domingo, 31 de julho de 2011

A renúncia pela obsessão da omnipotência

A conquista de um ritmo humano para a vida não acontece de repente, nem avança com receitas de quatro tostões. Também aqui estamos perante um caminho de transformação que cada um tem de fazer e nos pede verdade, aprendizagem e renúncia. A primeira renúncia é àquela da obsessão pela omnipotência. Temos de ter a coragem de perceber e aceitar os limites, pedir ajuda mais vezes, e dizer “basta por hoje” sem o sentimento de culpa a martelar. A insegurança provocada pela velocidade a que tudo se dá, leva-nos a ter medo de apagar a luz ou de arrumar os papéis para continuar amanhã. Precisamos, por outro lado, aprender a planificar com sabedoria o dia a dia, hierarquizando as atividades, e concentrando melhor a nossa entrega. Precisamos aprender a racionalizar e a simplificar, sobretudo as tarefas que se podem prever ou se repetem.

José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira)
26.07.11

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sermos "puros" por via da humildade.

Deus fez-se homem, para que o homem se fizesse Deus.
Mas, como destaca o Papa Bento XVI, no seu livro "Jesus de Nazaré II", Deus fez-se homem, na forma mais humilde.
Mas mais do que fazer-se só homem, no lava pés e na morte na cruz, Deus fez-se homem na condição de servo, manifestando o seu amor serviçal por todos (Cfr. Jesus de Nazaré II, página 56).
Por isso, para que sejamos "puros" e "capazes de Deus" temos também que despojarmo-nos da nossa soberba, da soberba de pensamento e da soberba da nossa vontade.

humilhação e exaltação

"humilhação e exaltação conjugam-se entre si de modo misterioso"

Jesus de Nazaré II. Bento XVI. Pág. 150

domingo, 24 de julho de 2011

Deitar cedo exige temperança

"A eficácia da (...) aplicação (dos conselhos práticos destinados a obter um sono reparador) implica muita força de vontade, associada a uma boa dose de esforço e sacrifício, dado que se fundamenta na abolição de algumas preferências, abdicando de hábitos, usos e costumes enraizados, com a instauração de um padrão de vida diferente, mais ordenado e mais saudável".
In "O Sono. Efeitos da sua privação sobre as defesas orgânicas". Ângelo Soares. Lidel Pág. 63

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Ordem no dia a dia

1º Amar a Deus sobre todas as coisas na Oração, na Palavra e na Eucarístia.

2º Amar o próximo, e em particular, pela ordem das coisas, a família natural.

3º Trabalhar com o máximo de intensidade para um máximo de rentabilidade.

4º Trabalhar naquilo que não é prioritário, ainda que importante.

5º Trabalhar no que não é essencial e apenas se sobra tempo (o que nunca ou quase nunca deve acontecer)

Para isto, é necessário prudência, fortaleza e temperança.

Formas de tentação

Há duas formas do pecado se manifestar, sempre em forma de tentações:
- Uma, é por via subtil, através de pequenas concessões, cedências e derrotas que são somando ao longo do dia e que, por sua vez, vão abrindo um caminho progressivo mas prometedor a favor da futura queda mais grave.
- A outra, mais rara, acontece quando, de forma desenvergonhada a possibilidade de queda em pecado mortal se nos depara de forma frontal, face a face, com uma sedução e uma atracção que (enganosamente) parece quase irrecusável.
Em ambas, há que estar vigilante e reagir de forma rápida e determinada.

domingo, 17 de julho de 2011

Cheque em branco

"Jesus imola a Sua vida por nós, para que nos imolemos a Ele espiritualmente. Na Sagrada Eucarístia, Cristo dá-se a nós, para que nos dêmos a Ele. Por assim dizer, nós passamos a Cristo um "cheque em branco" sobre a nossa vida. (...) A nossa vida abre-se ao Reino de Deus e Deus pode viver no seio da nossa vida".

Youcat Ponto 180

O Amor de Maria por nós

"Porque o seu amor por nós não acaba não acaba, podemos estar certos de que ela se comprometeu por nós nos dois momentos mais importantes da nossa vida: «Agora e na hora da nossa morte»"

YouCat
Ponto 148

A Cruz leva-nos por bons caminhos

"Se levares alegre a tua cruz, ela te levará"
Tomás de Kempis

A luta diária do Cristão

"Diariamente (..) o cristão tem de suportar um combate parecido ao que Cristo aguentou no deserto da Judeia, no qual foi tentado pelo diabo.
(...) É um combate que implica toda a pessoa e exige uma constante e atenta vigilância"

Bento XVI 1 de Março de 2006

A propaganda pelo exemplo

"O valor da propaganda pelo exemplo, uma expressão de origem anarquista, é o mais poderoso de todos"
José Pacheco Pereira, a propósito do falecimento da Dra Maria José Nogueira Pinto

terça-feira, 12 de julho de 2011

A comunhão é a fusão do espírito com a carne

"(....) a comunhão é literalmente a incorporação de Jesus no nosso próprio corpo, , é a fusão do espírito com a carne, um mistério que ao mesmo tempo ritualiza a revelação de que Deus optou por viver no meio de nós".

A. Sullivan
A Alma Conservadora. Quetzal.Pág. 255

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Oração e disciplina caminho para o Céu e a Santidade

O valor da Eucarístia

A importância na luta nas pequenas coisas do dia a dia

"Quem é fiél no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito"
S.Lucas 15,10-11

Fazer o que se deve, em cada momento e estar no que se faz, vivendo o presente como se o futuro não chegasse e como se essa luta nesse pequeno pormenor fosse a última da nossa vida.

Se não lutar e vencer nessa pequena escaramuça, perderei uma oportunidade que só acontecerá agora, ou muitas vezes, apenas na próxima oportunidade.

"A mortificação que nos pede o Senhor está na ordem, na pontualidade, no cuidado dos detalhes no trabalho que realizamos, no cumprimento fiel do mais pequeno dever de estado, ainda quando custe sacríficio, no fazer o que mos obrigação de fazer, vencendo a tendência à comodidade.
Não preserveramos no trabalho porque nos apetece ou porque temos ganas, mas porque há que fazê-lo"

D.Javier Echevarrria, Bispo.
Carta Pastoral.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O maior seja o escravo

Jesus Cristo, ao longo da sua pregação, destaque, de forma desconcertante, a importância de certos paradoxos:

Se quiseres ser maduro e colher os frutos da maturidade, faz-te criança.

Se quiseres ser rico, desfaz-te de tudo o que tens e segue-Me.

Etc...



E há um paradoxo que resume todos os outros, o de contrariar a lei que rege a sociedade, a política e o mundo do trabalho e da economia: "Vós sabeis que os príncipes das nações as subjugam e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós, mas todo aquele que quiser ser entre vós maior, seja vosso servo, e quem quiser ser entre vóso primeiro, seja o vosso escravo. Assim como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida para resgate de todos"
S. Mateus 20, 25-28

Caridade com carinho

"O Senhor tomou a iniciativa, vindo ao nosso encontro. Deu-nos o exemplo para nos pormos com Ele ao serviço dos outros, para – gosto de repetir – pormos generosamente o nosso coração a servir de alcatifa, de modo que os outros caminhem suavemente e a sua luta resulte para eles mais amável. Devemos comportar-nos assim, porque somos filhos do mesmo Pai, que não hesitou em entregar-nos o seu Filho muito amado.

(...)

Tu e eu estamos em condições de derramar carinho sobre os que nos rodeiam, porque nascemos para a fé pelo amor do Pai. Pedi com ousadia ao Senhor este tesouro, esta virtude sobrenatural da caridade, para a exercitardes até ao último pormenor.

Nós, os cristãos, não temos sabido muitas vezes corresponder a esse dom; algumas vezes temo-lo rebaixado como se se limitasse a uma esmola dada sem alma, friamente; outras vezes temo-lo reduzido a uma atitude de beneficência mais ou menos convencional. Exprimia bem esta aberração a queixa resignada de uma doente: Aqui, tratam-me com caridade, mas a minha mãe cuidava de mim com carinho. O amor que nasce do Coração de Cristo não pode dar lugar a este tipo de distinções".

S.Josémaria Escrivá de Balaguer
Amigos de Deus, nn. 228–229

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sermos nós o "Evangelho vivo"

É constante o convite que o Santo Padre nos dirige para levarmos o coração do ser humano ao encontro do Deus que salva. Há poucos meses, dizia de um modo muito gráfico: “Todos se podem abrir à acção de Deus, ao seu amor; com o nosso testemunho evangélico, nós cristãos devemos ser uma mensagem viva, aliás, em muitos casos somos o único Evangelho que os homens de hoje ainda lêem” (Homilia, 9-III-2011). Quando o Papa nos convida a ser com ele testemunhas de Jesus Resuscitado, pede-nos que sejamos Evangelho vivo, “o único que os homens de hoje ainda lêem”. Cada uma, cada um, no próprio ambiente familiar, de trabalho, de descanso, principalmente onde o silêncio da fé é mais profundo, tem de ser Cristo que passa, dar a conhecer com o seu comportamento, e apesar dos seus erros e defeitos, o amor de Jesus por cada um, de tal modo a permitir aos que convivam connosco o encontro com Cristo. Diz S. Josemaria “– Não é verdade que sentíamos abrasar-se-nos o coração, quando nos falava caminho? Se és apóstolo, esta palavras dos discípulos de Emaús deviam sair espontaneamente dos lábios dos teus companheiros de profissão, depois de te encontrarem a ti no caminho da vida” (Caminho, n. 917).

Para isso, é fundamental que tenhamos nós experiência desse encontro com Cristo que nos transforma, na oração, na Eucaristia e no Evangelho. Bento XVI, ao dirigir-se aos participantes do Congresso UNIV, na Páscoa passada, citou um texto de S. Josemaria: “Oxalá fossem tais as tuas atitudes e as tuas palavras, que todos pudessem dizer quando te vissem ou ouvissem falar: «Este lê a vida de Jesus Cristo»” (Caminho, n. 2). É um desafio, um programa para a nossa vida de cristãos, testemunhas de Jesus Ressuscitado. Para isso, é importante que leiamos todos os dias a Sagrada Escritura, o Evangelho, de modo pessoalíssimo. O fundador do Opus Dei propunha algo que tinha bem experimentado e vivido:


(...)

Para sermos testemunhas vivas, para que os que nos encontrem possam ler o Evangelho, cuidemos a nossa leitura do Evangelho. Levemos a Sagrada Escritura à nossa oração. Descobriremos sempre aspectos novos, aprenderemos a conhecer cada vez melhor o nosso Jesus, e possibilitaremos que, através da nossa amizade, das nossas palavras e acções, os outros também encontrem Jesus.

Rafael Espírito Santo
Vigário Geral da Prelatura do Opus Dei em Portugal
Homília de Missa do dia 25 de Junho de 2011

Não rebaixemos na luta do dia a dia

"Não rebaixemos a exigência da Santidade pessoal nas pequenas coisas de cada dia (...)
O Senhor aguarda por nós na doença e na dor, em circunstâncias extraordinárias, mas também e sobretudo no trabalho quotidiano, feito por amor e com amor, nos 1000 detalhes de carinho e atenção a quem nos rodeiam, sem nunca nos cansarmos (...).
Esta é a correspondência heróica, jornada após jornada, que Jesus Cristo esperam de nós!".

Carta pastoral de Julho de 1994
D. Javier Echevarria, Bispo.

E nesta luta podemos contar com a intercessão e a ajuda do Santo dos milagres da santificação do trabalho, S.José Maria Escrivá de Balaguer.

Como se caracteriza a humildade

A humildade caracteriza-se pelo saber estar sempre esquecido de sim mesmo e pelo espezinhamento do nosso próprio eu.

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