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quinta-feira, 28 de julho de 2016

O Pai Nosso, segundo o Papa Francisco

Quando orardes, dizei:" Pai ... ", respondeu Jesus, e o Papa salientou que esta palavra “Pai”  o "segredo" da oração de Jesus, é a chave que Ele nos dá para entrarmos numa relação de diálogo confidencial com Deus.
Ao apelativo "Pai" Jesus associa dois pedidos – prosseguiu Francisco: 
"Santificado seja o vosso nome, venha o vosso reino", para realçar que a oração de Jesus, e também a oração cristã, é antes de tudo dar um lugar a Deus, deixando-o manifestar a sua santidade em nós e fazendo progredir o seu reino na nossa vida.
Outros três pedidos complementam o "Pai Nosso", pedidos que exprimem as nossas necessidades fundamentais: pão, perdão e ajuda na tentação:
“O pão que Jesus nos faz pedir é o pão necessário e não o supérfluo; é o pão dos peregrinos, um pão que não se acumula nem se desperdiça, pão que que não torna pesada a nossa marcha; o perdão é, antes de tudo, aquele que nós mesmos recebemos de Deus: somente a consciência de sermos  pecadores perdoados pela infinita misericórdia de Deus pode fazer-nos capazes de fazer gestos concretos de reconciliação fraterna; o último pedido, "não abandonar-nos na tentação", exprime a consciência da nossa condição, sempre exposta às insídias do mal e da corrupção”.
E Jesus prossegue tomando como modelo de oração a atitude de um amigo em relação com outro amigo e a de um pai em relação com o filho. Ambas as parábolas querem ensinar-nos a ter plena confiança em Deus, que é Pai, disse o Papa ressaltando que Ele sabe melhor que nós as nossas necessidades, mas quer as apresentemos a ele com coragem e com insistência, pois esta é a nossa maneira de participar na Sua obra de salvação.
“A oração é o primeiro e o  principal ‘instrumento de trabalho’ em nossas mãos! 
Insistir com Deus não é para convencê-lo, mas para fortalecer a nossa fé e a nossa paciência, ou seja, a nossa capacidade de lutar juntamente com  Deus pelas coisas que verdadeiramente são importantes e necessárias. Na oração somos dois: Deus e eu a lutar juntos para as coisas importantes”.
Entre estas coisas importantes, disse ainda Francisco, tem uma que é mais importante do que todas, mas que quase nunca pedimos, e é o Espírito Santo, pois Jesus diz: "Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso  Pai celeste dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!". 
O Espírito Santo serve para vivermos bem, para vivermos com sabedoria e amor, fazendo a vontade de Deus, concluiu convidando a todos e a cada um a pedir ao Pai durante esta semana: “Pai, dá-me o Espírito Santo, Pai, dá-me o Espírito Santo”. 
Que a Virgem Maria cuja vida foi toda ela animada pelo Espírito de Deus, nos ajude a rezar ao Pai unidos a Jesus, e a vivermos não de maneira mundana, mas segundo o Evangelho, guiados pelo Espírito Santo.

Angelus
24-VII-2016

domingo, 18 de outubro de 2015

Rezemos muito para não cair na hipocrisia de vida

Diante de todos estes medos que nos colocam aqui e ali, e que nos coloca o vírus, o fermento da hipocrisia farisaica, Jesus nos diz: “Há um Pai. Há um pai que ama você. Há um Pai que cuida de você'”.
E há uma só maneira de evitar o contágio, diz Papa Francisco.
É o caminho indicado por Jesus: rezar. A única solução, concluiu, para evitar cair naquela “atitude hipócrita que não é nem luz, nem escuridão”, mas é “a metade” de um caminho que “nunca vai chegar à luz de Deus”:
Rezemos. Rezemos muito

Homilia do Papa Francisco na Casa de Santa Marta, 16 de Outubro de 2015

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O perfil dos filhos de Deus

 
 
Serão filhos de Levi, bem purificados no fogo das grandes tribulações, e bem colados a Deus22, que levarão o ouro do amor no coração, o incenso da oração no espírito, e a mirra da mortificação no corpo e que serão em toda parte para os pobres e os pequenos o bom odor de Jesus Cristo, e para os grandes, os ricos e os orgulhosos do mundo, um odor repugnante de morte.
57. Serão nuvens trovejantes esvoaçando pelo ar ao menor sopro do Espírito Santo, que, sem apegar-se a coisa alguma nem admirar-se de nada, nem preocupar-se, derramarão a chuva da palavra de Deus e da vida eterna.
Trovejarão contra o pecado, e lançarão brados contra o mundo, fustigarão o demônio e seus aliados, e, para a vida ou para a morte, traspassarão lado a lado, com a espada de dois gumes da palavra de Deus (Cf. Ef 6, 17), todos aqueles a quem forem enviados da parte do Altíssimo.

22) Tradução enérgica da palavra de São Paulo (1Cor 6, 17): "Qui adhaeret Domino".

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria. S.Luis Maria Grignion de Montfort. Pontos 56 e 57

 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Vivermos como Filhos de Deus

Tuttavia, questa relazione filiale con Dio non è come un tesoro che conserviamo in un angolo della nostra vita, ma deve crescere, dev’essere alimentata ogni giorno con l’ascolto della Parola di Dio, la preghiera, la partecipazione ai Sacramenti, specialmente della Penitenza e dell’Eucaristia, e la carità. Noi possiamo vivere da figli!
E questa è la nostra dignità - noi abbiamo la dignità di figli -.
Comportarci come veri figli! Questo vuol dire che ogni giorno dobbiamo lasciare che Cristo ci trasformi e ci renda come Lui; vuol dire cercare di vivere da cristiani, cercare di seguirlo, anche se vediamo i nostri limiti e le nostre debolezze
(...)
Non dobbiamo dimenticare: Dio sempre è fedele; Dio sempre è fedele con noi. Essere risorti con Cristo mediante il Battesimo, con il dono della fede, per un’eredità che non si corrompe, ci porti a cercare maggiormente le cose di Dio, a pensare di più a Lui, a pregarlo di più. Essere cristiani non si riduce a seguire dei comandi, ma vuol dire essere in Cristo, pensare come Lui, agire come Lui, amare come Lui; è lasciare che Lui prenda possesso della nostra vita e la cambi, la trasformi, la liberi dalle tenebre del male e del peccato.
Cari fratelli e sorelle, a chi ci chiede ragione della speranza che è in noi (cfr 1Pt 3,15), indichiamo il Cristo Risorto. Indichiamolo con l’annuncio della Parola, ma soprattutto con la nostra vita di risorti. Mostriamo la gioia di essere figli di Dio, la libertà che ci dona il vivere in Cristo, che è la vera libertà, quella che ci salva dalla schiavitù del male, del peccato, della morte! Guardiamo alla Patria celeste, avremo una nuova luce e forza anche nel nostro impegno e nelle nostre fatiche quotidiane.

Papa Francisco
Audiência Geral de 10 de Abril de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ser "Santo"

A palavra "santo" no hebraico, tem por sentido o ato de "cortar", em grego "separar-separado", "diferenciar- diferenciado". Em resumo, ser diferente. O contexto bíblico indica, que a pessoa que crê em Jesus, deve levar uma vida separada, diferenciada do atual modelo de vida da cultura vigente. A sua vida deve mostrar diferença quanto aos costumes desta sociedade secularista eque vive na prática voluntária de pecados) e adotar os mesmos procedimentos que Cristo Daqui

segunda-feira, 11 de março de 2013

Ser Filhos de Deus, sem medo de nada !

Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)

A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)

Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma manifestação de soberba? –
Não! É uma consequência da humildade, de uma humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação.
Tu tens todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o império, a dignidade...
Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue a tua fortaleza. (Forja, 342) [
 
S.José Maria Escrivá de Balaguer

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Confiar totalmente no Senhor

"De novo fala S. João: Considerai o amor que nos mostrou o Pai em querer que nos chamemos filhos de Deus, e que o sejamos... Caríssimos, agora já somos filhos de Deus.

Ao longo dos anos, tenho procurado apoiar-me sem desfalecimento nesta feliz realidade.
Em todas as circunstâncias, a minha oração tem sido a mesma com tonalidades diferentes.
Tenho-lhe dito:
- Senhor, Tu colocaste-me aqui; Tu confiaste-me isto ou aquilo, e eu confio em Ti. Sei que és meu Pai e tenho visto sempre que as crianças confiam absolutamente nos pais.
A minha experiência sacerdotal tem-me confirmado que este abandono nas mãos de Deus leva as almas a adquirir uma piedade forte, profunda e serena, que impele a trabalhar constantemente com rectidão de intenção".

S.José Maria Escrivá de Balaguer, in Amigos de Deus, 143.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A caridade faz-nos perseverar na filiação divina

"Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf.Gl 5, 22)."








Mensagem Quaresmal de 2013 do Papa Bento XVI (ponto 2)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Submeter-se à Grandeza de Deus que nos torna Grandes

"Ele (Jesus) considera-nos capazes de grandes coisas.
Crer significa submeter-se a esta grandeza e crescer pouco a pouco rumo a ela"

Bento XVI
Jesus de Nazaré. A Infância de Jesus. Editora Princípia. Página 105.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Piedade de meninos

"A  vida de oração e de penitência e a consideração da nossa filiação divina transformam-nos em cristãos profundamente piedosos, como meninos pequenos diante de Deus.
A piedade é a virtude dos filhos e, para que o filho possa entregar-se nos braços do seu pai, há-de ser e sentir-se pequeno, necessitado.
Tenho meditado com frequência na vida de infância espiritual, que não se contrapõe à fortaleza, porque requer uma vontade rija, uma maturidade bem temperada, um carácter firme e aberto".

S.José Maria Escrivá de Balaguer.
É Cristo que passa, nº 10

domingo, 23 de outubro de 2011

O que são os filhos de Deus ?

São "pessoas que andam, como Abrãao, à procura de
deus, pessoas que estão prontas a ouvi-lO e a seguir o seu chamamento; pessoas-poderíamos dizer- em atitude "de advento".


A última ceia é, por sua vez, a "reunião dos filhos de Deus, isto é, de todo aqueles que se deixam convocar por Ele".

Jesus de Nazaré II, página 145.
Papa Bento XVI

domingo, 27 de março de 2011

Abandono nos braços de Deus

Hoje, pela primeira vez, tiveste a sensação de que tudo se torna mais simples, de que tudo se "descomplica": vês, finalmente, eliminados problemas que te preocupavam. E compreendes que estarão mais e melhor resolvidos, quanto mais te abandonares nos braços do teu Pai Deus. - Por que esperas para te conduzir sempre - este tem de ser o motivo do teu viver! - como um filho de Deus? Ponto 226 Forja S.José Maria Escrivá de Balaguer

segunda-feira, 14 de março de 2011

O cristão filho de Deus

Acontece frequentemente que o valor de uma coisa reside no facto de ter pertencido a alguém; algo absolutamente vulgar adquire um novo valor se tiver sido possuído por uma pessoa famosa.
Em qualquer museu encontramos peças vulgarissimas - roupas, uma bengala, uma caneta, mobília - que apenas têm valor por terem pertencido a alguém importante.
É a pertença que lhes atribui valor.
É assim com o Cristão.
O Cristão pode ser uma pessoa normalissima, mas adquire um valor, uma dignidade e uma grandeza novos porque pertence a Deus.
A grandeza do Cristão reside no facto de que ele é de Deus
Pedro Pinto - O Povo

sábado, 23 de outubro de 2010

Cidadãos do Céu

"Os cristãos estão na carne, mas não vivem segundo a carne.
Passam a vida na terra, mas são cidadãos do Céu".

Epístola a Diogneto 5, 8-9 citado no ponto 2796 do Catecismo da Igreja Católica.

Filiação e liberdade

"Nós, ou nos desviamos do mal por temor do castigo e estamos na atitude do escravo, ou vivemos à espera da recompensa e parecemo-nos com os mercenários; ou finalmente, é pelo bem em si e por amor d'Aquele que manda que obedecemos...e, então, estamos na atitude própria dos filhos,"
S.Basílio, Reg. Fusius, pról.3 citado no ponto 1828 da Catecismo da Igreja Católica

Consequências da filiação divina

A Filiação Divina leva-me na oração, a tratar Deus com confiança, com uma audácia filial para tudo pedir na oração, sem hesitações (Cfr. Ponto 2610 do Catecismo da Igreja Católica), com simplicidade e Amor e, no apostolado, a actuar com uma santa teimosia:
"Reconhece, ó cristão, a tua dignidade. Uma vez constituído participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias da tua vida passada. Lembra-te de que Cabeça e de que Corpo és membro. Não te esqueças que foste libertado do poder das trevas e transferido para a luz do Reino de Deus".
S.Leão Magno, Sermões 21, 2-3 citado no ponto 1691 do Catecismo da Igreja Católica

Filiação Divina e Infância Espiritual

Assim como as crianças alertam os colegas quando dizem "Olha que o meu pai é polícia", também nós, cristãos, conscientes da nossa Filiação Divina, devemos dizer à carne e ao Demónio, "Olha que Deus é o meu pai".
Por isso, também, ao rezarmos o Pai Nosso, lembremo-nos de quem somos filhos!
"A consciência que temos da nossa situação de escravos devia fazer-nos sumir no chão; a nossa condição terrena dissolver-se-ia em pó, se a autoridade do nosso Pai em pessoa e do Espírito de Seu Filho não nos levasse a soltar este grito "Abbá, Pai!" (Rm 8,15)"
Quando é que a fraqueza dum mortal se atreveria a chamar a Deus seu pai, senão apenas porque Jesus Cristo pagou tal dignidade com o preço do seu sangue derramado na Cruz ?
Cfr S.Pedro Crisólogo, Serm. 71 citado no ponto 2777 do Catecismo da Igreja Católica

Filiação Divina, fundamento da vida interior

A consideração da nossa filiação divina há-de ser o fundamento para o nosso plano de vida, para o nosso trabalho e a nossa piedade para com Deus.
Esta consideração deve também estar presente quando a Cruz se nos apresenta sem que a esperemos, no meio das dificuldades e contrariedades imprevistas.

Alegria e Filiação Divina

A alegria cristã é contrária a qualquer forma de desalento.
O cristão é alegre, por saber que o Senhor já triunfou; 1º ao morrer na Cruz e, depois, ao ressuscitar e habitar no meu próprio coração onde habita em estado de Graça Santificante.
O cristão torna-se, assim, deste modo, Filho de Deus, o que nos deve encher de um saudável orgulho e complexo de superioridade em face das dificuldades e tentações.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nós somos os doentes e Deus o grande médico

"O que é esta vida senão uma grande sala cheia de pessoas mortalmente doentes, vigiadas "pelo grande médico que é Deus"?

Thomas More. Citado na biografia de Peter Acroyd. Pág. 260 citando Yale. Pág. 11

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