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terça-feira, 7 de junho de 2016

Os pequenos e grandes sacrifícios

«Amemo-l’O em verdade,
dando-lhe todos os sacrifícios
grandes e pequenos que Ele nos pedir
e retiremos forças na nossa união com Ele.
A alma que vive sob o olhar de Deus
encontra-se revestida da sua força
e é valente no sofrimento.»

Beata Isabel da Trindade | 1880 - 1906
Carta 308

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Holocausto nas pequenas coisas

«Está atenta às pequenas coisas:
tudo é grande diante do Senhor.
O Senhor não quer rapina no holocausto.
Dá-Lhe tudo.»

Beata Maria de Jesus Crucificado | 1846 - 1878
Elevações espirituais. 56

As pequenas flores e os pequenos cânticos de cada dia

«Não tenho outro meio de Te provar o meu amor,
senão o de lançar flores,
isto é,
não deixar escapar nenhum pequeno sacrifício,
nenhum olhar,
nenhuma palavra;
aproveitar todas as mais pequenas coisas
e fazê-las por amor[...]
Jesus,
para que Te servirão as minhas flores
e os meus cânticos?
Ah! bem sei,
esta chuva perfumada,
estas pétalas frágeis e sem nenhum valor,
estes cânticos de amor
do mais pequeno dos corações,
encantar-Te-ão.»


«Sim,
estes nadas alegrar-Te-ão,
e farão sorrir a Igreja triunfante.
Ela recolherá
as minhas flores desfolhadas por amor
e, fazendo-as passar pelas tuas divinas mãos, ó Jesus,
a Igreja do Céu,
querendo brincar com a sua filhinha,
lançará também ela essas flores,
que adquiriram pelo Teu toque divino um valor infinito,
lançá-las-á sobre a Igreja padecente para lhe extinguir as chamas,
e lançá-las-á sobre a Igreja militante
para a fazer alcançar a vitória!... »

Santa Teresa do Menino Jesus | 1873 - 1897
Manuscrito B. 4vº


«Sim, meu Bem-amado! Assim se consumirá a minha vida...
Não tenho outro meio de Te provar o meu amor,
senão o de lançar flores,
isto é, não deixar escapar nenhum pequeno sacrifício,
nenhum olhar,
nenhuma palavra;
aproveitar todas as mais pequenas coisas
e fazê-las por amor...
Quero sofrer por amor e gozar por amor.
Assim lançarei flores diante do Teu trono.
Não encontrarei nenhuma
sem a desfolhar para Ti...
E depois, ao lançar as minhas flores, cantarei,
(poder-se-ia chorar ao praticar uma ação tão alegre?),
cantarei, mesmo quando tiver de colher as minhas flores
no meio de espinhos;
e o meu cantar será tanto mais melodioso
quanto maiores e mais agudos forem os espinhos.»

Santa Teresa do Menino Jesus | 1873 - 1897
Manuscrito B, 4rº-4vº

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Torna-me fiel às pequenas luzes e inspirações

«Ó meu Deus,
torna-me fiel às pequenas luzes,
às pequenas inspirações.»

Beata Maria de Jesus Crucificado | 1846 - 1878
Elevações espirituais, 55
Senhor,
Ajuda-me a compreender
cada vez mais profundamente
que tudo na minha vida depende
de pequenos passos possíveis.
Um de cada vez, dia após dia…
e ao fim de algum tempo
será muito grande o percurso andado.
As grandes coisas
fazem-se de muitas pequenas coisas.
Sim, faz-me fiel às pequenas inspirações
e luzes de cada dia, de cada momento
e dá-me a fidelidade
para as pôr em prática.
Ajuda-me, Senhor!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Uma pessoa enamorada enche o dia de delicadezas

"Uma pessoa enamorada enche o dia de delicadezas, não contorna o sacrifício, nem a entrega, nem se deixa levar por desculpas ou regateios.
Essa alma, ainda sendo feliz, nunca está satisfeita da sua entrega ao amado: menos ainda, quando é Deus o mote do seu amor"


Beato Álvaro del Portillo. Bispo.

In Recuerdo de Alvaro del Portillo. Prelado do Opus Dei. Salvador Bernal, Rialp, pág. 20

sábado, 22 de novembro de 2014

Maria santifica as pequenas coisas

"Maria santifica as mais pequenas coisas, aquilo que muitos consideram erradamente como não transcendente e sem valor:
o trabalho de cada dia,
os pormenores de atenção com as pessoas queridas,
as conversas e as visitas por motivo de parentesco ou de amizade...
 
Bendita normalidade, que pode estar cheia de tanto amor de Deus!

Na verdade, é isso o que explica a vida de Maria: o amor.
Um amor levado até ao extremo, até ao esquecimento completo de si mesma, contente por estar onde Deus quer que esteja e cumprindo com esmero a vontade divina.
Isso é o que faz com que o mais pequeno dos seus gestos nunca seja banal, mas cheio de significado. Maria, nossa Mãe, é para nós exemplo e caminho.
Havemos de procurar ser como Ela nas circunstâncias concretas em que Deus quis que vivêssemos.

Procedendo deste modo, daremos aos que nos cercam o testemunho de uma vida simples e normal, com as limitações e com os defeitos próprios da nossa condição humana, mas coerente"

S. José Maria Escrivá. É Cristo que passa. Ponto 148

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A santidade do dia a dia




"A santidade é algo maior, mais profundo que Deus nos dá.
Antes, é justamente vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho cristão nas ocupações de cada dia que somos chamados a nos tornar santos.
E cada um nas condições e no estado de vida em que se encontra.
(...)  É casado? Seja santo amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja.
(...)
 “Mas, padre, eu trabalho em uma fábrica; eu trabalho como contabilista, sempre com os números, ali não se pode ser santo…” – “Sim, pode!
Ali onde você trabalha você pode se tornar santo. Deus te dá a graça de se tornar santo. Deus se comunica a você”.
Sempre em cada lugar é possível tornar-se santo, isso é, pode-se abrir a esta graça que nos trabalha por dentro e nos leva à santidade.
(...) 
E é preciso tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó, é preciso tanta paciência e nesta paciência vem a santidade: exercitando a paciência.
(...)
 Então: cada estado de vida leva à santidade, sempre!
Na sua casa, na estrada, no trabalho, na Igreja, naquele momento e no teu estado de vida foi aberto o caminho rumo à santidade.
Não desanimem de andar neste caminho.
É o próprio Deus que nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que nós estejamos em comunhão com Ele e a serviço dos irmãos.
3. Neste ponto, cada um de nós pode fazer um pouco de exame de consciência, agora podemos fazê-lo, cada um responde a si mesmo, dentro, em silêncio:
como respondemos até agora ao chamado do Senhor à santidade?
Tenho vontade de me tornar um pouco melhor, de ser mais cristão?
Este é o caminho da santidade.
Quando o Senhor nos convida a nos tornar santos, não nos chama a algo de pesado, de triste…
Tudo outra coisa! É um convite a partilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com alegria cada momento da nossa vida fazendo-o se tornar ao mesmo tempo um dom de amor para as pessoas que estão próximas a nós.
Se compreendemos isso, tudo muda e adquire um significado novo, um significado belo, um significado a começar pelas pequenas coisas de cada dia.
Um exemplo. Uma senhora vai ao supermercado fazer as compras e encontra uma vizinha e começam a falar e depois vem as fofocas e esta senhora diz: “não, não, não, eu não falarei mal de ninguém”. Isto é um passo para a santidade, ajuda-nos a nos tornar mais santos.
Depois, na sua casa, o filho te pede para falar um pouco das suas coisas fantasiosas: “ah, estou tão cansado, trabalhei tanto hoje…” – “Você se acomode e escute o teu filho, que precisa disso!”.
E você se acomoda, escute com paciência: isto é um passo para a santidade.
Depois termina o dia, estamos todos cansados, mas tem a oração.
Façamos a oração: também isto é um passo para a santidade.
Depois chega o domingo e vamos à Missa, fazemos a comunhão, às vezes precedida de uma bela confissão que nos limpa um pouco. Este é um passo para a santidade.
Depois pensamos em Nossa Senhora, tão boa, tão bela, e pegamos o rosário e o rezamos. Este é um passo para a santidade.
Depois vou pelo caminho, vejo um pobre necessitado, paro, pergunto algo pra ele, dou algo a ele: é um passo para a santidade.
São pequenas coisas, mas tantos pequenos passos para a santidade.
Cada passo para a santidade nos tornará pessoas melhores, livres do egoísmo e do fechamento em si mesmo, e abertos aos irmãos e às suas necessidades."
Papa Francisco Audiência Geral 19-11-2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O Reino de Deus cresce dentro em silêncio

 
 
 
“(...) o Reino de Deus é silencioso, cresce dentro”. Em seguida, Francisco citou as palavras de Jesus: “também para o Reino chegará o momento de manifestar a força, mas será somente no final dos tempos”.
“O dia em que fará barulho, o fará como um relâmpago que atravessa os céus. Assim fará o Filho do homem no seu dia, no dia em que fará barulho. E quando se pensa na perseverança de tantos cristãos – homens e mulheres – que levam adiante a família, que cuidam dos filhos, que cuidam dos avós, que chegam ao fim do mês com meio euro no bolso mas rezam, ali está o Reino de Deus; escondido na santidade da vida cotidiana, na santidade de todos os dias, porque o Reino de Deus não está longe de nós, está perto! Esta é uma das suas características: proximidade, todos os dias”.
Também quando descreve o seu retorno numa manifestação de glória e de poder, Jesus – insistiu o Papa – acrescentou que “antes é necessário que ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração”. Isto quer dizer, notou o Papa, que “o sofrimento, a cruz, a cruz cotidiana da vida – a cruz do trabalho, da família, de fazer bem as coisas – esta pequena cruz cotidiana é parte do Reino de Deus”. E encerrou: peçamos ao Senhor a graça de “zelar pelo Reino de Deus que está dentro de nós com a oração, a adoração e o serviço da caridade, silenciosamente”.
O Reino de Deus é humilde, como a semente: humilde; mas cresce, eh? Pela força do Espírito Santo. A nós cabe deixá-lo crescer em nós, sem nos vangloriar; deixar que o Espírito venha, nos transforme a alma e nos leve avante no silêncio, na paz, na serenidade, na proximidade a Deus, aos outros, na adoração a Deus, sem espetáculos”.
 
Papa Francisco
Homilia da Casa de Sta Marta 13 de Novembro de 2014

domingo, 1 de junho de 2014

Coisas pequenas com Amor

"Nesta vida não podemos fazer coisas grandes, mas podemos fazer coisas pequenas com um grande Amor"

Madre Teresa de Calcutá

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Jesus deseja ser recebido a todo o instante

«Jesus deseja ser recebido pelas almas,
não só sob as espécies eucarísticas,
mas a todo o instante,
sob a aparência de contrariedades,
de confrontos,
de penas.»

Beata Maria Cândida da Eucaristia | 1884 – 1949
Cartas III, carta 24

Senhor,
como é reconfortante saber
que estás sempre comigo,
como estás em cada momento da minha oração
ou da Eucaristia.
Sim, porque cada um dos meus dias
é um prolongamento do que celebro na Missa,
uma actualização dos meus propósitos do tempo de oração.
Vens ao meu encontro em cada momento,
com um acontecimento e, simultaneamente,
com uma graça para esse momento,
onde Tu te dás a mim em comunhão,
na fé,
ajudando-me a responder-Te segundo a Tua vontade de Amor:
com brandura, paciência, amor, disponibilidade,
generosidade, compreensão, perdão…
Se souber responder
estou igualmente a comungar-Te no sacramento do irmão,
no sacramento do meu trabalho,
da minha família, dos meus amigos ou menos amigos.
Um sacramento veicula a tua Vida para a minha vida.
E isso acontecerá sempre, segundo a Tua graça - que nunca falta-
e a minha fé,
que uma vez mais Te peço que em mim aumentes!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O incálculável valor da mais pequenina coisa

«É incalculável o valor da mais pequenina coisa
que se faça por amor de Deus;
nem os olhos deveríamos mover,
senão por este motivo e para agradar-Lhe.»

Santa Teresa de Jesus | 1515 - 1582
Fundações 12,7

sábado, 4 de janeiro de 2014

Comecemos onde estamos

"A gravidade duma globalização que, trazendo e possibilitando proximidades inéditas, nem sempre quer dizer vizinhança e fraternidade universais, exige-nos um compromisso reforçado, tanto pelos problemas a resolver como pelos meios de que hoje dispomos para tal.

Comecemos onde estamos,
como “fermento evangélico na massa do mundo”.
Pouco a pouco,
exemplo a exemplo, o bom contágio alargará.
Se fizermos o que Deus quer que se faça, para bem de todos as suas criaturas, ficaremos surpreendidos com o alcance dos pequenos gestos, como quando poucos pães conseguiram alimentar uma multidão inteira e ainda sobrou muito (cf. Jo 6, 4 ss).

Homilia de D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, de 1 de Janeiro de 2014

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Alegria no meio das pequenas coisas

"Mas o convite mais tocante talvez seja o do profeta Sofonias, que nos mostra o próprio Deus como um centro irradiante de festa e de alegria, que quer comunicar ao seu povo este júbilo salvífico.
Enche-me de vida reler este texto:
«O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso salvador!
Ele exulta de alegria por tua causa, pelo seu amor te renovará. Ele dança e grita de alegria por tua causa» (3, 17).
É a alegria que se vive no meio das pequenas coisas da vida quotidiana, como resposta ao amoroso convite de Deus nosso Pai: «Meu filho, se tens com quê, trata-te bem (...). Não te prives da felicidade presente» (Sir 14, 11.14). Quanta ternura paterna se vislumbra por detrás destas palavras!"

Evangelii Gaudium. Papa Francisco. ponto 4

sábado, 28 de setembro de 2013

Creio na mesquinhez da minha alma; creio na morte diária que me sorri

"Quero crer em Deus Pai, que me ama como filho, e em Jesus, o Senhor, que infundiu o seu Espírito na minha vida, para me fazer sorrir e levar-me assim para o Reino Eterno da vida.
(...)
Creio na mesquinhez da minha alma, que procura engolir sem dar...sem dar.
(...)
Creio na morte diária, ardente, de que fujo, mas que me sorri convidando-me a aceitá-la.
(...)
Creio em Maria, minha mãe, que me ama e nunca me deixará só"

Profissão de fé escrita por Jorge Bergoglio pouco antes de ser ordenado.

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Paulinas. Pág. 131

sábado, 21 de setembro de 2013

Valorizar as coisas pequenas no interior de grandes horizontes


 "Esta virtude do grande e do pequeno é a magnanimidade, que da posição em que estamos nos faz olhar sempre o horizonte.
É fazer as coisas pequenas de cada dia com o coração grande e aberto a Deus e aos outros.
É valorizar as coisas pequenas no interior de grandes horizontes, os do Reino de Deus».



Papa Francisco 20-IX-2013 Entrevistado pelo Padre Antonio Spadaro, SJ | Brotéria

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Os germes de novos mundos

"(Nós os católicos) Ignoramos a tensa expetativa com que o Céu está pendente das nossa opções mais incipientes.
Não sabemos que aqui, nas pequenas oportunidades de cada dia, se escondem os germes de novos mundos que podem nascer para Deus ou ser esmagados em embrião pela nossa incúria.
(....)
Se ao menos estivéssemos olhos para ver, compreenderíamos que Jesus está ao nosso lado, com os sinais da agonia no rosto, esperando por alguém que o console, mas sem achar ninguém (Salmo 68, 21). Está ao nosso lado e nós tagarelamos distraídos, enquanto subimos o caminho que leva ao lugar onde se consuma a tragédia, lá onde Ele pende suspenso entre o céu e a terra, vindo de um e rejeitado pela outra"

A Amizade com Cristo. Robert Hugh Benson. Quadrante. SPaulo. 1996. Págs. 89 e 90

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Que a alma demos ao que é do dia-a-dia

"Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia"

Sebastião da Gama
É pelo Sonho que vamos, pág.65

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O afeto interior unido ao cumprimento das obrigações

«Que a nossa alma abrace de tal forma o cumprimento das suas obrigações que quando cumpra exteriormente alguma [obrigação], lhe una o afecto interior.»
 
Madre Maria de São José | † 1603 Instrução de Noviças

sábado, 7 de setembro de 2013

O valor das pequenas coisas do dia a dia


"(...) enquanto a divina Providência te não envia aflições tão sensíveis e tão grandes, e te não exige o sacrifício dos olhos, dá-lhe, pelo menos, os teus cabelos . Quero dizer, sofre com toda a paciência aquelas leves injúrias, aqueles pequenos incómodos, aquelas perdas de pouca importância, que te ocorrem cada dia: porque por meio destas pequenas ocasiões, empregadas com amor e emprenho, conquistarás inteiramente o seu coração e o tornarás todo teu; estas pequenas caridades quotidianas, a dora de cabeça, a dor de dentes, o corrimento, as extravagâncias do marido ou da mulher, o quebrar-se de um vidro, o desdém ou o sobrecenho carregado, a perda das luvas, do lenço ou do anel, o pequeno incómodo que sofremos indo-nos deitar cedo, a fim de nos levantarmos de madrugada para orar, para comungar, a pequena vergonha que se tem em fazer certas práticas de devoção em público; enfim todos estes pequenos incómodos, tomados e abraçados com amor, são em extremo agradáveis à divina Bondade, que só por um copo de água prometeu aos seus fiéis o mar de todas as felicidades e como estas ocasiões se oferecem a cada passo, se bem as aproveitarmos, são excelente meio para entesoirar muitas riquezas espirituais" Introdução à Vida Devota. S.João Boaventura. Fundação Voz Portucalense Págs. 152 e 153.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ninguém te pode magoar a não ser tu mesmo


A parábola da casa na rocha é utilizada num sermão de João Crisóstomo, como prova da sua tese: «Ninguém te pode magoar a não ser tu mesmo.»
Aquele que constrói a sua casa na rocha não pode ser prejudicado pelas tormentas interiores e exteriores.
As tormentas de emoções que correm para ele não o magoam.
As pessoas que lutam contra ele, que o difamam, que intrigam contra ele, não têm qualquer poder sobre ele.
A sua casa permanece de pé.

O seu fundamento não está em ser amado pelos homens, mas por Cristo. Numa comunidade acabamos sempre por ser magoados. Aí, temos por vezes a sensação de que estamos num pântano de emoções, numa maré de agressões reprimidas e de necessidades oprimidas. Muitos sucumbem a esta maré.
 

A verdadeira qualidade de vida está em experimentar a grandeza do coração no meio da pequenez do dia a dia.
Quando eu percorro os conflitos diários e a pequenez que me rodeia, com este grande coração, torno-me vivo e livre.
E ninguém me pode tirar essa grandeza da vida.

 

Anselm Grün
In Bento de Núrsia - Mestre da espiritualidade, ed. Paulinas
04.09.13

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