terça-feira, 26 de abril de 2011

Viu e acreditou

"Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer"

Caros amigos
possamos também CRER MAIS depois desta Pascoa!!

Possa a nossa vida transformar-se e tornar-se verdadeiro testemunho da Ressurreiçao do Senhor. Jesus está vivo e quer encontrar-te e econtrar tantos outros através de Ti!!

Que esta seja uma Pascoa diferente, verdadeira, radical!!


Linda V.

Pregar sem pregar

Há uns dias atrás, numa entrevista de Nuno Rogeiro ao director do Centro Madre Teresa de Calcutá, dizia o entrevista que um dos lemas da Madre Teresa era "pregar sem pregar", isto é, fazer apostolado através do exemplo da caridade.


Hoje, o mundo e as pessoas, mais do que pessoas convictas e arrogantes, querem ver pessoas que se dão, que demonstram com actos o que acreditam.

"Nisto" conhecerão que são meus discípulos.

Oração no Youcat

É suficiente orar quando se tem vontade ?

Não. Quem ora apenas quando tem vontade ou está bem disposto ou não leva Deus a sério, desaprende de orar. A oração vive da fidelidade.

Será a oração uma fuga da realidade ?

Orar não rouba tempo, mas duplica o tempo restante, enchendo-o de sentido a partir do seu interior.

domingo, 24 de abril de 2011

Bem-aventurado o homem que sofre tentação

"Bem-aventurado o homem que sofre a tentação porque, depois que tiver sido provado, receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que O amam.

Ninguém, quando é tentado, diga que é tentado por Deus, porque Deus não pode ser tentado pelo mal e não tenta ninguém.

Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e seduz e a concupiscência depois de ter concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, origina a morte".


Epístola de S.Tiago I, 12-15.

Aridez espiritual

Os momentos de aridez espiritual são permitidos por Deus para que a nossa fé, a nossa piedade e o nosso amor a Deus entrem numa nova fase, uma fase de maior verdade e de maturidade e consolidação espiritual.
Tal como, na subida ao monte Carmelo, se se começa a sentir o peso da Cruz, é bom sinal, é sinal que a subida que o grau de inclinação está maior e que se está a subir cada vez mais.



A aridez robustece, purifica e humilha a alma, tornando-a mais próxima de Deus, tal como Jesus no Horto das Oliveiras, sem sentimentos nem consolações humanas.


Nós e a mera vontade de cumprir a vontade de Deus, ainda que a contrapelo.




É a hora de saborear o cálice que Cristo provou:


- Podem beber o cálice que eu bebo ?


- Sim, Possumus, podemos.


Não deve o discipulo ser mais do que o mestre.

É a altura de dizer a Deus "Não importam as consolações e a satisfação da Tua presença, basta-me tão somente a consciência dessa presença, sem mais" .


Que não possam dizer de nós o que disseram de alguém: "Não tinham senão sentimento e quando este desaparece, nada mais, de facto, lhes fica"

São momentos para recitar, reflectir e rezar o Salmo 31 e pedir a Deus para "querer querer"


São momentos em que se faz uma oração da vontade, em que não se obtém nenhum afectou ou qualquer satisfação sensitiva dessa oração, mas na qual honramos a Deus, santificamo-nos mais e agradamos a Deus.

domingo, 3 de abril de 2011

Imitar Cristo na Cruz

"Fomentar muitos actos de reparação e de dor de Amor, pedindo perdão pelas nossas faltas pessoais e da humanidade inteira.

Nas provas amargas da paixão, tratai de consolar Nosso Senhor Jesus Cristo, com

as vossas palavras cheias de carinhos,

as vossas obras fiéis,

a vossa mortificação e penitência generosas, sobretudo no cumprimento dos deveres de cada momento: ajudaremos Jesus Cristo a levar a Cruz, seremos corredentores.

Nisto consiste a santidade:

- Em identificarmo-nos com Jesus Cristo crucificado!"


Álvaro del Portillo

Carta pastoral de Abril de 1993


"Rechaça o medo à cruz!

(...) Vês a Jesus Cristo cravado nela e, todavia, buscas só o que te dá prazer e te é agradável ?

Isto não pode ser !

Não te lembras que o discipulo não pode ser mais do que o o mestre (Cfr. Mt 10,24)"


Meditação de 15 de Abril de 1960

S. José Maria Escrivá de Balaguer

sábado, 2 de abril de 2011

Salmo responsorial 22

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. Refrão

Ele me guia por sendas direitas
 por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
 me enchem de confiança.  Refrão

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e meu cálice transborda. Refrão

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.

Maria ajuda-nos a pôr Deus em 1º lugar

Maria ensina-nos a ser instrumentos em tudo o que não é nosso (tal como o nosso tempo e o cumprimento das nossas práticas diárias de caridade e piedade) porque é de Deus e a ceder ao mesmo tempo em tudo o que é pessoal.


Por outras palavras, ajuda-nos, com o seu exemplo, a preservarmos aquilo que em nós está consagrado e é devido a Deus e, por outro lado, a sermos generosos para entregar mais do que é nosso a Deus.

Deus primeiro, o trabalho depois

"(...) nunca nos deixemos inquietar pelas nossas ocupações, por mais urgentes e graves que sejam. Esmeremo-nos em conservar a serenidade em todo o nosso proceder. Que os nossos movimentos, o nosso andar, o nosso modo de falar sejam reflexo de uma alma senhora de sim (..) e seremos sempre pessoas calmas e com domínio próprio.

(....)

"O trabalho não é um fim, é só uma tarefa que corresponde à vontade de Deus e que, vivida com critério sobrenatural, não pode impedir o cumprimento dos demais deveres de estado e da vida cristão.

Se houver obrigações que não possamos terminar no dia com com a seriedade e a aplicação que o dever exige, permaneçamos em paz: a vonta divina já foi cumprida nesse dia. Fizemos o que nos competia e o Senhor está contente. Recomeçaremos no dia seguinte (...).

A paz interior, a posse de si mesmo, bem vale o sacrifício do pareço e da afeição dos homens".
"O dom de si" Joseph Schijivers

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ut si !

Para manifestar a Deus o nosso desejo de que todas as 24 horas do nosso dia sejam para Ele e segundo a Sua vontade, podemos dizer, muitas vezes ao dia, esta jaculatória: Domine, ut sit ! Senhor, que seja, que seja feita a tua vontade em mim, que se faça realidade em mim o Reino de Deus Faça-se: Fiat! Que seja: Ut sit! Como dizia, há uns anos atrás, S. José Maria Escrivá: Vontade Deus: Que em mim se cumpra, que por mim se cumpra, que para mim se cumpra, que comigo se cumpra, que ao redor de mim se cumpra!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Caridade em família

No trato com os que nos são mais próximos, em particular, a nossa família, como cristãos devemos seguir algumas regras de ouro, tais como:

- Actuar com prudência, escolhendo bem as palavras, o que há que evitar dizer de negativo (ironias, queixumes, críticas e murmurações, evitar respostas a pequenas provocações e desculpar, sem replicar, comentários mais ou menos desagradáveis de quem vive connosco e se encontra momentaneamente cansado ou exausto ) e o que há que dizer e enaltecer de positivo.

- Ser compreensivo e afectuoso: fazer a vida agradável aos que nos rodeiam, renunciando se caso disso à minhas preferências ou desejos pessoais.

-Saber escutar, com respeito pelo outro, de forma atenta e autêntica, se necessário, parando o que estamos a fazer. Não interromper quando o outro fala.

- Preocupar-se e cuidar das necessidades e preocupações dos outros como se fossem as nossas. Como dizem os espanhóis "cuidar a la gente".

- Evitar dar lições de moral com carácter puritana e efeitos claramente contraproducentes. Melhor é dar exemplo e ser subtil na forma como se tenta passar as mensagens.

- Cumprimentar à entrada e saída de casa.

- Estar atento às pequenas coisas da casa, tais como tarefas a cumprir, arranjos e arrumações a fazer, etc... Perguntar se é necessário comprar alguma coisa no supermercado que falte em casa.

- Arranjar tempo para estar com as pessoas da família, de preferência, uma a uma, a sós.

- Nas refeições, agradecer e elogiar o cozinhado. Ser agradecido, sem nunca fazer comentários negativos.

- Mostrar-se realmente interessado sobre o que se passou no dia de quem vive connosco e partilhar as preocupações, acompanhar nos problemas de saúde e incentivar no trabalho.

- Ter habitual e periodicamente um pormenor de atenção para quem vive connosco, por exemplo, através da compra de uma pequena prenda ou comida que seja do agrado dos que vivem connosco.

- Saber desculpar uma má reacção ou resposta de um nosso familiar, não só porque algo poderá ter havido que o fez reagir assim, mas também porque é um nosso familiar e merece-nos, por isso, tolerância e compreensão.

terça-feira, 29 de março de 2011

Cumprir os deveres de cada dia sem compensações

"Que não afrouxemos a entrega por pequenos caprichos e tonterias que indicariam que não rompemos com os próprio eu, que estamos ainda pendentes de nós mesmos por vaidade e preguiça.

Há que pisar o próprio eu para estar pendente dos outros."


"Deus dá já aqui o 100 por 1.

Não vos parece algo tonto trocar esse 100 por 1, que é uma prenda de Deus, pela satisfação de um pequeno capricho de ver mais tempo de televisão, de perder o tempo nisto e no outro, de chatear-se porque nos olham ou não nos olham, porque têm confiança em nós ou não a têm.

Tudo isso são coisas do Diabo que procura tirar-nos a paz. Tudo isso (...) há que arrancar de raíz."


"(...) há que seguir respondendo cada dia, em cada hora, em cada minuto. E para dizer que sim há que saber dizer que não a tantas coisas. Não me refiro só às grandes renúncias; falo desse saber entregar-se em cada momento nas coisas pequenas, desse saber converter em trabalho e vontade de Deus a nossa vida inteira"
S.José Maria Escrivá

domingo, 27 de março de 2011

Abandono nos braços de Deus

Hoje, pela primeira vez, tiveste a sensação de que tudo se torna mais simples, de que tudo se "descomplica": vês, finalmente, eliminados problemas que te preocupavam. E compreendes que estarão mais e melhor resolvidos, quanto mais te abandonares nos braços do teu Pai Deus. - Por que esperas para te conduzir sempre - este tem de ser o motivo do teu viver! - como um filho de Deus? Ponto 226 Forja S.José Maria Escrivá de Balaguer

Porque é que devemos amar a Deus com obras?

Porque é que devemos amar a Deus com obras ? Sentirmo-nos devedores e não credores de Deus ?


Respondem S.Paulo e o Papa João Paulo II: "(...) a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. Dificilmente alguém morre por um justo; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores". Epístola de S.Paulo aos Romanos (II Rom 5, 1-2.5-8)


"É preciso que o ser humano louve o criador, oferecendo-lhe, com um acto de agradecimento e de louvor, tudo o que d'Ele recebeu. O ser humano não pode perder de vista o sentido desta dívida, que só ele, entre todas as demais realidades terrestres, pode reconhecer e saldar, enquanto criatura, feita à imagem e semelhança de Deus.

Ao mesmo tempo, das as suas limitações como criatura e devido ao pecado que existe nele, o ser humano não seria capaz de cumprir este acto de justiça para com o Criador se o próprio Jesus Cristo não houvesse tomado esta iniciativa eucarística".


João Paulo II, "Dom e Mistério" Pág. 85.

E deixaram tudo

Assim contam os evangelhos como foi a chamada de Pedro e André: "Y statim relictis omnibus secuti eum": Imediatamente, deixando todas as coisas, todas, "omnibus". Seguiram-nO assim, abandonando tudo de verdade. Quem ouve e acolhe a chamada do Senhor, não pode ficar com algo para si. Há-de imitar a atitude de Pedro e André, abandonaram tudo o que tinham e faziam antes.

sábado, 26 de março de 2011

Pedir a intercessão de Nossa Senhora de Fátima

No apostolado, na luta ascética e em tudo, contar e pedir sempre a intercessão de Nossa Senhora de Fátima.

A vontade de Deus feita vida

"Não estamos sós para fazer a vontade de Deus em cada dia.

Esta constatação enche-nos de alegria (...); não contamos só com as nossas pobres forças, se não com a força e o poder do Senhor, que não se tornou mais curta ou enfraquecida.

Esta é a razão que fundamenta o nosso optimismo por cima da nossa debilidade pessoal (...) e de todas as dificuldades que encontremos.

"(...) o testemunho cristão será o que sejamos nós, o que sejam as nossas vidas, o que seja a realidade cristã da nossa entrega ao Senhor"

D.Javier Echevarria. Bispo.
Carta Pastoral de Novembro de 1995 (pontos 11 e 14)

Seguir de perto Jesus

"Sempre é hora (...) de seguir tão de perto o Senhor que sintamos o ruído das suas pisadas, o alento da sua respiração, o calor dos seus conselhos.
Que actuais se apresentam (...) aquelas exortações paternas:
Cruz, cruz, cruz, porque tu e eu podemos, devemos crescer na nossa entrega quotidiana"

D. Javier Echevarria. Bispo.
Carta pastoral de Junho de 1996.

Rejuvenescer a Fé

"Vamos procurar entusiasmar-nos, cuidar e rejuvenescer a fé em cada dia, cuidando e
rejuvenescendo cada uma a sua união com Jesus Cristo
...
(No apostolado) que não vos falte a necessária vibração, o adequado acendimento pelo proselitismo, ainda que fisicamente, podeis sentir-vos cansados, pelo abundante trabalho"

D. Javier Echevarria. Bispo
Carta Pastoral de Junho de 1994.

Ninguém se pode contentar

"Cruz, cruz, cruz. Ninguém pode ficar-se detido, nem marchar com o passo cansado, contentando-se com o que já faz ou fez.
É muito, mas é pouco, comparado com a infinita generosidade de N.Sr, que revive continuamente a sua entrega no Santo Sacrifício do altar.
Ele pede-nos um afinamento dos modos que nos impulsione a não pensar nunca em nós, mas somente em buscar sempre e em tudo a glória de Deus.
Tudo o que não te leva a Ele é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe.
D.Javier Echevarria. Bispo.
Carta Pastoral de 1 de Março de 1995

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