Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

O amor é fazer as coisas que nos dão mais repugnância

O amor é a força que ajuda a fazer aquelas coisas pelas quais se sente mais repugnância.

Santa Teresa dos Andes

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Amar a Deus, mais importante que pensar em Deus

" o grande proveito da alma não consiste pensar muito em Deus, e sim, amá-lO muito" (São Francisco de Sales)"

Apaixonar-se por Deus

"Apaixonar-se por Deus é o maior dos romances..."
Santo Agostinho

Esta frase não é fácil de cumprir.
Alguns dirão, como é que nos podemos apaixonar por Algo que não vemos?
Onde está Deus para que, por Ele, nos apaixonemos ?

Deus está nos outros, em particular, nos mais necessitados e está dentro de nós à espera que O alimentemos para que cresça.

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

O devedor, o credor e o Avalista

Todos nós, em virtude do pecado original, nascemos já com uma dívida por pagar relacionada com as nossas más tendências, o nosso mau feitio, o nosso egoísmo inato.

Mas, a essa dívida original, acrescem, depois, ao longo da nossa vida sobre a terra, em cada dia que passa, novas e, por vezes até, mais graves dívidas decorrentes dos pecados veniais e mortais que cometemos.

Assim, à dívida original somam-se as várias dívidas diárias em que incorremos. Somos como que devedores inatos, devedores compulsivos.

O resultado dessa dívida de mal original e praticado é a entrega dos devedores ao dono do mal, isto é, ao demónio, ao inferno e a morte definitiva.

Para que nos salvemos do nosso credor, temos que pagar essa dívida e essa dívida.
Por sua vez, esta dívida só pode ser paga se, aproveitando-nos da credibilidade do nosso avalista que é Jesus Cristo, nos associarmos aos méritos obtidos por Ele, através da sua morte na Cruz, o que nos há-de levar a que nos esforcemos, nos empenhemos, nos entusiasmemos a praticar o bem e a fugir do mal.
Por outras palavras que nos esforcemos, que nos empenhemos e que nos entusiasmemos a obter "créditos" para pagar as nossas dívidas.

Ao nosso credor que é o demónio e o mal opõe-se o nosso avalista que é Jesus Cristo, alguém que está muito interessado em que paguemos as nossas dívidas. Alguém que garante que se nos esforçarmos por pagar as nossas dívidas, ainda que não o consigamos na totalidade, ele cobrirá a diferença do que falta pagar.

Portanto, quando o dia nasce, há uma dívida por pagar nesse mesmo dia. E, quando chegamos ao fim do dia e fazemos o exame de consciência vamos a prestar contas ao nosso credor e ao nosso avalista.
O nosso credor fica fulo porque conseguimos "créditos" para amortizar na nossa dívida, enquanto o nosso avalista Jesus Cristo fica alegre porque aliviámos a sua dívida e aliviámos a diferença que Ele próprio teria que pagar, caso não diminuíssemos o valor dessa dívida.

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Quaresma: um proposta de redesenhar a nossa vida

A Quaresma vem ao nosso encontro para que a tensão criadora do Espírito de Jesus redesenhe em nós a vida. Interessantes são os verbos que o poeta usa como prece: “que sejamos instigados”, “que sejamos sacudidos”.
A Quaresma faz-nos passar do “deixa andar”, e do viver espiritualmente entorpecido ao estado da corda tensa.
Aquela que é capaz de avizinhar da nossa humanidade reencontra a música de Deus.

Pe. José Tolentino Mendonça a propósito do poema de T. S.Elliot sobre 4ª feira de cinzas.Daqui

Fé e Cruz

27 E saiu Jesus com os seus discípulos para as aldeias de Cesaréia de Filipe, e no caminho interrogou os discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou?

28 Responderam-lhe eles: Uns dizem: João, o Batista; outros: Elias; e ainda outros: Algum dos profetas.

29 Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.

30 E ordenou-lhes Jesus que a ninguém dissessem aquilo a respeito dele.

Jesus fala da sua morte

31 Começou então a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muitas coisas, que fosse rejeitado pelos anciãos e principais sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto, e que depois de três dias ressurgisse.

32 E isso dizia abertamente. Ao que Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo.

33 Mas ele, virando-se olhando para seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: Para trás de mim, Satanás; porque não cuidas das coisas que são de Deus, mas sim das que são dos homens.

34 E chamando a si a multidão com os discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.

35 Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á.

36 Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida?

37 Ou que diria o homem em troca da sua vida?


Esta sequência de S. Marcos 27-38 é muito interessante e elucidativa do que Deus quer de nós.
Começa com um pedido de proclamação de fé.
Cristo pergunta aos discipulos quem é que eles acham que Ele é (S.Marcos 8,27-30)
S.Pedro toma a palavra e proclama Deus como o Ungido, o filho de Deus.
Logo, 1º a Fé, o acreditar que Deus está muito para além das nossas limitações pessoais e materiais e muito para além das contingências do nosso tempo.

Depois, com a Fé, vem a revelação do sacrifício realizado por Amor (S.Marcos 8, 31-32).

Depois, S.Pedro não quer que a sua Fé seja uma Fé que passe pelo sacrifício e pela morte. Esta é uma atitude muito humana, a do medo da cruz, a do medo do sofrimento, a do medo da tribulação que contradiz a atitude inicial da Fé.
Ter Fé deveria implicar sentir as forças necessárias para viver o sacrifício da cruz.

Por isso, Jesus Cristo, remata esta sequência, por um lado rejeitando o medo da cruz, com palavras muito duras (S.Marcos 8, 33):
Quem tem medo da cruz actua como satanás; não é digno de estar diante de Deus e actua de acordo com a carne e não de acordo com a Fé

E é nesta sequência que Cristo finaliza, dizendo o que pretende de nós, como é que quer que nós actuemos (S.Marcos 8, 34-37):
- Seguir a Cristo EXIGE o negar-se a si mesmo.
- Seguir a Cristo EXIGE o pegar na sua Cruz (isto é, cumprir as suas obrigações decorrentes das suas circunstâncias específicas de saúde, familiares, profissionais, económicas, etc..).
- Seguir a Cristo EXIGE que em tudo actuemos atrás e segundo o próprio Cristo. Por outras palavras exige uma "cristificação".

Porque onde não há Cristo e onde não há cruz e onde há apenas uma procura de si mesmo não há nada (S.Marcos 8, 35-36)

Cristo explica que, à partida, estamos todos condenados à destruição e à auto-destruição.
Para que isto não aconteça assim, temos que pagar um resgate, temos que pagar a nossa saída do circulo vicioso que nos leva à morte e à perdição.
Esse resgate é a cruz que, associada aos méritos que Jesus Cristo obteve para nós no Calvário, livra-nos do mal e ajuda a que outros se livrem desse mesmo mal.
Por isso Jesus diz, "que daria o homem pelo resgate da sua alma ?" (S.Marcos 8, 37).

Depois em S.Marcos 8, 38, Jesus Cristo faz a fusão entre a Fé de Pedro e a Cruz.
Ter fé é viver a Cruz; é dar testemunho da Cruz aos outros.
Pedro (e quantas vezes, nós todos) quer a Fé, mas envergonha-se da cruz e, por isso, Jesus diz quem vive a cruz não se envergonha de mim porque dá testemunho da cruz perante "esta geração adúltera e pecadora".
Pelo contrário, não querer e não viver a cruz diante de todos equivale a dizer que nos envergonhamos de Cristo.

Meditemos em que medida toda esta sequência e esta dicotomia Fé-Cruz-Coerência de Vida- Apostolado está ou não a afectar o nosso dia-a-dia.

Domingo, 12 de Fevereiro de 2012

Receber o Senhor na Sagrada Comunhão

"Ecce Agnus Dei... Domine, non sum dignus...
Vamos receber o Senhor.
Quando na Terra se recebem pessoas muito importantes, há luzes, música, trajes de gala.
Para albergar Cristo na nossa alma, como devemos preparar-nos?
Já teremos por acaso pensado como nos comportaríamos se só se pudesse comungar
uma vez na vida?
Quando eu era criança, não estava ainda divulgada a prática da comunhão frequente.
Recordo-me de como se preparavam as pessoas para comungar. Cuidavam com esmero a boa preparação da alma e até do corpo. Punham a melhor roupa, a cabeça bem penteada, o corpo fisicamente limpo e talvez mesmo um pouco de perfume...
Eram delicadezas próprias de quem estava apaixonado, de almas finas e rectas, que sabem pagar o Amor com amor.
Com Cristo na alma, termina a Santa Missa.
A bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo acompanha-nos durante toda a jornada, na nossa tarefa simples e normal de santificar todas as actividades nobres do homem".
S.José Maria Escrivá de Balaguer.
Cristo que passa, 91

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

A nossa vida tem de ser o nosso maior testemunho

Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas
leiam.
São Francisco de Assis)

Fazer o que é a nossa obrigação

"Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer".
S. Lucas 17:10

Ser como o burrico de carga


"Oxalá adquiras - queres alcançá-las - as virtudes do burrinho:
humilde,
duro para o trabalho e perseverante,
teimoso!,
fiel,
seguríssimo no seu passo,
forte e - se tem bom amo - agradecido e obediente".
Continua a considerar as qualidades do burrinho, e repara que ele, para fazer
alguma coisa de proveito, tem de deixar-se dominar pela vontade de quem o
guia...: sozinho não faria senão... burrices. Seguramente não lhe ocorre outra
coisa melhor que revolver-se no chão, correr para o estábulo... e
zurrar.- Ah Jesus! - diz-lho tu também - : "ut iumentum factus sum apud
te!", fizeste-me o teu jumento; não me deixes, "et ego semper tecum!", e estarei
sempre Contigo. Conduz-me fortemente preso com a tua graça: "tenuisti manum
dexteram meam...", apanhaste-me pelo cabresto; "et in voluntate tua deduxisti
me...", e faz-me cumprir a tua Vontade. E assim hei-de amar-te pelos séculos sem
fim!, "et cum gloria suscepisti me!".div>

Forja 380 e 381
S.José Maria Escrivá de Balaguer

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012

A caridade é o chamariz do apostolado

"Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10)".

Mensagem do Santo Padre Bento XVI para a Quaresma de 2012

A importância da luta pela santidade

Segundo o Santo Padre Bento XVI, a luta pela santidade há-de traduzir-se numa "atenção recíproca (que) tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus.
Para isso, há que aproveitar cada segundo do tempo de vida que nos é concedido:
"O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, o amor de Deus".
Não basta manter as conquistas já realizadas, em certas virtudes ou bons hábitos, tal como trabalhador que quis manter e guardar a moeda que conquistou.
Há que tentar mais e melhor, sempre.
"Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua".
Então, em cada dia, deve haver um avanço nas atitudes, nos hábitos, na forma como ocupámos o nosso tempo ou, se já fazemos tudo o que devíamos, na forma e na intensidade como ocupamos o nosso tempo.

Viver ainda melhor a caridade no tempo da Quaresma

Viver "numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor
e as boas obras»"
(v. 24).

Mensagem do Santo Padre Bento XVI para a Quaresma de 2012

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Caridade e humildade

Naquelas primeiras comunidades cristãs, materializou-se este mandamento novo, até ao ponto de os pagãos comentarem, assombrados: «Vede como eles se amam!» Cfr. Tertuliano, Apologético 39, 7 (CCL 1, 151).
A verdadeira caridade cristã, participação da que transbordava do coração do Verbo incarnado, está embebida no sacrifício.
Não procura a afirmação pessoal mas o bem dos outros.
E configura-se como uma tarefa que nunca devemos considerar concluída: precisa­mos de aprender a amar, fixando-nos no exemplo de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem e dos santos que mais amaram a Deus e ao próximo.
Sintamos a responsabilidade de começar e de recomeçar, em cada dia, muitas vezes ao dia, com pequenos pormenores de serviço e de entrega aos outros – às vezes também em coisas de maior importância – que os outros talvez não descubram, mas que não passam despercebidas ao olhar do nosso Pai Deus.
(...)
Esta forma de atuar requer certamente – não me importo de o repetir – que nos esfor­cemos em pôr de lado o nosso eu, esquecendo-nos de nós mesmos. Caridade e humildade andam intimamente unidas, e o seu fruto maduro é a unidade."
D.Javier Echevarria. Bispo.
Carta Pastoral de Fevereiro de 2012

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012

Lançamento do livro "Os Encontros de Jesus no Evangelho de S.João"


Convite da Paulinas Editora para o lançamento do livro «Os Encontros de Jesus no Evangelho de S. João», da autoria do Padre Mário Sousa, dias 16 (Faro) e 17 de Fevereiro (Portimão).
Em Faro na Livraria Paulinas (Rua do Município)
Em Portimão na Igreja do Colégio. Em ambas, às 18.30h.

S.José, ensina-me a cumprir os deveres de cada dia

"Estás intimamente convencido de que só serás feliz se não pões obstáculos ao que Deus te pede ?
Sabes deixar de lado, com alegria, os teus planos pessoais, quando assim o requer o bem das almas ?
Acodes a S. José para que te ensine a cumprir, com fortaleza, os teus deveres, generosamente, sem reservar nada para ti ?"
D. Álvaro del Portillo, bispo. Carta pastoral de Fevereiro de 1994.

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

O imperativo de evangelizar

1 Cor. 9,16-19.22-23.

Irmãos: Anunciar o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar!
Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado.
Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.
De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número.
Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo.
E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante
.

Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

A importância da fidelidade nos pormenores


"De que tu e eu sejamos fiéis (nas coisas pequenas) dependem muitas coisas grandes"

S. José Maria Escrivá de Balaguer
in Caminho, ponto 549.

Judas


Numa pregação que o Arcebispo Fulton Sheen fez, há uns anos atrás, sobre Judas, destacou os seguintes pontos que me parecem muito importantes:
1º) Que a reacção de Judas perante aquela mulher que "estragou" um frasco inteiro de perfume caro, deve-nos recordar que mais importante do que promover a solidariedade social e a caridade é a realização da própria justiça individual em si.
A caridade só é praticada por referência a e porque nele radica Deus. Porque Amamos a Deus, amamos também os seus filhos, nossos irmãos.
Se temos activismo social, mas não temos activismo espiritual de honra e louvor ao Senhor dos Senhores, não estamos na realidade a praticar a caridade.
2º) Judas começa a afastar-se de Jesus depois deste pregar a Eucaristia e que o corpo de Cristo deve ser entregue ao sacrifício para depois servir de alimento a cada um de nós.
O sacrifício afasta Judas.
Judas quer glória, quer poder, quer domínio.
Jesus oferece abnegação, humildade, sacrifício, entrega.
Nós também, quantas vezes, não começamos por nos afastar de Deus e de Jesus, Nosso Senhor, por medo e horror ao sacrifício ?
3º) Jesus tem multíplos pormenores de atenção e carinho para com Judas. Não quer que ele se perca, ainda que o tenha traído.
Na noite da última ceia, coloca-o ao seu lado, à mesa para que, mais próximo, se reconverta.
Jesus não precisava que Judas o traísse para que se cumprisse a redenção. Jesus, mais ou cedo ou mais tarde, cairia nas mãos dos verdugos, não era necessário que tal acontecesse por causa ou por intermédio de Judas.
Ainda assim, apesar da proximidade de Jesus, Judas está cego e mantém-se no seu propósito de traição.
Mais tarde, quando Judas regressa com os soldados, Jesus trata-o por "Amigo" e faz-lhe ver a ironia da traição ter sido executada através de um "beijo".
Ainda aí Jesus quer a salvação de Judas, despertando o seu arrependimento que, sabemos, leva Judas ao desespero e ao suicídio em vez de o levar à reconciliação.

A Laboriosidade e a diligência e o Amor de Deus

"Há duas virtudes humanas - a laboriosidade e a diligência - que se confundem numa só:
- no empenho em tirar partido dos talentos que cada um de nós recebeu de Deus.
São virtudes, porque induzem a acabar bem as coisas.
Quem é laborioso aproveita o tempo, que não é apenas ouro, é Glória de Deus!
Faz o que deve e está no que faz, não por rotina nem para ocupar as horas, mas como fruto de uma reflexão atenta e ponderada.
Por isso é diligente.
O uso normal desta palavra - diligente - evoca-nos a sua origem latina. Diligente vem do verbo diligo, que significa amar, apreciar, escolher algo depois de uma atenção esmerada e cuidadosa.
Não é diligente quem se precipita, mas quem trabalha com amor, primorosamente.
Nosso Senhor, perfeito homem, escolheu um trabalho manual que realizou delicada e amorosamente durante quase todo o tempo que permaneceu na terra. Exercitou a sua ocupação de artesão entre os outros habitantes da sua aldeia, e aquele trabalho humano e divino demonstrou-nos claramente que a actividade habitual não é um pormenor de pouca importância, mas é o fulcro da nossa santificação, oportunidade contínua de nos encontrarmos com Deus e de louvá-lo e glorificá-lo com o trabalho da nossa inteligência ou das nossas mãos".
S.José Maria Escrivá de Balaguer
in "Amigos de Deus", ponto 81.

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