupou a nada, até se esgotar e consumir, para lhes testemunhar o Seu amor e que em troca, da maior parte, só recebe ingratidões”.

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