quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nós e Maria

Olhai: para a nossa Mãe, Santa Maria, jamais deixamos de ser pequenos, porque Ela nos abre o caminho até ao Reino dos Céus, que será dado aos que se tornam meninos. De Nossa Senhora nunca nos devemos afastar.
Como a honraremos?
Tendo intimidade com Ela, falando com Ela, manifestando-lhe o nosso carinho, ponderando no nosso coração os episódios da sua vida na terra, contando-lhes as nossas lutas, os nossos êxitos e os nossos fracassos
.
S.José Maria Escrivá de Balaguer
Amigos de Deus, nn. 289–290

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vigiai, para não caírdes em tentação

A virtude da prudência é de extrema importância para o Cristão.

"Vigiai", como as Virgens prudentes.
Vigiai no cumprimento do horário
Vigiai em não perder tempo com distrações inúteis e potencialmente perigosas
Vigiai na forma como se usa ou não a língua
Vigiai na forma como se come ou não se come
Vigiai na forma como se aproveita e rentabiliza o tempo de trabalho
Vigiai na forma como procuramos descansar
Vigiai em manter o fogo da oração, do Amor de Deus e da Presença de Deus acesos
Vigiai na forma como se domina a vontade e o corpo

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pureza de pensamentos e de coração

Quando o nono mandamento proíbe os “pensamentos impuros” não se está a referir às imagens, ou ao pensamento em si, mas ao movimento da vontade que aceita o deleite desordenado que certa imagem (interna ou externa) provoca [2].


Os pecados internos podem dividir-se em:


- “Maus pensamentos” (complacência morosa): são a representação imaginária de um acto pecaminoso sem ânimo para o realizar. É pecado mortal se se trata de matéria grave e caso se procure ou se consinta em deleitar-se nela


.- Mau desejo (desiderium): desejo interior e genérico de uma acção pecaminosa da qual a pessoa sente gozo. Não coincide com a intenção de a realizar (que implica sempre um querer eficaz), embora em não poucos casos se fizesse, se não existissem alguns motivos que inibem a pessoa (tais como as consequências da acção, a dificuldade para a realizar, etc.).


- Gozo pecaminoso: é a complacência deliberada numa má acção já realizada por si ou por outros. Renova o pecado na alma.Os pecados internos, em si mesmos, costumam ter menor gravidade que os correspondentes pecados externos, porque o acto externo manifesta voluntariedade mais intensa.


No entanto, são de facto muito perigosos, sobretudo para as pessoas que procuram viver na amizade e intimidade com Deus, já que:


- cometem-se com mais facilidade, pois basta o consentimento da vontade; e as tentações podem ser mais frequentes;


- presta-se-lhes menos atenção, pois às vezes, por ignorância e, outras vezes, por certa cumplicidade com as paixões, não se querem reconhecer como pecados, pelo menos, veniais, se o consentimento foi imperfeito.


Para lutar contra os pecados internos, ajudam-nos:


- a frequência dos sacramentos que nos dão ou aumentam a graça e nos curam as nossas misérias quotidianas;


- a oração, a mortificação e o trabalho, procurando sinceramente Deus;


- a humildade que nos permite reconhecer as nossas misérias sem desesperar face aos nossos erros


– e a confiança em Deus, sabendo que quer sempre perdoar os nossos pecados;


- exercitarmo-nos na sinceridade com Deus, connosco próprios e na direcção espiritual, cuidando com esmero o exame de consciência.


É importante conhecer esta desordem causada em nós pelo pecado original e pelos nossos pecados pessoais, visto que tal conhecimento:


- impulsiona-nos a rezar: só Deus nos perdoa o pecado original, que deu origem à concupiscência, e só com a ajuda divina conseguiremos vencer essa tendência desordenada; a graça de Deus sara a nossa natureza das feridas do pecado, além de a elevar à ordem sobrenatural;


- ensina-nos a amar a Criação, porque saiu boa das mãos de Deus; são os nossos pecados desordenados que provocam o mau uso dos bens criados.


A pureza do olhar não se limita a rejeitar a contemplação de imagens claramente inconvenientes, mas exige a purificação do uso dos nossos sentidos externos, que nos levem a olhar, a contemplar o mundo e as outras pessoas com visão sobrenatural. Trata-se de luta positiva que permite ao homem descobrir a verdadeira beleza de toda a criação, de modo particular, a beleza dos que foram criados à imagem e semelhança de Deus [7].

A arte da oração

«Se o cristianismo – dizia João Paulo II – se há-de distinguir no nosso tempo, sobretudo, pela “arte da oração”, como não sentir uma renovada necessidade de estar longos tempos em conversa espiritual, em adoração silenciosa, em atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência e nela encontrei força, consolo e apoio!»[1].


COM TODA A TUA ALMA

Não há dois tempos de oração iguais. O Espírito Santo, fonte de contínua novidade, toma a iniciativa, atua e espera.

Às vezes espera uma luta a secas, quando parece que não vem nenhuma resposta: nota-se então mais o esforço da vontade, sereno e tenaz, por fazer atos de fé e de amor, por Lhe contar coisas, por aplicar a inteligência e a imaginação à Sagrada Escritura, a textos da liturgia ou de autores espirituais; procurando-O com palavras ou apenas olhando-O.

A atitude de procura é já diálogo que transforma, embora às vezes pareça que não encontra eco.

Outras vezes irrompem ideias ou afetos que dão fluidez aos tempos de oração e ajudam a apercebermo-nos da presença de Deus. Nuns e noutros casos – com afetos, ideias, com vontade, ou sem ela – trata-se de que ponhamos as nossas potências nas mãos do Espírito Santo. Somos seus e Ele disse: Não posso Eu fazer o que quero com o que é meu?[2] Oração mental é (...) meditação que contribui para dar valor sobrenatural à nossa pobre vida humana, à nossa vida corrente e diária.[3].

O importante é a determinação por manter a abertura ao diálogo, sem deixar que essa atitude decaia por rotina ou desalento.

ORAÇÃO E PLENITUDE


A Deus falamos quando oramos, e a Ele ouvimosquando lemos as palavras divinas[8]; «a oração deve acompanhar a leitura da Sagrada Escritura para que se realize o diálogo de Deus com o homem»[9], um diálogo no qual o Pai nos fala do Filho, para que sejamos outros Cristos, o próprio Cristo. Vale a pena mobilizar as nossas potências à hora de rezar com o Evangelho.

(…). Conta-lhe então o que te costuma suceder nestes assuntos, o que se passa contigo, o que te está a acontecer. Mantém-te atento, porque talvez Ele queira indicar-te alguma coisa: surgirão essas moções interiores, o caíres em ti, as admoestações.[10].

Trata-se, em resumo, de rezar sobre a nossa vida para a viver como Deus espera. É muito necessário, especialmente para os que procuram santificar-se no trabalho. Que obras serão as tuas, se não as meditaste na presença do Senhor, para as ordenares? Sem essa conversa com Deus, como poderás acabar com perfeição a actividade do dia? [11]

A oração é o meio privilegiado para amadurecer. É parte imprescindível desse processo pelo qual o centro de gravidade se transfere do amor próprio para o amor a Deus e aos outros por Ele. A personalidade madura tem peso, consistência, continuidade, traços bem definidos que dão um modo, peculiar em cada pessoa, de refletir Cristo.

A pessoa madura é como um piano bem afinado. Não procura a genialidade de emitir sons imprevistos, de surpreender. O surpreendente é que dá a nota certa e o genial é que, graças à sua estabilidade, permite interpretar as melhores melodias; é fiável, responde de modo previsível e, por isso, serve. Atingir essa estabilidade e firmeza que dá a maturidade é todo um desafio.

Contemplar a Humanidade do Senhor é o melhor caminho para a plenitude. Ele ajuda a descobrir e a corrigir as teclas que não respondem bem. Para alguns será uma vontade que resiste a pôr em prática o que Deus espera deles. Outros podem notar que lhes falta calor humano, tão necessário para a convivência e para o apostolado. Alguns, talvez enérgicos, têm tendência, no entanto, para a precipitação e para a desordem, levados pelos sentimentos.

Ao contemplar a realidade a partir do diálogo com Deus, aprende-se também a ler nas pessoas e nos factos, sem o filtro flutuante de uma apreciação exclusivamente sentimental ou de utilidade imediata.

A VERDADEIRA ORAÇÃO

Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim[14]. Assim se lamenta o Senhor na Escritura, porque sabe que cada alma tem que pôr n’Ele o seu coração para atingir a felicidade. Por isso, na oração, a disposição da vontade para encontrar, amar e pôr em prática o querer de Deus, tem uma certa preeminência sobre as outras capacidades da alma: «O aproveitamento da alma não está em pensar muito, mas em amar muito»[15].

Muitas vezes, rezar amando exigirá esforços, frequentemente vividos sem consolos nem frutos aparentes. A oração não é problema de falar ou de sentir, mas de amar.


À hora de falar com Deus, ainda que a cabeça não responda, não se interrompe o diálogo. Inclusivamente quando verificamos que, apesar de uma luta autêntica, há distração e entorpecimento, temos a segurança de ter agradado com os nossos bons desejos a Deus Pai, que olha com amor para os nossos esforços.

ORAÇÃO E OBRAS

E para converter em realidade essas moções recebidas na oração, convém formular frequentemente propósitos.


Se a vontade tem boas disposições, sem medo de complicar a vida, poderemos escutar na oração sugestões divinas, novos horizontes apostólicos e modos criativos de ajudar os outros.

O Senhor, a partir do interior da nossa alma, ajudar-nos-á a compreender os outros, a saber como lhes exigir, como levá-los até Ele; dará luzes à nossa inteligência para ler nas almas; aperfeiçoará os afetos; ajudar-nos-á a amar com um amor mais forte e mais limpo. A nossa vida de apóstolos vale o que valer a nossa oração.

C. Ruiz

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[1] João Paulo II, Litt. Enc. Ecclesia de Eucaristia, 17-IV-2004, n. 25.

[2] Mt 20, 15.

[3] São Josemaria, Cristo que passa, n. 119.

[4] Ro 8, 29.

[5] Cfr. Gal 4, 19.

[6] Gal 2, 20.

[7] São Josemaria, Via Sacra, I, 1.

[8] Cfr. Santo Ambrósio, De officiis ministrorum, I, 20, 88.

[9] Conc. Vaticano II, Const. dogm. Dei Verbum, n. 25.

[10] São Josemaria, Amigos de Deus, n. 253.

[11] São Josemaria, Sulco, n. 448.

[12] Catecismo da Igreja Católica, n. 2603.

[13]São Josemaria, Amigos de Deus, n. 143.

[14] Is 29, 13; cfr. Mt 15, 8.

[15] Santa Teresa de Jesus, Fundações, cap. 5, n. 2.

[16] São Josemaria, Sulco, n. 464.

[17] São Josemaria, Forja, n. 73.

[18] São Josemaria, Caminho, n. 102.

[19] São Josemaria, Amigos de Deus, n. 243.

[20] Cfr. Santo Ambrósio: Expositio in Psalmum CXVIII, 6, 35.

[21] São Josemaria, Forja, n. 75. [Ir para o topo]

domingo, 1 de maio de 2011

Escancarai as portas a Cristo. Não tenhais medo !

Recomeçar depois de uma falha

Henry Ford, outro visionário que mudou o mundo ao colocar em prática suas ideias sobre a produção em massa e assim revolucionou o setor de transportes, também teve seus fracassos (um deles localizado no meio da nossa floresta amazônica), mas também sabia usá-los como impulso para acertar mais, e é dele a frase que quero destacar neste post:

“Falhar é simplesmente a oportunidade de começar de novo, dessa vez mais inteligentemente” – Henry Ford

Claro que nada disso é desculpa para ser descuidado, agir sem planejar ou mesmo exigir menos de si: a falha é positiva quando ocorre em um processo criativo e é aproveitada como um instrumento de melhoria.

Depois de falhar, portanto, faça um bom diagnóstico, descubra a razão da falha, qual o seu grau de responsabilidade sobre ela, e o que você sabe agora que não sabia antes de ter falhado – e use essa informação para planejar sua próxima experiência, sempre com a intenção de falhar menos.

A falha e o erro se convertem em fracasso quando você para de tentar. Na prática, entretanto, muitas vezes um tropeço evita uma queda muito maior, e as tentativas falhadas oferecem conhecimento que não estaria disponível de outra forma, como bem observou Thomas Edison

Fonte: Efetividade

sábado, 30 de abril de 2011

Elvis Presley a começar o mês de Maio




Miracle Of The Rosary....Lyrics: (Words & music by L. Deanson)
Oh blessed mother we pray to thee
Thanks for the miracle of your rosary
Only you can hold back
Your holy son's hand
Long enough for the whole world to understand

Hail, Mary full of grace
The Lord is with thee
Blessed are thou among women
And blessed is the fruit of thy womb, Jesus
Oh holy Mary dear mother of God
Please pray for us sinners
Now and at the hour of our death
And give thanks once again
For the miracle of your rosary

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Não vos acobardeis

"Não vos acobardeis perante os problemas !

Não queirais fugir do vosso compromisso transigindo com a mediocridade ou o conformismo !

É hora de assumir responsabilidades, de se comprometer, de não retroceder !"

João Paulo II
Assunción, Maio de 1988

O heróico está no quotidiano

"Era necessário que o heróico se tornasse quotidiano e que o quotidiano se tornasse heróico"




João Paulo II


Norcia, Março 1980




"O quotidiano torna-se heróico porque é sinal e lugar de um Amor e o heróico torna-se quotidiano, no modo como a fé se confronta e arrisca nas circunstâncias"

Padre João Seabra in "As razões da nossa esperança"

Conversão diária

"O homem contemporâneo acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, mais na experiência do que na doutrina, mais na vida e nos factos do que nas teorias.

(...)

Não podemos pregar a conversão, se nós mesmos não nos convertermos todos os dias"

João Paulo II
Enciclica Redemptoris Missio

terça-feira, 26 de abril de 2011

Viu e acreditou

"Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer"

Caros amigos
possamos também CRER MAIS depois desta Pascoa!!

Possa a nossa vida transformar-se e tornar-se verdadeiro testemunho da Ressurreiçao do Senhor. Jesus está vivo e quer encontrar-te e econtrar tantos outros através de Ti!!

Que esta seja uma Pascoa diferente, verdadeira, radical!!


Linda V.

Pregar sem pregar

Há uns dias atrás, numa entrevista de Nuno Rogeiro ao director do Centro Madre Teresa de Calcutá, dizia o entrevista que um dos lemas da Madre Teresa era "pregar sem pregar", isto é, fazer apostolado através do exemplo da caridade.


Hoje, o mundo e as pessoas, mais do que pessoas convictas e arrogantes, querem ver pessoas que se dão, que demonstram com actos o que acreditam.

"Nisto" conhecerão que são meus discípulos.

Oração no Youcat

É suficiente orar quando se tem vontade ?

Não. Quem ora apenas quando tem vontade ou está bem disposto ou não leva Deus a sério, desaprende de orar. A oração vive da fidelidade.

Será a oração uma fuga da realidade ?

Orar não rouba tempo, mas duplica o tempo restante, enchendo-o de sentido a partir do seu interior.

domingo, 24 de abril de 2011

Bem-aventurado o homem que sofre tentação

"Bem-aventurado o homem que sofre a tentação porque, depois que tiver sido provado, receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que O amam.

Ninguém, quando é tentado, diga que é tentado por Deus, porque Deus não pode ser tentado pelo mal e não tenta ninguém.

Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e seduz e a concupiscência depois de ter concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, origina a morte".


Epístola de S.Tiago I, 12-15.

Aridez espiritual

Os momentos de aridez espiritual são permitidos por Deus para que a nossa fé, a nossa piedade e o nosso amor a Deus entrem numa nova fase, uma fase de maior verdade e de maturidade e consolidação espiritual.
Tal como, na subida ao monte Carmelo, se se começa a sentir o peso da Cruz, é bom sinal, é sinal que a subida que o grau de inclinação está maior e que se está a subir cada vez mais.



A aridez robustece, purifica e humilha a alma, tornando-a mais próxima de Deus, tal como Jesus no Horto das Oliveiras, sem sentimentos nem consolações humanas.


Nós e a mera vontade de cumprir a vontade de Deus, ainda que a contrapelo.




É a hora de saborear o cálice que Cristo provou:


- Podem beber o cálice que eu bebo ?


- Sim, Possumus, podemos.


Não deve o discipulo ser mais do que o mestre.

É a altura de dizer a Deus "Não importam as consolações e a satisfação da Tua presença, basta-me tão somente a consciência dessa presença, sem mais" .


Que não possam dizer de nós o que disseram de alguém: "Não tinham senão sentimento e quando este desaparece, nada mais, de facto, lhes fica"

São momentos para recitar, reflectir e rezar o Salmo 31 e pedir a Deus para "querer querer"


São momentos em que se faz uma oração da vontade, em que não se obtém nenhum afectou ou qualquer satisfação sensitiva dessa oração, mas na qual honramos a Deus, santificamo-nos mais e agradamos a Deus.

domingo, 3 de abril de 2011

Imitar Cristo na Cruz

"Fomentar muitos actos de reparação e de dor de Amor, pedindo perdão pelas nossas faltas pessoais e da humanidade inteira.

Nas provas amargas da paixão, tratai de consolar Nosso Senhor Jesus Cristo, com

as vossas palavras cheias de carinhos,

as vossas obras fiéis,

a vossa mortificação e penitência generosas, sobretudo no cumprimento dos deveres de cada momento: ajudaremos Jesus Cristo a levar a Cruz, seremos corredentores.

Nisto consiste a santidade:

- Em identificarmo-nos com Jesus Cristo crucificado!"


Álvaro del Portillo

Carta pastoral de Abril de 1993


"Rechaça o medo à cruz!

(...) Vês a Jesus Cristo cravado nela e, todavia, buscas só o que te dá prazer e te é agradável ?

Isto não pode ser !

Não te lembras que o discipulo não pode ser mais do que o o mestre (Cfr. Mt 10,24)"


Meditação de 15 de Abril de 1960

S. José Maria Escrivá de Balaguer

sábado, 2 de abril de 2011

Salmo responsorial 22

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. Refrão

Ele me guia por sendas direitas
 por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
 me enchem de confiança.  Refrão

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e meu cálice transborda. Refrão

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.

Maria ajuda-nos a pôr Deus em 1º lugar

Maria ensina-nos a ser instrumentos em tudo o que não é nosso (tal como o nosso tempo e o cumprimento das nossas práticas diárias de caridade e piedade) porque é de Deus e a ceder ao mesmo tempo em tudo o que é pessoal.


Por outras palavras, ajuda-nos, com o seu exemplo, a preservarmos aquilo que em nós está consagrado e é devido a Deus e, por outro lado, a sermos generosos para entregar mais do que é nosso a Deus.

Deus primeiro, o trabalho depois

"(...) nunca nos deixemos inquietar pelas nossas ocupações, por mais urgentes e graves que sejam. Esmeremo-nos em conservar a serenidade em todo o nosso proceder. Que os nossos movimentos, o nosso andar, o nosso modo de falar sejam reflexo de uma alma senhora de sim (..) e seremos sempre pessoas calmas e com domínio próprio.

(....)

"O trabalho não é um fim, é só uma tarefa que corresponde à vontade de Deus e que, vivida com critério sobrenatural, não pode impedir o cumprimento dos demais deveres de estado e da vida cristão.

Se houver obrigações que não possamos terminar no dia com com a seriedade e a aplicação que o dever exige, permaneçamos em paz: a vonta divina já foi cumprida nesse dia. Fizemos o que nos competia e o Senhor está contente. Recomeçaremos no dia seguinte (...).

A paz interior, a posse de si mesmo, bem vale o sacrifício do pareço e da afeição dos homens".
"O dom de si" Joseph Schijivers

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ut si !

Para manifestar a Deus o nosso desejo de que todas as 24 horas do nosso dia sejam para Ele e segundo a Sua vontade, podemos dizer, muitas vezes ao dia, esta jaculatória: Domine, ut sit ! Senhor, que seja, que seja feita a tua vontade em mim, que se faça realidade em mim o Reino de Deus Faça-se: Fiat! Que seja: Ut sit! Como dizia, há uns anos atrás, S. José Maria Escrivá: Vontade Deus: Que em mim se cumpra, que por mim se cumpra, que para mim se cumpra, que comigo se cumpra, que ao redor de mim se cumpra!

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