segunda-feira, 6 de abril de 2009

A grande decisão: Entregar a vida quotidianamente nos pequenos gestos

«Quem quer ficar com sua vida para si, viver só para si mesmo, abraçar tudo para si e desfrutar todas as possibilidades – precisamente este perde a vida. Esta se converte em fugaz e vazia», explicou o Papa aos jovens, durante a homilia.
«Só o abandono de si mesmo, só no dom desinteressado do eu a favor do tu, só no «sim» à vida maior, própria de Deus, também nossa vida chega a ser ampla e grande», acrescentou.
(...)».
«O grande "sim" do momento decisivo em nossa vida – o "sim" à verdade que o Senhor nos põe diante – deve ser depois quotidianamente reconquistado nas situações de todos os dias, nas quais, sempre de novo, devemos abandonar nosso eu, colocar-nos à disposição, quando no fundo queríamos, ao contrário, agarrar-nos a nosso eu»,
acrescentou.
(...)
« Não existe uma vida com realização sem sacrifício».
(...)
« sem o «sim» à Cruz, sem caminhar em comunhão com Cristo dia a dia, a vida não pode ir bem».
«Quem quer reservar sua vida para si mesmo, a perde. Quem entrega sua vida – quotidianamente, nos pequenos gestos que fazem parte da grande decisão – este a encontra.»
Bento XVI
Discurso de preparação para a JMJ
5 de Abril de 2009

O valor das pequenas coisas

"(...) tu e eu vamos aproveitar até as oportunidades mais banais que se apresentarem à nossa volta, para santificá-las, para nos santificarmos e para santificar os que compartilham connosco os mesmos afãs quotidianos, sentindo nas nossas vidas o peso doce e sugestivo da co-redenção."
S.José Maria Escrivá de Balaguer
Amigos de Deus, nn. 8–9

Cumprir os deveres do dia a dia

Faz a tua vida normal; trabalha onde estás a trabalhar, procurando cumprir os deveres do teu estado, acabar bem o que é próprio da tua profissão ou do teu ofício, superando-te, melhorando-te dia-a-dia. Sê leal, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo. Sê mortificado e alegre.
Será esse o teu apostolado. E, sem saberes porquê, tendo perfeita consciência das tuas misérias, os que te rodeiam virão ter contigo e, numa conversa natural, simples – à saída do trabalho, numa reunião familiar, no autocarro, ao dar um passeio, em qualquer parte – falareis de inquietações que em todas as almas existem, embora às vezes alguns não queiram dar por isso. Mas cada vez as perceberão melhor, desde que comecem a procurar Deus a sério.
S. José Maria Escrivá de Balaguer
Amigos de Deus, 272–273

quinta-feira, 2 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Oração e Sacramentos

"A oração é dom do Espírito, que nos torna homens e mulheres de esperança, e rezar mantém o mundo aberto a Deus (cf. Enc. Spe salvi, 34).

Dai espaço à oração na vossa vida! Rezar sozinho é bom, mas ainda melhor e mais proveitoso é rezar com os outros, porque o Senhor garantiu que está presente onde estiverem dois ou três reunidos no seu nome (cf. Mt 18, 20).

Existem muitas formas de se familiarizar com Ele; exis­tem experiências, grupos e movimentos, encontros e itinerários para aprender assim a rezar e a crescer na experiência da fé.

Participai na liturgia nas vossas paróquias e alimentai-vos abundante­mente da Palavra de Deus e da participa­ção activa nos Sacramentos.

Como sabeis, ápice e centro da existência e da missão de cada crente e comunidade cristã é a Eucaristia, sacramento de salvação na qual Cristo se faz presente e oferece como alimento espiritual o seu próprio Corpo e Sangue para a vida eterna. Mistério deveras inefável!

Em volta da Eucaristia nasce e cresce a Igreja, a grande família dos cristãos, na qual se entra com o Baptismo e nos renovamos constantemente graças ao sacramento da Reconciliação"


Papa Bento XVI
Mensagem do Papa aos Jovens na XXIV JMJ

Quem não luta, traí Cristo e a Igreja

Para o cristão, o combate espiritual diante de Deus e de todos os irmãos na fé é uma necessidade, uma consequência da sua condição. Por isso, se alguém não luta, está a trair Jesus Cristo e todo o Corpo Místico, que é a Igreja. (S.José Maria Escrivá de Balaguer "Cristo que passa", 74)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Conversão


Toques de Deus1 from Nuno Branco on Vimeo

St Thomas More

St Thomas More é um dos grandes santos da nossa Santa Madre Igreja.
Leigo devoto, levantava-se cerca das 5 da manhã para participar na Santa Missa e rezar as orações liturgicas do dia.
Diz-se que, por mais de uma vez, fez esperar o Rei por estar em oração ou a assistir à Missa.
Na sua vida profana viveu com grande diligência todas as tarefas que teve que cumprir, como autarca de Londres, em momentos de grande aflição; como advogado, diplomata e Juíz, actuando sempre com grande sabedoria e prudência.
No fim, levou até às últimas consequências a sua decisão de pôr e servir Deus em primeiro lugar, tal como o fazia diariamente em cada momento da sua vida pessoal, familiar e profissional.

É um exemplo para mim e todos nós.
Que em cada dia, hora e minuto da nossa vida, possamos fazer como St. Thomas More, escolher sempre e em tudo fazer a vontade de Deus e usar a oração e a mortificação como meios indispensáveis para atingir tal fim, com fortaleza e perseverança.

St. Thomas More intercedei por mim.
St. Thomas More intercedei por nós.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Per Deum

Bom blogue, ligado ao seminário de Évora, onde são formados os nossos seminaristas algarvios

http://per-deum.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de março de 2009

Em momentos de tribulação

Em momentos de tribulações por motivos de saúde, excesso de trabalho, maior cansaço, mais problemas no trabalho, etc. sabe bem meditar nestas palavras de S.José Maria Escrivá:

"Ao longo dos anos, apresentar-se-ão – talvez mais depressa do que pensamos – situações particularmente custosas, que vão exigir de cada um muito espírito de sacrifício e um maior esquecimento de si mesmo.
Fomenta então a virtude da esperança e, com audácia, faz teu o grito do Apóstolo: Eu estimo, efectivamente, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória que há-de revelar-se em nós. Medita com segurança e com paz: como será o amor infinito derramado sobre esta pobre criatura?
Chegou a hora de, no meio das tuas ocupações habituais, exercitares a fé, despertares a esperança, avivares o amor.
Quer dizer: de activar as três virtudes teologais que nos impelem a desterrar imediatamente, sem dissimulações, sem rebuço, sem rodeios, os equívocos da nossa vida profissional e da nossa vida interior". (Amigos de Deus, 71)

segunda-feira, 16 de março de 2009

O apelo do Papa

A carta enviada pelo Santo Padre Bento XVI a propósito do levantamento da excomunhão de alguns Bispos ligados à FSPX, tem uma vertente imediata relacionada com o objecto dessa carta, mas pode e deve ser interpretada e meditada com um sentido mais profundo e mediato.

Essa carta, a propósito, desse acontecimento singular, faz algumas considerações que não podem deixar de ser interpretadas como um apelo, um apelo de Pedro que nos interpela a todos os baptizados.

Trata-se um pedido de ajuda, de um alerta que nos diz: basta das nossas coisinhas, do nosso mundinho, dos nossos esquemas onde os nossos pecados, egoísmos, defeitos, falhas têm sempre um lugar garantido.

Basta, já chega da mediocridade e da tibieza da nossa vida espiritual. Há que dar e fazer mais e melhor. Há que morrer na cruz, para a carne, para ressuscitar no espírito.

Hoje, o Demónio e os amigos do mal têm o mundo bem dominado, bem controlado, não só ao nível dos governos, das assembleias, mas, sobretudo, ao nível do interior, do intímo de cada um, ao nível dos vicios que foram se instalando de forma sorrateira e subtil e que nos aprisionam, impedindo-nos de voar e responder ao apelo de Cristo : Sede Santos e fazei dos outros Santos !

Diz o Papa, nessa carta:

"O verdadeiro problema neste momento da nossa história é que Deus possa desaparecer do horizonte dos homens e que, com o apagar-se da luz vinda de Deus, a humanidade seja surpreendida pela falta de orientação, cujos efeitos destrutivos se manifestam cada vez mais."

"Este agradecimento vale também para todos os fiéis que, neste tempo, testemunharam a sua inalterável fidelidade para com o Sucessor de São Pedro. O Senhor nos proteja a todos nós e nos conduza pelo caminho da paz."

A melhor forma de estarmos unidos ao Santo Padre, de proclamarmos que só Deus é a solução para a mesquinhez das nossas vidas é ser-lhe fiel, cumprindo o dever de cada momento, privilegiando a oração e os meios espirituais como armas poderosas e invencíveis contra nós próprios e contra os inimigos do Céu.
Seria bom que a meditação desta carta contribuisse de forma radical e irreversível para uma mudança na minha e na nossa vida de cristãos que se pretendem activos e não adormecidos.

A oração, fundamento da Graça e da acção

"Vida interior. Santidade nas tarefas usuais, santidade nas coisas pequenas, santidade no trabalho profissional, nas canseiras de todos os dias...; santidade para santificar os outros.
(..)
E penso, efectivamente, que correm um sério risco de se extraviarem os que se lançam à acção – ao activismo – prescindindo da oração, do sacrifício e dos meios indispensáveis para conseguir uma piedade sólida: a frequência dos Sacramentos, a meditação, o exame de consciência, a leitura espiritual, a convivência assídua com a Virgem Santíssima e com os Anjos da Guarda...
Tudo isto contribui, além disso, com uma eficácia insubstituível, para que o caminho do cristão seja tão agradável, porque da sua riqueza interior jorram a doçura e a felicidade de Deus como o mel do favo.
Na intimidade pessoal, na conduta externa, no convívio com os outros, no trabalho, cada um há-de procurar manter-se numa contínua presença de Deus, com uma conversa – um diálogo – que não se manifesta exteriormente. Melhor dito, não se exprime normalmente com ruído de palavras, mas há-de notar-se pelo empenho e pela diligência amorosa com que acabamos bem as tarefas, tanto as importantes como as insignificantes.
Se não procedêssemos com essa constância, seríamos pouco coerentes com a nossa condição de filhos de Deus, pois teríamos desperdiçado os recursos que Nosso Senhor colocou providencialmente ao nosso alcance, para chegarmos ao estado de homem perfeito, à medida da idade perfeita segundo Cristo."
In Amigos de Deus, 18–19 S.José Maria Escrivá de Balaguer.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Capela Sedes Sapientiae

Recentemente tive oportunidade de conhecer a nova capela da Universidade Católica denominada capela Sedes Sapientiae, localizada na cave do Edifício da Biblioteca.

Fiquei deslumbrado pelo aspecto limpo, tosco, mas ao mesmo tempo sereno e muito convidativo à oração.

Gosto muito do uso do mármore nas capelas e, neste caso, a centralidade do Sacrário por detrás do altar, a luz de presença e, ao lado, a bonita imagem, penso que, em madeira, da Santíssima Virgem, ao lado do sacrário é muito apelativa.

Quem puder, passe por lá e veja se não tenho razão..

Iniciativa da Comunhão e Libertação na Universidade Católica


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Como vencer na luta entre a carne e o espírito ?

«Que a Quaresma, caracterizada por uma escuta cada vez mais frequente da Palavra, por uma oração mais intensa e por um estilo de vida austero e penitencial, seja estímulo para a conversão e para o amor sincero aos irmãos, especialmente os mais pobres e necessitados», exortou.
Mas, «como é possível vencer na luta entre a carne e o espírito, entre o bem e o mal, luta que marca a nossa existência?», perguntou-se o Santo Padre.
Ele respondeu sugerindo o exercício de escuta da Palavra de Deus e citando precisamente a passagem evangélica da liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, que indicava três meios fundamentais: «a oração, a esmola e o jejum».

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Filme sobre as aparições de Fátima

Muitas vezes não nos damos conta da preciosa aliada que temos com Maria ao nosso lado.

Em particular, a mensagem de Fátima, mostra que com Ela podemos transformar e transformar-mo-nos

Aqui


Mensagem de Quaresma do Senhor Bispo do Porto

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sobre o valor da penitência

Durante todo o ano, em geral e na Quaresma, em particular.

Aqui

E ainda o seguinte texto

"Começámos a Quaresma, tempo forte liturgicamente, em que a Igreja nos convida a uma nova conversão.
Todos precisamos desta mudança, ou seja, de rectificar com constância o rumo da vida para alcançarmos o nosso fim último: a posse e o gozo de Deus por toda a eternidade.
Contudo, sabemos por experiência que, enquanto caminhamos na Terra, podemos perder a direcção ou, pelo menos, desviar-nos da rota. Por isso temos de fazer os oportunos reajustamentos, com optimismo, como o avião ou o barco para chegarem ao seu destino.
Dizia o queridíssimo João Paulo II que todos os seres humanos, por estarmos in statu viatoris, na condição de caminhantes que se dirigem à pátria celestial, estamos também in statu conversionis em estado de conversão. Concluía daí que temos de viver em conversão permanente, e que este facto caracteriza profundamente a nossa peregrinação terrena (Cfr. Carta Enc. Dives in misericordia, 30-11-1980, nº 13).
Mas, insisto, sempre cheios de alegria e de esperança, porque o Senhor nos aguarda. A esta fidelidade nos anima a Quaresma, época especialmente adequada para nos esforçarmos com maior determinação na própria mudança pessoal, porque contamos com uma graça específica neste tempo litúrgico.
Meditemos numas palavras de S. Josemaria. Entramos no tempo da Quaresma: tempo de penitência, de mortificação, de conversão. Não é tarefa fácil. O cristianismo não é um caminho cómodo; não basta estar na Igreja e deixar que os anos passem. Na nossa vida, na vida dos cristãos, a primeira conversão – esse momento único, que cada um de nós recorda, em que advertimos claramente tudo o que o Senhor nos pede – é importante, mas ainda mais importantes e mais difíceis são as conversões sucessivas.
É preciso manter a alma jovem, invocar o Senhor, saber ouvir, descobrir o que corre mal, pedir perdão, para facilitarmos o trabalho da graça divina nessas sucessivas conversões (Cristo que passa, nº 57).
A Paixão e Morte do Senhor são o maior acto de amor, de completa entrega de Si, que se realizou e se poderá alguma vez realizar na História. O Filho de Deus faz-se homem e morre para nos livrar dos nossos pecados. Por isso, nestas semanas, o Santo Padre convida-nos a dirigir o nosso olhar com participação mais viva (…) para Cristo crucificado que, morrendo no Calvário, nos revelou plenamente o amor de Deus (Mensagem para a Quaresma de 2007, 21-11-2006).
A mesma recomendação nos fazia frequentemente S. Josemaria. Quantas vezes nos animava a pegar no crucifixo e a colocar-nos com valentia diante do Senhor, para ouvir o que Ele nos quiser dizer na Cruz! Meditemos, por exemplo, naquelas suas palavras: amo tanto Cristo na Cruz, que cada crucifixo é uma recriminação carinhosa do meu Deus: ... Eu sofrendo e tu esquecendo-Me. Eu pedindo-te e tu ... negando-Me. Eu, aqui, com gesto de Sacerdote Eterno, padecendo tudo o que posso por teu amor... e tu queixas-te ante a menor incompreensão, ante a humilhação mais pequena... (Via Sacra, XI estação, ponto 2). Vi-o beijar o Senhor crucificado com verdadeiro amor e com desejo de reparar. Se, durante estes dias, nos pomos diante de Jesus Cristo crucificado com total sinceridade, não tardaremos a descobrir os pormenores concretos em que Ele espera que melhoremos. A verdade é que os ideais de santidade não podem ficar em fantasias, em desejos ineficazes, hão-de traduzir-se em propósitos concretos, numa luta interior bem determinada.Talvez em determinadas alturas possamos descobrir que precisamos de fazer uma viragem radical na nossa actuação, porque os caminhos por onde andamos não nos aproximam de Deus. Outras vezes – e será o mais frequente – precisamos de melhorar em pontos que nunca são pequenos, se nos motiva o amor.Seja como for, não esqueçamos que – como diz o Papa Bento XVI – esta conversão do coração é, antes de mais, um dom gratuito de Deus (…). Por isso, Ele mesmo antecipa com a Sua graça o nosso desejo e acompanha os nossos esforços de conversão. E o Papa acrescenta: Que significa realmente converter-se? Converter-se quer dizer procurar Deus, caminhar com Deus, seguir docilmente os ensinamentos do Seu Filho, de Jesus Cristo. Converter-se não é um esforço para se autorealizar, porque o ser humano não é o arquitecto do seu destino eterno (…). A conversão consiste em aceitar livremente e com amor que dependemos totalmente de Deus, o nosso verdadeiro Criador, que dependemos do Amor. Na realidade, não se trata de dependência mas de liberdade (Discurso na Audiência geral de Quarta-feira de Cinzas, 21-2-2007).Em cada uma destas mudanças entram em jogo a chamada de Deus e a liberdade humana. Deus – o Amor por essência – entregou-se-nos liberrimamente em Jesus Cristo, e espera que nós nos abramos ao Seu Amor. Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da Sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós (Mensagem para a Quaresma de 2007, 21-11-2006), escreveu o Santo Padre mostrando como, na figura de Cristo cravado na Cruz, se fundem os dois aspectos da caritas: o amor de doação e o de posse.Mais ainda: a revelação do eros de Deus ao homem (o Seu grande desejo de ser amado por nós) é, na realidade, a expressão suprema do Seu ágape (a Sua doação absoluta e incondicionada). Na verdade, só o amor no qual se unem o dom gratuito de si e o desejo apaixonado de reciprocidade infunde um enlevo que torna leves os sacrifícios mais pesados (Ibid).
Nestas palavras da sua mensagem quaresmal, Bento XVI oferece aos cristãos uma luz que nos pode ajudar muito durante estas semanas que desembocam na Páscoa. Procuremos aproveitá-la. Perguntemo-nos como estamos a corresponder pessoalmente, em cada dia, ao amor imenso e infinito de Deus por cada uma, por cada um, de modo concreto e eficaz.As práticas próprias deste tempo litúrgico – oração, penitência, obras de caridade – podem concretizar o nosso esforço de conversão. Como nos vamos preparando para o Tríduo Pascal, com desejos santos de estar com Cristo, de sofrer com Cristo, de nos darmos com Cristo? Ele o quer e nos pede que, também na Sua Paixão, O acompanhemos.Talvez possamos cuidar com mais carinho alguma norma de piedade (a oração, a Santa Missa, o Terço). Talvez possamos aumentar o oferecimento de pequenas mortificações, em que se manifesta o espírito de penitência: por exemplo, fazer com a maior perfeição possível um aspecto particularmente custoso da tarefa que nos ocupa; acolher com boa disposição quem recorre a nós à procura de um conselho ou de uma ajuda; esmerar-nos em servir as pessoas com quem nos relacionamos mais; pôr na comida e na bebida o ingrediente de uma pequena mortificação que nos ajude a viver esses momentos na presença de Deus. S Josemaria costumava recomendar uma que está ao alcance de todos: comer um bocadinho mais do que gostamos menos e um bocadinho menos do que gostamos mais. Filhas e filhos meus, temos bem presente que não há cristianismo, vida cristã pessoal sem Cruz? O amor à Cruz orienta os teus dias?Como a oração e a mortificação são colunas sobre as quais se levanta a actuação do cristão, ao concretizar por esse caminho o desejo de uma nova conversão, encontraremos formas muito variadas de melhorar na prática da caridade fraterna: desde a atenção material a quem dela necessita até ao conselho capaz de abrir a outras pessoas horizontes novos, na luta por serem bons cristãos. Neste sentido, não esqueçamos a importância do apostolado da Confissão, intensifiquemo-lo nesta Quaresma, de modo a que muitas pessoas cheguem às festas pascais depois de, bem preparadas, terem recorrido ao sacramento da misericórdia divina.
Dou-vos mais um conselho, seguindo as palavras do Santo Padre na Quarta-feira de Cinzas: esmeremo-nos em cultivar um intenso espírito de recolhimento e de reflexão (Discurso na Audiência geral de Quarta-feira de Cinzas, 21-2-2007). Com efeito, é este o clima em que amadurecem as verdadeiras conversões. Por isso, procuremos aumentar a presença de Deus ao longo do dia, servindo-nos talvez de alguma jaculatória especialmente adequada às nossas circunstâncias individuais: a Liturgia oferece-nos muitas durante estes dias. E esforcemo-nos por fazer bem o exame de consciência quotidiano. Esses minutos de reflexão, a sós com Deus cada um de nós, são um excelente ponto de arranque como uma mola que nos deve impulsionar – com as luzes e as forças que o Senhor nos conceder – à séria mudança no dia seguinte."
Carta do Prelado do Opus Dei, de Março de 2007

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O milagre diário da Sagrada Eucarístia

Perante o milagre assombroso de Cristo morto e ressuscitado diariamente feito presente na Sagrada Eucaristia, nos prostramos pelo chão, e rezamos Deo Gratias, Deo Gratias, pedindo, ao mesmo tempo, a Deus nosso Pai que nos dê as graças e a docilidade necessária para que saibamos usufruir, com o máximo de frutos possíveis, deste Sagrado Sacramento.

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