"Se não corrijes a tua vida já, agora, ela passará a ser uma triste burla blasfema"
S. José Maria Escrivá de Balaguer
O mundo tem uma parte visível que tem a ver com a nossa vida exterior e outra interior, os nossos pensamentos, a nossa relação interior com o outro mas também com o que não vemos. Este blog pretende ser um armazém de pensamentos e considerações de natureza católica sobre aquilo que não se vê, mas pode-se ver, se quisermos
sábado, 29 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
My hour with God
A partir do 4º minuto desta entrevista, este ex-sem-abrigo dizia que todos os dias tinha aquilo a que chamou o seu "My hour with God"- O seu momento com Deus, a quem falava, pedia, agradecia, mas também resmungava sobre coisas da sua vida, quando as coisas corriam bem e quando corriam mal.
Numa outra entrevista, Ted diz que a oração diária levou-o àquilo a que ele chamou "knowledge of God", isto é, à consciência de Deus, da presença de Deus e que isso o tem ajudado em tudo o que vai fazendo.
Uma grande lição sobre a importância e "indispensabilidade" dos tempos de oração mental diários com Deus.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Deus é amor e quer o nosso amor
I)
‘se não tivesse a caridade, eu nada seria’ [tenho grandes dons, mas, se não tenho a caridade, não sou nada]. / Magna illa sunt, et magna habeo, / Essas coisas são grandes coisas, e eu tenho grandes coisas, / et nihil sum si caritatem non habeo, / mas nada sou se não tenho a caridade, / per quam mihi prosunt quae magna sunt. / porque é pela caridade que essas grandes coisas me podem servir [essas coisas são grandes, mas, sem a caridade, não me servem. É graças à caridade que o batismo me serve; é graças à caridade que a fé me serve; é graças à caridade que a profecia me serve]. / Si enim non habeo caritatem, illa inesse possunt, prodesse non possunt / Se não tenho a caridade, posso até ter todas essas coisas em mim, mas de nada me podem servir”23. Não podem servir para a salvação. Não tenho esses dons salubriter como fonte de salvação. Não podem servir para a felicidade presente e eterna.
Continua Agostinho: “ut cui gravia sunt, / a fim de que aquele para quem [os mandamentos] são cansativos / consideret non potuisse divinitus dici: ‘Gravia non sunt’, / considere que [se fossem realmente cansativos] seria impossível que o Senhor [por intermédio do apóstolo João] dissesse: ‘[Os meus mandamentos] não são cansativos’, / nisi quia potest esse / a não ser porque pode haver / cordis affectus / uma atração do coração / cui gravia non sunt, / graças à qual não são pesados [podem parecer cansativos, mas pode haver um cordis affectus graças ao qual não o são], / et petat quo destituitur, ut impleat quod iubetur / e que pede o que lhe falta [pede esse afeto do coração que torna tudo fácil, pede essa atração que torna tudo fácil] para poder realizar aquilo que lhe é ordenado”.
Giacomo Tantardini in Congresso sobre a Atualidade de Santo Agostinho, realizados na Universidade de Pádua (livro Il tempo della Chiesa secondo Agostino. Seguire e rimanere in attesa. La felicità in speranza. Editora Città Nuova)
Continua Agostinho: “ut cui gravia sunt, / a fim de que aquele para quem [os mandamentos] são cansativos / consideret non potuisse divinitus dici: ‘Gravia non sunt’, / considere que [se fossem realmente cansativos] seria impossível que o Senhor [por intermédio do apóstolo João] dissesse: ‘[Os meus mandamentos] não são cansativos’, / nisi quia potest esse / a não ser porque pode haver / cordis affectus / uma atração do coração / cui gravia non sunt, / graças à qual não são pesados [podem parecer cansativos, mas pode haver um cordis affectus graças ao qual não o são], / et petat quo destituitur, ut impleat quod iubetur / e que pede o que lhe falta [pede esse afeto do coração que torna tudo fácil, pede essa atração que torna tudo fácil] para poder realizar aquilo que lhe é ordenado”.
Giacomo Tantardini in Congresso sobre a Atualidade de Santo Agostinho, realizados na Universidade de Pádua (livro Il tempo della Chiesa secondo Agostino. Seguire e rimanere in attesa. La felicità in speranza. Editora Città Nuova)
II)
Mas o Senhor sabe que o dar é próprio dos apaixonados e Ele próprio nos diz o que deseja de nós. Não lhe interessam riquezas, nem frutos, nem animais da terra, do mar ou do ar, porque tudo isso lhe pertence. Quer algo de íntimo, que havemos de lhe entregar com liberdade: dá-me, meu filho, o teu coração.
(...) Repito: não pretende o que é nosso; quer-nos a nós mesmos. Daí – e só daí – advêm todas as outras ofertas que podemos fazer ao Senhor.
S.José Maria Escrivá de Balaguer
In Cristo que passa, 35
Etiquetas:
Amor de Deus,
caridade,
primeiro mandamento,
Santidade,
Vontade de Deus
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Beijar Deus
Este natal recebi um postal de boas festas que terminava assim:
"Com todo o encanto de quem não desiste de beijar Deus"
"Com todo o encanto de quem não desiste de beijar Deus"
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
O que fazemos do tempo ?
Só com tempo descobrimos tanto o sentido e a relevância da nossa marcha ao lado dos outros, como o da nossa própria caminhada interior. Sem tempo tornamo-nos desconhecidos. Sem tempo falamos, mas não escutamos. Repetimos, mas não inventamos. Consumimos, mas não saboreamos. É verdade que mesmo num rápido relance se pode alcançar muita coisa, mas normalmente escapa-nos o detalhe. E Deus habita o detalhe.
Gosto muito do «Poema do Tempo» que vem no livro bíblico do Eclesiastes, pois nos expõe à consciência de que o tempo é uma arte que realmente possuímos e que somos chamados a desenvolver com sabedoria. Não é verdade que não temos tempo. A nossa vida está cheia de tempos. Precisamos identificá-los e tratar deles, como quem cuida de um tesouro. Não é a quantidade de tempo o mais determinante. Importante é perguntar-se o que fazemos do tempo e investir aí a matéria dos nossos sonhos.
Tolentino Mendonça
Gosto muito do «Poema do Tempo» que vem no livro bíblico do Eclesiastes, pois nos expõe à consciência de que o tempo é uma arte que realmente possuímos e que somos chamados a desenvolver com sabedoria. Não é verdade que não temos tempo. A nossa vida está cheia de tempos. Precisamos identificá-los e tratar deles, como quem cuida de um tesouro. Não é a quantidade de tempo o mais determinante. Importante é perguntar-se o que fazemos do tempo e investir aí a matéria dos nossos sonhos.
Tolentino Mendonça
domingo, 2 de janeiro de 2011
A agonia da vitória sobre a tentação
"A agonizante peregrinação de Frodo até às Fendas da Condenação acaba por ser um adequado retrato da profundidade do nosso próprio sacrifício. Pois quando Deus nos pede para transcendermos o nosso actual estado, está a pedir-nos para nos vergarmos e para gastarmos as nossas energias de modo tão implcacável como Frodo entrega todos o seu ser à demanda"
Sean McGrath
"The Passion according to Tolkien"
Sean McGrath
"The Passion according to Tolkien"
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
O objectivo da vida
"Assim, pode-se dizer que o principal objectivo da nossa vida, para cada um de nós, é aumentar, de acordo com a nossa capacidade, o nosso conhecimento de Deus, recorrento a todos os meios de que dispomos para que esse conhecimento nos conduza a orar e a dar graças.
Fazer o que dizemos em Gloria in Excelsis: Laudamus te, benedicamus te, adoramos te, glorificamus te, gratia agimus tibi propter magnam gloriam tua. Louvamos-te, chamamos-te santo, adoramos-te, proclamamos a tua glória, agradecemos a grandiosidade do teu esplendor."
J.R.R. Tolkien
The letters of J.R.R. Tolkine, páginas 399-400. Edições Carpenter
Comunhão Eucarística
"Devemos, portanto, acreditar Nele e naquilo que disse e assumir as consequências ou rejeitá-lo e assumir as consequências. Pessoalmente, é-me dificil acredtar que alguém que tenha feito a Comunhão, ainda que uma única vez, pelo menos com a intenção certa, possa voltar arejeitá-o sem incorrer em grave culpa.
A unica cura para a fé vacilante ou esmorecida é a Comunhão. Embora sempre perfeito, completo e inviolado, o Santíssimo Sacramento não age de forma completa e eterna em todos nós. Tal como acto de fé, deve ser contínuo e crescer através do seu exercício. O efeito da frequência é elevadíssimo. Sete vezes por semana alimenta mais do que sete vezes em quando (....)"
J.R.R. Tolkien
The letters of J.R.R. Tolkien pág. 394-5.
sábado, 25 de dezembro de 2010
O fermento do sumo da uva
"Para maturar, para encontrar verdadeira e progressivamente a estrada que leva de uma religião de fachada a uma profunda união com a vontade de Deus, o homem tem necessidade da provação.
Tal como o sumo da uva deve ferementar para se tornar vinho de qualidade, assim também o homem precisa de purificações, de transformações, que, embora, sejam perigosas para ele e possam provocar a sua queda, constituem todavia caminhos indispensáveis para se encontrar a si mesmo e a Deus.
O amor é sempre um processo de purificações, de renúncias, de dolorosas transformações de nós mesmos e deste modo um caminho de maturação.
(...) mas, para chegar a esta derradeira liberdade, foi necessário um longo percurso de purificações interiores- um percurso de maturações, no qual se encontrava emboscada a tentação, o perigo da queda- e no entanto um percurso necessário".
Bento XVI. Jesus de Nazaré. Pág. 214.
Tal como o sumo da uva deve ferementar para se tornar vinho de qualidade, assim também o homem precisa de purificações, de transformações, que, embora, sejam perigosas para ele e possam provocar a sua queda, constituem todavia caminhos indispensáveis para se encontrar a si mesmo e a Deus.
O amor é sempre um processo de purificações, de renúncias, de dolorosas transformações de nós mesmos e deste modo um caminho de maturação.
(...) mas, para chegar a esta derradeira liberdade, foi necessário um longo percurso de purificações interiores- um percurso de maturações, no qual se encontrava emboscada a tentação, o perigo da queda- e no entanto um percurso necessário".
Bento XVI. Jesus de Nazaré. Pág. 214.
Perseverantia
"A purificação e o frunto andam juntos; somente através das purificações de Deus é que podemos produzir um fruto que desemboque no mistério eucarístico, levando às núpcias do homem com Deus, o objectivo final da história. (...).
Parte de tudo isto, é o "permanecer". Em João 15, 1-10, o verbo ménein (permanecer) aparece dez vezes. Aquilo que os Santos Padres chamam perseverantia- o resistir pacientemente na comunhão com o Senhor através de todas as vicissitudes da vida- aparece colocado aqui em destaque central. É fácil o entusiasmo inicial, mas a este tem de seguir-se a constância, inclusivamente nos caminhos monótonos do deserto que é preciso atravessar na vida, a paciência de avançar igualmente quando o romantismo da primeira hora diminui e resta apenas o "sim" puro e profundo da fé. É precisamente assim que se forma o vinho bom".
Bento XVI. Jesus de Nazaré. Página 330.
Um novo campo gravitacional
"É que, no mundo marcado pelo pecado, o baricentro à volta do qual gravita a nossa vida caracteriza-se pelo apego ao eu e ao "ele" impessoal.
Esta ligação deve ser rompida para se abrir a um novo amor que nos transfira para outro campo gravitacional e nos permita assim viver de um modo novo.
Neste sentido, o conhecimento de Deus não é possível sem o dom do seu amor que se tornou visível; mas também o dom deve ser aceite"
Bento XVI. "Jesus de Nazaré". Pág. 249
Meditações sobre o "Caminho"
Site com comentários aos vários pontos do livro de meditações espirituais "Caminho" de S. José Maria Escrivá de Balaguer, com muito material para oração e reflexão.
Aqui
Aqui
sábado, 18 de dezembro de 2010
A vontade de Deus
"a força da gravidade da nossa vontade arrasta-nos sempre de novo para longe da vontade de Deus, faz-nos tornar simplesmente "terra". Mas Ele acolhe-nos, atrai-nos para o alto ao encontro d'Ele e na comunhão com Ele aprendemos também a vontade de Deus.
Assim, nesta terceira petição do Pai Nosso, pedimos no fundo para nos aproximarmos sempre mais d'Ele, de modo que a vontade de Deus vença a força da gravidade do nosso egoísmo e nos torne capazes da altura a que somos chamados".
Jesus de Nazaré, Bento XVI, pág.199
Assim, nesta terceira petição do Pai Nosso, pedimos no fundo para nos aproximarmos sempre mais d'Ele, de modo que a vontade de Deus vença a força da gravidade do nosso egoísmo e nos torne capazes da altura a que somos chamados".
Jesus de Nazaré, Bento XVI, pág.199
Etiquetas:
mortificação,
primeiro mandamento,
Vontade de Deus
"Assim na terra como no Céu"
"(...) há uma vontade de Deus para se cumprir connosco e em nós, que deve tornar-se o critério do nosso querer e do nosso ser. E também a característica do "Céu" é que lá se faz a vontade de Deus infalivelmente, ou dito por outras palavras, onde se faz a vontade de Deus é Céu."
Jesus de Nazaré, Bento XVI, pág. 196.
Jesus de Nazaré, Bento XVI, pág. 196.
Venha a nós o Vosso Reino
"A primeira coisa, a coisa essencial, é um coração dócil, para que seja Deus a reinar em nós. O reino de Deus vem através do coração dócil. Este é o seu caminho. E, para o conseguir, devemos rezar sempre"
Jesus de Nazaré, Bento XVI, página 194.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Cristo 1º, e antes de tudo, no nosso corpo e nas nossas obras
"Coepit facere et docere". – Jesus começou a fazer e depois a ensinar: tu e eu temos de dar o testemunho do exemplo, porque não podemos levar uma vida dupla: não podemos ensinar o que não praticarmos. Por outras palavras, temos de ensinar o que, pelo menos, lutamos por praticar. (Forja, 694)
(...)
Fazer as obras de Deus não é um bonito jogo de palavras, mas um convite a gastar-se por Amor. Temos de morrer para nós mesmos a fim de renascermos para uma vida nova. Porque assim obedeceu Jesus, até à morte de Cruz, mortem autem crucis. Propter quod et Deus exaltavit illum. Por isso Deus O exaltou. (Cristo que passa, 21)
S.José Maria Escrivá de Balaguer
(...)
Fazer as obras de Deus não é um bonito jogo de palavras, mas um convite a gastar-se por Amor. Temos de morrer para nós mesmos a fim de renascermos para uma vida nova. Porque assim obedeceu Jesus, até à morte de Cruz, mortem autem crucis. Propter quod et Deus exaltavit illum. Por isso Deus O exaltou. (Cristo que passa, 21)
S.José Maria Escrivá de Balaguer
Etiquetas:
Coerência de vida,
luta interior,
mortificação
Sinal da Cruz ante a internet
Dizia-me um amigo meu que, antes de ir à internet, benzia-se sempre e fazia o sinal de Cruz, sempre.
Dizia que era, por um lado, uma forma de afastar o Diabo da net e, por outro, uma forma de aviso para agir com prudência e humildade.
Dizia que era, por um lado, uma forma de afastar o Diabo da net e, por outro, uma forma de aviso para agir com prudência e humildade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Etiquetas
- Acção (4)
- Acção de Graças (2)
- Advento (12)
- Alegria (33)
- Algarve (3)
- Amor de Deus (148)
- Anjos (1)
- Ano da Fé (5)
- Ano Paulino (3)
- Apostolado (73)
- Aridez (45)
- Ascensão (3)
- Assunção da Virgem (1)
- baptismo (3)
- caridade (143)
- caridade (murmurações) (5)
- caridade (saber ouvir) (1)
- Chagas de Cristo (2)
- Coerência de vida (71)
- comunhão dos santos (4)
- Confissão (7)
- conversão (47)
- Cruz (91)
- Devoções (1)
- Doutrina social da Igreja (2)
- entrega e desprendimento (159)
- Espírito Santo (13)
- Eucarístia (76)
- Exame de consciência (31)
- família (9)
- Fé e Confiança (92)
- Fidelidade (9)
- Filiação Divina (22)
- fortaleza (21)
- generosidade (26)
- Graça Santificante (3)
- Horário (40)
- Humanidade Santíssima do Senhor (3)
- Humildade (78)
- Igreja Católica (3)
- Infância Espiritual (15)
- jaculatorias (27)
- Jejum (20)
- Jesus Cristo (33)
- João Paulo II; caridade (1)
- Língua (9)
- luta interior (139)
- mansidão (1)
- Maria (72)
- Metanoia (23)
- Morte (1)
- mortificação (110)
- Oferecimento de obras (31)
- Oração (143)
- Ordem (45)
- Paciência (11)
- Paz (16)
- Pecado (63)
- Penitência (87)
- Pentecostes (2)
- Pequenas Coisas (53)
- Perseverança (71)
- piedade (22)
- Presença de Deus (59)
- primeiro mandamento (41)
- Prudência (15)
- Pureza (42)
- Quaresma (17)
- Recomeçar (23)
- Rectidão de Intenção (8)
- S.José (4)
- S.Nuno de Santa Maria (5)
- Sagrado Coração de Jesus (6)
- Santidade (72)
- Santificação do Trabalho (107)
- sofrimento (8)
- temperança (42)
- Tempo da noite (2)
- Tentação (113)
- Terço da Misericórdia (10)
- Tibieza (23)
- Tribulações (89)
- Via Sacra (2)
- Virtudes (9)
- Vontade de Deus (39)