quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A virtude da paciência

 Esta capacidade de suportar tem por fundamento o Evangelho e o exemplo de Cristo, e torna-se possível pela fé.
Francisco, com efeito, prossegue o discurso dirigido a frei Leão, afirmando que constitui uma graça do Espírito Santo poder «vencer-se a si próprio e suportar de boa vontade, por amor de Cristo, penas, injúrias, opróbrios e incomodidades», sem se gabar disso, mas pondo a própria glória apenas na Cruz de Cristo: «Na cruz da tribulação e da aflição podemos gloriar-nos, mas, como diz o Apóstolo:Não me quero gloriar a não ser na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo (Gl 6,14)».
A referência a Cristo e à sua Cruz é uma referência ao vértice da história de Deus com a humanidade, que também é a história da paciência de Deus para com o homem, e da sua capacidade de suportar o povo de «cerviz dura» (Dt 9,6.13; 2 Cr 30,8; Ne 9,29, Jr 17,23; Br 2,30; Ez 3,7). É a história da perseverante fidelidade de Deus para com um povo infiel.
Com efeito, a paciência de Deus não é impassibilidade nem passividade, mas a longa respiração da sua paixão, paixão de amor que aceita sofrer esperando os tempos do homem e a sua conversão: «Não é que o Senhor tarde em cumprir a sua promessa, como alguns pensam, mas simplesmente usa de paciência (makrothymeî) para convosco, pois não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam» (2 Pe 3,9). Por isso, o tempo concedido ao homem deve ser considerado como revelação da «longanimidade» de Deus, da suamakrothymía, e, portanto, apreendido como «salvação» (2 Pe 3,15).
(...)
A paciência divina não é ausência de cólera, mas capacidade de elaborá-la, de domá-la, de interpor uma espera entre a sua insipiência e a sua manifestação:
«Muitas vezes conteve a sua ira,
e não deixou que o seu furor de avivasse.
Lembrou-se de que eles eram humanos,
um sopro que passa e não volta mais (Sl 78,38-39).
A paciência é o olhar generoso de Deus fixo no homem, olhar que não se detém nos detalhes, no acidente de percurso, que não considera o pecado definitivo, mas que o coloca no contexto de todo o caminho existencial que o homem é chamado a percorrer. Portanto, ela expõe Deus ao risco de não ser tomado a sério, de ser «usado» pelo homem. Paulo dirige ao judeu esta pergunta retórica: «Não estarás tu a desprezar... a paciência de Deus?» (cf. Rm 2,4).
Em Cristo e, de modo particular, na sua paixão e morte, a paciência de Deus alcança o seu ápice enquanto assunção radical da incapacidade e debilidade do homem, do seu pecado. Em Cristo, Deus aceita «carregar o fardo», «suportar» a insuficiência e incapacidade humanas, assumindo a responsabilidade pelo homem na sua falibilidade. A «paciência de Cristo (2 Ts 3,5) exprime assim o amor de Deus, do qual é sacramento. «O amor paciente (makrothymeí)» (1 Cor 13,4); «o amor tudo suporta (hypoméneí)» (1 Cor 13,7).
Além disso, para o cristão, a paciência é fruto do Espírito (cf. Gl 5,22) e declina-se como perseverança e constância nas tribulações e nas provas, como capacidade de suportar e de tolerar quem causa aborrecimentos e suscita conflitos, como olhar longânime frente às incapacidades alheias. A paciência é a arte de viver a insuficiência. E a insuficiência, encontramo-la nos outros, mas também em nós, na realidade e em Deus. O suportar paciente do outro, que é sentido como aborrecido ou hostil, caminha a par e passo com a paciência para consigo mesmo e para com as suas incongruências, frente aos acontecimentos que se opõem aos nossos desejos e à nossa vontade, frente a Deus, cujo desígnio de salvação continua incompleto.
(....)
Não é por acaso que o Novo Testamento exorta com frequência a ter paciência e a suportar os outros no contexto de difíceis relações comunitárias: «Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro» (Cl 3,13). O suportar-se mutuamente é manifestação de caridade destinada a conservar a unidade e a paz na comunidade: «Procedei... com toda a humildade e mansidão, com paciência: suportando-vos uns aos outros no amor» (Ef 4,1-2). Na comunidade cristã, [os irmãos] experimentam que são um peso uns para os outros, mas tal experiência pode tornar-se ocasião de caridade e de seguimento de Cristo: «Carregai as cargas uns dos outros e assim cumprireis plenamente a lei de Cristo» (Gl 6,2).
Na tradição cristã, a paciência é considerada uma virtude, ou até «a maior virtude (summa virtus)». Para Cipriano, ela é essencial para a vida teologal: «O facto de sermos cristãos pertence à fé e à esperança. Contudo, é necessária a paciência para que a esperança e a fé possam chegar a dar fruto». Gregório Magno associa a perfeição cristã à paciência:
(...).
A paciência é uma arte que não tem nada a ver com o suportar passivamente o sofrimento. Pelo contrário, quem não tem paciência sofre com muito maior frequência. A atitude paciente - mas livre e amorosa - de suportar quem é incómodo, antipático, aborrecido, lento, carenciado, equipara-se ao amor ao inimigo (cf. Mt 5,38-48; Lc 6,27-35). E requer que trabalhemos sobre nós mesmos para aprendermos a conhecer e a amar o inimigo que existe em nós, aquilo que em nós é incómodo, aquilo que nos é insuportável e que Deus, em Cristo, suportou pacientemente, amando-nos de modo incondicional.
 
Luciano Manicardi
In A caridade dá que fazer, ed. Paulinas

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Na confissão Jesus ressuscita o jovem de Naim

Assim como Jesus disse ao jovem em Naim para que se levantasse do seu leito de morte, disse o Papa, muitas vezes Jesus pede que façamos o mesmo “quando morremos pelo pecado e pedimos perdão”. Quando Ele nos perdoa, Ele nos restitui à nossa mãe:
A nossa reconciliação com o Senhor não acaba no diálogo com o padre, mas acaba quando Ele nos restitui à nossa mãe. Porque não existe caminho de vida, não existe perdão nem reconciliação fora da mãe Igreja.

Papa Francisco
17-IX-2013

Quando se ama, deseja-se bem ao ser amado

«Quando se ama,
deseja-se bem
ao ser amado.»

Beata Isabel da Trindade | †1906
Carta 335

Senhor:
Quem não desejará saber deveras amar
A cada minuto, a cada palpitação do coração…
Ser em tudo a Ti semelhante
Amando até ao extremo,
Dando a vida pelo irmão?

Quem não desejará
Tornar-se pequeno, como criança
Viver na palma da Tua mão
Tudo receber como preciosa dádiva
Repartindo com grandeza de alma
Tudo o que lhe é dado,
O amor que tem no seu coração?

Eu desejo-o, Senhor.
Concede-me a graça
para que:
assim como o desejo,
assim o faça!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A confissão segundo Sebastião da Gama

"Somos de barro. Iguais aos mais.
Ó alegria de sabê-lo !
(Correi, felizes lágrimas,
por sobre o seu cabelo!)

Depois de mais aquela confissão,
impuros nos achamos;
nos descobrimos
frutos do mesmo chão

Pecado, Amor ? Pecado fora apenas
não fazer do pecado
a força que nos ligue e nos obrigue
a lutar lado a lado

(...)

O nosso Amor, que história sem beleza,
se não fora ascensão e queda e teimosia,
conquista... (E novamente queda e novamente luta, ascensão...) Ó meu Amort, tão fria,

se nascêramos puros, nossa história!"

Sebastião da Gama
É pelo sonho que vamos, pág.s 41-44.


"Que Deus me perdoe - mas até queria ter um grande pecado, para lho dizer e ouvir-lhe perdoar-mo e para que fizesse dos meus actos seguintes um corpo de resgate.
Mas não no vi - o tal pecado, talvez porque tão caído sou que não vejo os argueiros dos meus próprios olhos- os lameiros da minha porta.
Mas senti-me (...) com a força que me deu Jesus, de recalcar todas as pequeninas maldades que faço dia a dia (...)
Jesus deu-me hoje o amparo, a bengala a que me arrimarei no meu Caminho; vamos ver se sou capaz"

Sebastião da Gama. Cartas I, Ática. Lisboa. 1994, Págs. 91-92.

Que a alma demos ao que é do dia-a-dia

"Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia"

Sebastião da Gama
É pelo Sonho que vamos, pág.65

domingo, 15 de setembro de 2013

A poesia está na vida


“A poesia está na vida.

Nas artérias imensas cheias de gente em todos os sentidos,

Nos ascensores constantes,

Na bicha de automóveis rápidos, de todos os feitios e de todas as cores

Nas máquinas da fábrica

E nos operários da fábrica

E no fumo da fábrica.

A poesia está no grito do rapaz apregoando jornais,

No vai-vem de milhões de pessoas ou falando ou papagueando ou rindo.

(…)

A poesia está em tudo quanto vive, em todo o movimento,

Nas rodas dos comboios a caminho, a caminho, a caminho

De terras sempre mais longe,

Nas mãos sem luvas que se entendem para seios sem véus

Na angústia da vida.

A poesia está na luta dos homens,

Está nos olhos rasgados abertos para amanhã”

 

Mário Dionísio. Poemas. Coimbra. Atlântida. 1941. Pág. 51

O que é a conversão ?

"A conversão é abrir a minha casa a alguém que vai mandar nela, é partilhar a minha existência com alguém que pode parecer que, de algum modo, limita a minha liberdade"

Gonçalo Portocarrero de Almada. Auto-de-Fé. A Igreja na inquisição da Opinião Pública. Pág. 255

A graça vem por Maria


S.Bernardo (De Aquaeductu, nº6) “Esta é a vontade de Deus que tudo recebamos por Maria: se temos qualquer esperança, se recebemos alguma graça, algum dom salutar, tenhamos a certeza que tudo nos vem pelas mãos de Maria”
 

Ponto 142 Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria , Luis Maria Grignion de Monfort “Deus, vendo que somos indignos de receber as Suas gralas diretamente da Sua mã, diz S.Bernardo, dá-as a Maria, para que recebamos por ela tudo o que nos quer dar: e sente prazer e glória em receber por intermédio de Maria o reconhecimento, o respeito e o amor que Lhe devemos pelos Seus benefício. É justo, portanto, que imitemos, este procedimento de Deus, “para que” diz o mesmos santo, “A graça volte ao Seu autor pelo mesmo caminho porque desceu” Cfr. S.Bernardo (De Aquaeductu, nº18)
 

S.Bernardo (Sermo III in vig. Nativ. Nº10) “Somos indignos de receber as graças divinas: por isso, elas nos são dadas por Maria, para que tenhamos, por seu intermédio, tudo o que recebermos.

sábado, 14 de setembro de 2013

Obedecer a Maria


No ponto 18 do Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria, de S.Luis Maria Grignion de Monfort, diz-se que, assim como Jesus Cristo foi obediente à sua mãe, Maria, durante os 30 anos da sua vida oculta e incluindo no início da vida pública (no 1º milagre das bodas de Caná), também nós deveremos fazer o mesmo.
 
"Oh ! Quanto glorificamos a Deus, quanto nos submetemos, para lhe agradar, a Maria, seguindo o exemplo de Jesus, nosso único modelo"

A cruz sinal do Amor de Deus

No mistério da Cruz - disse o Papa em sua homilia – encontramos a história do homem e a história de Deus, sintetizadas pelos Pais da Igreja, na comparação entre a árvore do conhecimento do bem e do mal, no Paraíso, e a árvore da Cruz:
“Aquela árvore tinha feito tanto mal, e esta árvore nos leva à salvação, à saúde. Perdoa aquele mal. Este é o caminho da história humana: um caminho para encontrar Jesus Cristo Redentor, que dá a sua vida por amor. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.
Esta árvore da Cruz nos salva, todos nós, das consequências daquela outra árvore, onde teve início a auto-suficiência, o orgulho, a soberba de querer conhecer, - nós -, tudo, de acordo com a nossa mentalidade, de acordo com os nossos critérios, também segundo a presunção de ser e de se tornar os únicos juízes do mundo. Esta é a história do homem: de uma árvore a outra árvore"

Papa Francisco 14-IX-2013
Festa da Exaltação da Santa Cruz

Comentário:
Na história dos vinhateiros homicidas, a proposta racional que é dada no final, passa pela entregue daqueles aos soldados a fim de serem mortos pelo mal que fizeram.
Mas na economia da salvação, Deus aproveita o assassinato do seu próprio Filho para salvar os vinhateiros homicidas quando eles ainda eram homicidas e quando eles ainda se orgulhavam do mal que fizeram.
Esta é a dimensão clamorosa e escandalosa do Amor que Deus tem por nós !

A murmuração equivale a matar um irmão

“Por que reparas no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”: Francisco iniciou sua homilia com a pergunta feita por Jesus que mexe com a consciência de todos os homens, de todos os tempos. O Papa observou que Cristo, após falar da humildade, nos fala do seu oposto, ou seja, “daquela atitude odiosa para com o próximo, de ser juiz do irmão”. Para estes casos, Jesus usa uma palavra dura: hipócrita:
“Aqueles que vivem julgando o próximo, falando mal do outro, são hipócritas, porque não têm a força, a coragem de olhar para os próprios defeitos. O Senhor afirma que quem tem no coração ódio do seu irmão, é um homicida... Também o Apóstolo João, na sua primeira Carta, é claro: quem odeia e julga o seu irmão caminha nas trevas.”
Para o Papa, todas as vezes que julgamos os nossos irmãos no nosso coração e, pior, falamos disso com outras pessoas, somos “cristãos homicidas”:
“Um cristão homicida … Não sou eu quem digo, eh?, é o Senhor. E sobre este ponto, não há meio termo. Quem fala mal do irmão, o mata. E nós, todas as vezes que o fazemos, imitamos aquele gesto de Caim, o primeiro homicida da história”.
Francisco acrescenta que neste período em que se fala de guerras e se pede tanto a paz, “é necessário um nosso gesto de conversão”. “As fofocas – advertiu – fazem parte desta dimensão da criminalidade. Não existe fofoca inocente”. A língua, disse ainda citando São Tiago, é para louvar o Senhor, “mas quando a usamos para falar mal do irmão ou da irmã, nós a usamos para matar Deus”, “a imagem de Deus no irmão”. Não vale a argumentação de que alguém mereça intrigas.
“Reze por essa pessoa! Faça penitência por ela! E depois, se necessário, fale com alguém que possa remediar o problema. Sem espalhar a notícia!’. Paulo foi um grande pecador, e disse de si mesmo: ‘Antes eu blasfemava, perseguia e era violento. Mas tiveram misericórdia’. Talvez nenhum de nós blasfeme – talvez. Mas se alguém faz intriga, certamente é um perseguidor e um violento. Peçamos para nós, para toda a Igreja, a graça de nos converter da criminalidade das intrigas ao amor, à humildade, à mansidão, à magnanimidade do amor para com o próximo”.
 
Papa Francisco
13-IX-2013
 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A dor leva à fecundidade

"Não são só as mulheres que sofrem ao trazer um filho ao mundo, mas todos nós, em todas as coisas que realmente valem a pena e permitem crescer, temos de passar por momentos dolorosos.
A dor é algo que está ligado à fecundidade."


Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio  Pág. 74

Espírito de autossuficiência

"Tinha (..) um enorme espírito de autossuficiência, ou seja, estava a pecar.
Mas não me apercebia.
De alguma maneira, estava a dizer a mim próprio  "Olha que bom que eu sou, que grande, a quantidade de coisas que consigo fazer".
A soberba rondava a minha atitude.»

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio  Pág. 71

"Transitar a paciência pressupõe (...) : claudicar da pretensão de querer solucionar tudo
(...)
Há que relativizar um pouco a mística da eficácia"

. Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio  Pág. 73

Coerência entre o que se pensa, faz e se sente

"Uma certeza não é apenas um conselho, uma convicção intelectual, uma frase.
É também um testemunho, uma coerência entre o que se pensa, o que se sente e o que se faz.
É fundamental que uma pessoa pense o que sente e o que faz:
sinta o que pensa e o que faz e
faça o que pensa e o que sente".


 Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio Pág. 62

O dever cumprido dia após dia

Justificação do padre Bergoglio a um aluno, num exame oral, por não lhe ter dado a nota máxima (10), mas apenas 9:

"(...) para que se lembre sempre que o que conta
é o dever cumprido dia após dia;
é o realizar o trabalho sistemático, sem permitir que se converta em rotina;
o construir tijolo a tijolo, mais que o arrebatamento improvisador que tanto o seduz"

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio Pág. 58.

É urgente o amor

Urgentemente

É urgente o amor
É urgente um barco no mar

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Encomendar-se a Deus

"(...) em última análise, somos nós que temos de decidir e pode-se fazer muito mal com as decisões que se tomam.
Uma pessoa pode ser muito injusta.
Por isso, é que é tão importante encomendar-se a Deus".

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Pág. 57

Abordar a oração com coragem

"O que está no fundo de tudo isto é a questão da oração, que é um dos pontos que, na minha opinião, é preciso abordar com maior coragem"
.Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Pág 53.

(A oração) Na minha opinião deve ser, de certa maneira, uma experiência de claudicação, de entrega, onde todo o nosso ser entre na presença de Deus.
(...) Olhar para Deus, mas sobretudo sentir-se olhado por Ele".

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Págs 54 e 55.

A importância do remanso para poder perceber o Amor de Deus

"Deus define-se perante o profeta Jeremias com estas palavras «Sou o ramo da amendoeira».
E a amendoeira é a primeira flor a florescer na primavera.
Chega sempre primeiro (...).
Para mim, toda a experiência religiosa, se não tiver essa dose de estupefação, de surpresa, de que se nos antecipam no amor, na misericórdia, é fria, não nos envolve totalmente; é uma experiência distante que não nos leva ao plano transcendente.
Embora, convenhamos, viver hoje essa transcendência é difícil pelo ritmo vertiginoso da vida, pela rapidez das mudanças e pela falta de um olhão de longo prazo.
Não obstante, na experiência religiosa, são importantes os remansos (Cessação da ação; suspensão, paragem, descanso, sossego, retiro, recolhimento, contracorrente junto das margens de um rio).

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. PágPág. 52

Ser justo com todos

"(No final da vida) Uma pessoa fica com vontade de ser justo com todos, em todas as situações; de fazer, no final- digamos- caligrafia inglesa."
 Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Pág. 45

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