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sábado, 14 de outubro de 2017

Vigiar olhando a Cristo Crucificado




Somente Cristo crucificado nos salvará dos demônios que nos fazem “deslizar lentamente para a mundanidade”, salvando-nos até mesmo da “insensatez” da qual fala São Paulo aos Gálatas – e “da sedução”.
(…)
O Senhor – explica o Papa – “pede para sermos vigilantes”, para não cairmos em tentação. 
Por isto, o cristão está sempre “em vigilância, vigia, está atento”, como “um sentinela”.
“(…) porque os demónios entram “na surdina”:
“Começam a fazer parte da vida. Também com as suas ideias e as suas inspirações, ajudam aquele homem a viver melhor... e entram na vida do homem, entram em seu coração e por dentro começam a mudar este homem, mas tranquilamente, sem fazer barulho.
(…)
A mundanidade, por outro lado, é “um passo adiante na ‘possessão’ do demônio”, acrescenta Francisco.
É um “encantamento”, é a “sedução”. Porque é o “pai da sedução”.
E quando o demônio entra “tão suavemente, educadamente e toma posse de nossas atitudes”, explica o Papa, os nossos valores “vão do serviço a Deus à mundanidade”.
Assim nos tornamos “cristãos mornos, cristãos mundanos” com uma “mistura” - que o Papa chama de “salada de frutas” - entre “o espírito do mundo e o espírito de Deus”.
(…)
“Vigiar significa entender o que acontece no meu coração, significa parar um pouco e examinar a minha vida.
Sou cristão?
(…)
Minha vida é cristã ou é mundana? E como posso entender isso?
A mesma receita de Paulo: olhar para Cristo crucificado.
A mundanidade só vê onde está e se destrói diante da cruz do Senhor.
E este é o propósito do Crucifixo em nossa frente: não é um ornamento;
É exatamente o que nos salva desses encantamentos, dessas seduções que nos levam à mundanidade”.
O Pontífice exorta a nos perguntarmos se olhamos para o “Cristo crucificado”, se fazemos “a Via Sacra para ver o preço da salvação”, não só dos pecados, mas também da mundanidade”:
“Então, como eu disse, o exame de consciência, para ver o que ocorre. Mas sempre diante do Cristo crucificado. A oração.
E depois, fará bem fazer-se uma fratura, não nos ossos: uma fratura nas atitudes confortáveis: as obras de caridade. Estou confortável, mas vou fazer isso, que me custa. Visitar uma pessoa doente, ajudar alguém que precisa... não sei, uma obra de caridade. E isso rompe a harmonia que procura fazer esse demônio, esses sete demônios com o chefe, para fazer a mundanidade espiritual”. (Papa Francisco. Homilia na Casa de Santa Marta 13/10/2017)

sábado, 16 de janeiro de 2016

Renunciar à impiedade

Tito 2,11-14.3,4-7.
Caríssimo: Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens.
Ela nos ensina a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos, para vivermos, no tempo presente, com temperança, justiça e piedade,
aguardando a ditosa esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo,
que Se entregou por nós, para nos resgatar de toda a iniquidade e preparar para Si mesmo um povo purificado, zeloso das boas obras.
Mas, quando se manifestou a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens,
Ele salvou-nos, não pelas obras justas que praticámos, mas em virtude da sua misericórdia, pelo batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo.
Deus derramou abundantemente o Espírito sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador,
para que, justificados pela sua graça, nos tornássemos, em esperança, herdeiros da vida eterna.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Avançar um passo a cada dia, sem retroceder

"(...) a nossa fraqueza, o pecado original e o diabo sempre nos levam para trás”. 

O autor da Carta aos Hebreus, acrescentou, “nos adverte contra esta tentação de retroceder”, de “regredir, de ceder”

É preciso “ir avante – exortou – sempre: um pouco a cada dia” mesmo “quando existe uma grande dificuldade”:

“Alguns meses atrás, encontrei uma mulher. Jovem, mãe de família – uma bela família – que tinha um câncer. Um câncer feio. Mas ela vivia com felicidade, agia como se estivesse saudável. E falando desta atitude, me disse: ‘Padre, faço de tudo para vencer o câncer!’. 
Assim deve ser o cristão. Nós que recebemos este dom em Jesus Cristo e passamos do pecado, da vida de injustiça à vida do dom em Cristo, no Espirito Santo, devemos fazer o mesmo. 
Um passo a cada dia. Um passo a cada dia”.

(...)

O Papa indicou algumas tentações, como a “vontade de falar mal” de alguém
E naquele caso, disse, é preciso se esforçar para calar. 
Ou quando ficamos com preguiça de rezar, mas depois acabamos rezando um pouco. Partir das pequenas coisas, reiterou Francisco:

“Nos ajudam a não ceder, a não retroceder, a não voltar para a injustiça, mas a ir avante rumo a este dom, esta promessa de Jesus Cristo, que será propriamente o encontro com Ele. 
Peçamos ao Senhor esta graça: de sermos bons, de sermos bons neste treinamento da vida rumo ao encontro, porque recebemos o dom da justificação, o dom da graça, o dom do Espírito em  Cristo Jesus”. 


Homilia do Papa Francisco na Casa de Sta Marta, 22 de Outubro de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

Vigilância e discernimento

Num caminho de fé “as tentações voltam sempre, o espírito ruim não se cansa nunca”. Quando é expulso “tem paciência, espera para voltar” e quando entra, cai em uma situação pior.
De fato, antes, sabia-se que era “um demônio que atormentava”.
Depois, “o Maligno se esconde, vem com seus amigos muito educados, bate à porta, pede licença, entra, convive com o homem na sua vida cotidiana e pouco a pouco, dá as instruções”. Com “esta modalidade educada” o diabo convence a “fazer as coisas com relativismo”, tranquilizando a consciência:
“Tranquilizar a consciência, anestesiar a consciência, é um grande mal. Quando o espírito ruim consegue anestesiar a consciência, pode-se falar de uma verdadeira vitória: se transforma no dono daquela consciência. ‘Mas isto acontece em todo lugar! Sim, mas todos, todos temos problemas, todos somos pecadores, todos...’ E em todos, inclui-se o ‘ninguém’. Ou seja, ‘todos menos eu’. E assim se vive a mundanidade, que é filha do espírito ruim”.
O Papa reitera as duas palavras: vigilância e discernimento:
Vigilância: a Igreja nos aconselha sempre o exercício do exame de consciência:
o que aconteceu hoje no meu coração?
Veio a mim o demônio bem educado com seus amigos?
Discernimento: de onde vêm os comentários, as palavras, os ensinamentos... quem diz isto?
Discernir e vigilar, para não deixar entrar aquilo que engana, que seduz e fascina.
Peçamos ao Senhor a graça do discernimento e a graça da vigilância”. 
 
Homilia do Papa Francisco na Casa de Santa Marta, 9 de Outubro de 2015

Rezemos muito para não cair na hipocrisia de vida

Diante de todos estes medos que nos colocam aqui e ali, e que nos coloca o vírus, o fermento da hipocrisia farisaica, Jesus nos diz: “Há um Pai. Há um pai que ama você. Há um Pai que cuida de você'”.
E há uma só maneira de evitar o contágio, diz Papa Francisco.
É o caminho indicado por Jesus: rezar. A única solução, concluiu, para evitar cair naquela “atitude hipócrita que não é nem luz, nem escuridão”, mas é “a metade” de um caminho que “nunca vai chegar à luz de Deus”:
Rezemos. Rezemos muito

Homilia do Papa Francisco na Casa de Santa Marta, 16 de Outubro de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Um coração enamorado e não uma vida cómoda

Sulco
795
"O que é preciso para conseguir a felicidade não é uma vida cómoda, mas um coração enamorado".

S.José Maria Escrivá citado na audiência prévia pelo Papa Francisco 1-IV-2015

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Perseverar e não retroceder

Carta aos Hebreus 10,32-39
S.Paulo

"Irmãos:
Lembrai-vos dos primeiros dias, em que, depois de terdes sido iluminados, suportastes tão grandes e dolorosos combates,ora expostos publicamente aos insultos e tribulações, ora tornando-vos solidários com os que eram assim tratados.
De facto, compartilhastes o sofrimento dos prisioneiros e aceitastes com alegria a espoliação dos vossos bens, sabendo que possuís riqueza melhor
(...)
Vós tendes necessidade de perseverança, para cumprir a vontade de Deus e alcançar os bens prometidos. (...)
Ora "o meu justo viverá pela fé, mas se retroceder, não agradará à minha alma".
Nós não somos daqueles que retrocedem para a sua perdição, mas daqueles que perseveram na fé para salvar a sua alma".
 
Comentário Papa Francisco
 
“Los cristianos 'tibios’. Eh, están siempre allí, quietos, son cristianos pero han perdido la memoria del primer amor.
Y, sí, han perdido el entusiasmo.
También, han perdido la paciencia, ese 'tolerar' las cosas de la vida con el espíritu  del amor de Jesús; ese 'tolerar', ese 'llevar a los hombros las dificultades …
Los cristianos tibios, pobrecitos, están en grave peligro”.

Cuando piensa en los cristianos tibios, dos imágenes tan incisivas como desagradables a la apariencia impactan a Francisco.
La evocada por Pedro, del “perro que vuelve a su vómito”,
y la de Jesús, por el que hay personas que al decidir seguir el Evangelio han expulsado al demonio de sí, pero cuando este vuelve con fuerza le abren la puerta sin estar en guardia, y así el demonio “toma posesión de esa casa” inicialmente limpia y bella.
Que es como decir, volver al “vómito” de ese mal al principio rechazado.

“El cristiano tiene estos dos parámetros: la memoria y la esperanza. Reevocar la memoria para no perder la experiencia tan bella del primer amor, que alimenta la esperanza.
Muchas veces es oscura, la esperanza, pero sigue adelante.
Cree, sigue, porque sabe que la esperanza no defrauda, para encontrar a Jesús. 
(...) 
“Dan pena, hacen mal al corazón tantos cristianos – ¡tantos cristianos! – a medio camino, tantos cristianos fracasados en este camino hacia el encuentro con Jesús, partiendo del encuentro con Jesús. Este camino en el que han perdido la memoria del primer amor y no tienen esperanza ".

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Uma âncora inabalável e segura

 
"Irmãos: Deus não é injusto.
Ele não pode esquecer o vosso trabalho e o amor que mostrastes pelo seu nome, colocando-vos ao serviço dos santos, no passado e no presente.
Desejamos, porém, que cada um de vós mostre o mesmo zelo, mantendo intacta a sua esperança até ao fim, de modo que não vos torneis tíbios, mas imiteis aqueles que, pela fé e pela esperança, se tornam herdeiros dos bens prometidos.
(....)  é impossível Deus mentir, nós temos um forte incentivo para nos refugiarmos firmemente na esperança proposta. Nela tem a nossa alma uma âncora inabalável e segura, que penetra para além do véu, onde entrou Jesus como nosso precursor, constituído sumo sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec".
 
S.Paulo. Carta aos Hebreus 6,10-20

sábado, 3 de janeiro de 2015

Que amoleça este coração

«Rezai muito por mim a Jesus, a fim que amoleça bem este coração endurecido e se torne totalmente abrasado pelo amor».

Santa Teresa Margarida de Redi | 1747 - 1770 Carta 11

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

15 doenças

A oração cotidiana, a participação assídua nos Sacramentos, de modo particular na Eucaristia e na reconciliação, o contato cotidiano com a palavra de Deus e a espiritualidade traduzida em caridade vivida são alimento vital para cada um de nós”, indicou.
Francisco lembrou que a Cúria é chamada a melhorar constantemente e a crescer em comunhão, santidade e sabedoria para realizar sua missão. Porém, como todo corpo, ela também está exposta a algumas doenças, que enfraquecem o serviço a Deus.
 
O Santo Padre fez um “catálogo” dessas doenças que podem afetar a Cúria, elencando 15 itens:
 
1 – sentir-se imortal, imune ou até mesmo indispensável, negligenciando os controles necessários e habituais. “Uma Cúria que não faz autocrítica, que não se atualiza é um corpo enfermo”. É o “complexo dos eleitos, do narcisismo”
 
2 – a doença do “martalismo” (que vem de Marta), da ocupação excessiva, os que trabalham sem usufruirem do melhor. A falta de repouso leva ao stress e à agitação
 
3 – a doença do “empedramento” mental e espiritual, isso é, daqueles que têm coração de pedra. Quando se perde a serenidade interior, a vivacidade e a audácia e nos escondemos atrás de papeis, deixando de ser “homens de Deus”
 
4 – planejamento excessivo e funcionalismo, tornando o apóstolo um contador ou comercialista. “Quando o Apóstolo planifica tudo minuciosamente e pensa que assim as coisas progridem torna-se num contabilista”. É a tentação de querer pilotar o Espírito Santo
 
5 – má coordenação, sem harmonia entre as partes do “corpo”.
 
6 – “Alzheimer espiritual”, ou seja, o esquecimento da história da Salvação, da história com o Senhor, do “primeiro amor”
 
7- rivalidade e orgulho, quando a aparência, as cores das vestes e insígnias de honra tornam-se o objetivo primário da vida. “Leva-nos a ser falsos e a viver um falso misticismo”
 
8– esquizofrenia existencial, que é a doença dos que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual que licenciaturas ou títulos acadêmicos não podem preencher
 
9 – fofocas, murmurações e mexericos. “É a doença dos velhacos que não tendo a coragem de falar diretamente falam pelas costas. Defendamo-nos do terrorismo dos mexericos”
 
10 – a doença de divinizar os chefes, que é a daqueles que cortejam os superiores esperando obter sua benevolência. “Vivem o serviço pensando unicamente àquilo que devem obter e não ao que devem dar”. Pode acontecer também aos superiores
 
11- indiferença para com os outros. “Quando se esconde o que se sabe. Quando por ciúme sente-se alegria em ver a queda dos outros em vez de o ajudar a levantar”
 
12 – doença da “cara fúnebre”, de pessoas carrancudas que pensam que para serem sérias é preciso pintar a face de melancolia, de severidade e tratar os outros com rigidez, dureza e arrogância. “O apóstolo deve esforçar-se por ser uma pessoa cortês, serena, entusiasta e alegre e que transmite alegria…”. “Como faz bem uma boa dose de são humorismo”
 
13 – a doença do acumular, quando o apóstolo procura preencher um vazio existencial no seu coração acumulando bens materiais, não por necessidade, mas para se sentir seguro
 
14 – doença dos círculos fechados, onde a pertença ao grupinho se torna mais forte que aquela ao Corpo e, em algumas situações, ao próprio Cristo
 
15 – a doença do lucro mundano, do exibicionismo. “Quando o apóstolo transforma o seu serviço em poder e o seu poder em mercadoria para obter lucros mundanos ou mais poder”.
 
“Irmãos, tais doenças e tentações são naturalmente um perigo para cada cristão e para cada cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial…e podem atingir seja em nível individual seja comunitário”, disse o Papa, lembrando que apenas o Espírito Santo é capaz de curar toda enfermidade.
 
Discurso do Papa Francisco à Cúria Romana 22-12-2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Seguir a Jesus quando nos falta a vontade

«Se a minha humanidade se encontra menos forte e resoluta
para realizar qualquer coisa de difícil ou de árduo,
costumo incitar-me a fazê-lo
com este pensamento:
“O meu Jesus não o fez também por mim?”».

Santa Teresa Margarida de Redi | 1747 - 1770
Pensamentos, 189

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Intensificar a fé para que nos conduza à medida da renúncia

Talvez não nos tenhamos dado bem conta do inestimável tesouro que trazemos em nós e, por isso, às vezes, vivemos tão descuidados! Em nós, a fé está amortecida, pelo que a sua luz deixa de resplandecer sobre os nossos passos; e assim a nossa vida fica sem força, a nossa oração sem fervor e a nossa união íntima com Deus acaba esquecida e apagada. Para correspondermos a este apelo à oração, que Deus nos dirige por meio da Mensagem, é preciso intensificar a vida de fé em nós, para que ela nos conduza à medida de renúncia precisa para não ofendermos a Deus e mantermo-nos na Sua graça. Serva de Deus Irmã Lúcia de Jesus | 1907 – 2005 Apelos da Mensagem de Fátima, cap. 8


Senhor, a fé alimenta-se com a Tua graça e com a minha acção. Se alimento esta vida ela cresce.
Se a ponho de lado ela esvai-se e apaga-se a lâmpada da fé.
Senhor, não permitas que eu jamais deixe de alimentar a chama da fé que está em mim e que Te oferece o canal pelo qual podes conduzir as Tuas graças até mim.
A fé alimenta-se com o Teu amor por mim e com o meu amor por Ti.
Que me mantenha desperto e acordado na fé que Te sabe ver em todas as coisas e a todas as coisas em Ti! Minha Mãe, ajuda-me a imitar-Te como discípula do Teu Filho, que soubeste em todo o momento manter bem acesa a lâmpada da fé.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Deserções pessoais

Simão, dormes? Não pudeste vigiar uma hora? (Mc 14, 37). Pergunta-nos isso também a ti e a mim, que tantas vezes garantimos, como Pedro, que estávamos dispostos a segui-Lo até à morte e que, contudo, com frequência O deixamos só, adormecemos.
Devemos condoer-nos por estas deserções pessoais e pelas dos outros, e havemos de perceber que abandonamos o Senhor, talvez diariamente, quando descuidamos o cumprimento do nosso dever profissional, apostólico; quando a nossa vida interior é superficial, rotineira; quando nos desculpamos porque sentimos humanamente o peso e a fadiga; quando nos falta o entusiasmo divino para secundar a Vontade de Deus, mesmo que a alma e o corpo resistam»
 
ÁLVARO DEL PORTILLO, Carta, 1-IV-1987.

sábado, 29 de março de 2014

Não podemos ser discípulos tíbios

"Não podemos ser discípulos tíbios.
A Igreja precisa da nossa coragem para dar testemunho da verdade"

Papa Francisco. Tweet de 25 de Março de 2014

sábado, 30 de novembro de 2013

A luta no Evangelho da Alegia


72
Na vida quotidiana, muitas vezes os citadinos lutam para sobreviver e, nesta luta, esconde-se um sentido profundo da existência que habitualmente comporta um profundo sentido religioso.


85
Ninguém pode empreender uma luta, se de antemão não está plenamente confiado no triunfo.

96
 Neste contexto, alimenta-se a vanglória de quantos se contentam com ter algum poder e preferem ser generais de exércitos derrotados antes que simples soldados dum batalhão que continua a lutar.
(…)
Assim negamos a nossa história de Igreja, que é gloriosa por ser história de sacrifícios, de esperança, de luta diária, de vida gasta no serviço, de constância no trabalho fadigoso, porque todo o trabalho «é suor do nosso rosto»

277
Pode acontecer que o coração se canse de lutar, porque, em última análise, se busca a si mesmo num carreirismo sedento de reconhecimentos, aplausos, prémios, promoções: então a pessoa não baixa os braços, mas já não tem garra, carece de ressurreição

286
Como uma verdadeira mãe, caminha connosco, luta connosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus


Evangelii Gaudium. Papa Francisco 26-11-2013

sábado, 12 de outubro de 2013

Vigilância contra as ciladas do demónio

O Papa Francisco considerou que não devemos ser ingénuos e estar sempre vigilantes às investidas do maligno. Segundo o Santo Padre, se não guardamos o bem, aparece o mal que é mais forte do que nós. Apontou o nosso caminho cristão para lutar contra as tentações e especificou que existem três critérios para discernir a presença do mal nas nossas vidas: o primeiro critério é não confundir a verdade – Jesus luta contra o diabo. O segundo critério é que quem não é com Jesus é contra Jesus – não pode haver, portanto, atitudes pela metade. E o terceiro critério é a vigilância sobre o nosso coração, porque o demónio é astuto e nunca é expulso para sempre, pois só no último dia isso acontecerá!
O demónio está sempre à espreita e redobra as suas forças com as nossas fraquezas e debilidades, sobretudo, quando não estamos atentos. Por isso, o Papa Francisco afirmou que o demónio tem uma estratégia e reforçou o seu apelo à vigilância:
“A vigilância, porque a estratégia dele é aquela: ‘ Tu fizeste-te cristão, continua com a tua fé, eu deixo-te, deixo-te tranquilo. Mas depois quando tu estás habituado e não fazes tanta vigilância e sentes-te seguro, eu volto.’ O Evangelho de hoje começa com o demónio expulso e acaba com o demónio que volta! S. Pedro dizia : é como um leão feroz, que anda à nossa volta. E é assim, Mas, Padre, o senhor é bocado antiquado, está a assustar-nos com estas coisas... Nao, eu não! É o Evangelho! E isto não são mentiras , é a Palavra do Senhor!
Peçamos ao Senhor a graça de tomar a sério estas coisas. Ele veio lutar pela nossa salvação. Ele venceu o demónio! Por favor, não façamos negócios com o demónio! Ele tenta de voltar para casa e tomar de posse de nós...Não relativizar, vigiar! E sempre com Jesus!”

Papa Francisco
11-X-2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Zelo Apostólico

O Papa Francisco também alertou para os “cristãos de salão”, aqueles que não têm coragem de agitar as coisas já “acomodadas”.

Papa Francisco centralizou sua homilia no Apóstolo dos Gentios, aquele que passou a vida “de perseguição em perseguição”, sem nunca se desanimar: “Ele olhava ao Senhor e ia adiante”, disse.
“Paulo incomodava: com sua pregação, com seu trabalho e com o seu comportamento, porque anunciava Jesus. Mas o Senhor quer que nós sigamos adiante, que não nos refugiemos numa vida tranquila, em estruturas senis. Paulo continuava a anunciar, porque tinha em si a atitude cristã de zelo apostólico, sem ser um homem de compromisso”.
Prosseguindo, Francisco fez uma ressalva: “Zelo apostólico não é entusiasmo pelo poder, pelo ‘possuir’. É algo que vem de dentro, que o próprio Senhor quer de nós. O zelo apostólico provém do conhecimento de Jesus Cristo, do nosso encontro pessoal com ele”.
O zelo apostólico, disse ainda, “tem algo de louco, mas uma loucura espiritual, salutar". E Paulo tinha esta “loucura”.
Entretanto, na Igreja existem muitos cristãos “mornos”, que não querem se empenhar:
“Existem também os cristãos de salão, né?; aqueles educados, que não são filhos da Igreja com o anúncio e o fervor.
Hoje, peçamos ao Espírito Santo que nos dê este fervor apostólico e a graça de incomodar as coisas que são tranquilas demais na Igreja; a graça de irmos às periferias existenciais não só nas terras distantes, mas aqui nas cidades, onde é necessário o anúncio de Jesus Cristo. E se perturbarmos, bendito seja o Senhor. Como disse o Senhor a Paulo: ‘coragem!’”.
Papa Francisco
16-V-2013

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ter a coragem de negociar com o Senhor


"O Santo Padre recordou que na Bíblia lemos que Abraão e Moisés têm a coragem de “negociar com o Senhor”. Uma coragem em favor dos outros, em favor da Igreja, que é necessária ainda hoje:
“Quando a Igreja perde a coragem, entra na Igreja uma atmosfera morna.

Os cristãos mornos, sem coragem…
Isso prejudica a Igreja, começam os problemas entre nós; não temos horizontes, não temos coragem, nem a coragem da oração ao céu nem a coragem de anunciar o Evangelho. Somos mornos…
E não temos a coragem de enfrentar os nossos ciúmes, as nossas invejas, o carreirismo, de avançar egoisticamente… a
 Igreja deve ser corajosa!”

Papa Francisco, homilia casa de S.Marta 03 de Maio de 2013

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Que Deus transforme as nossas zonas de sombra

«Que bonito se cada noite pudéssemos dizer; hoje na escola, em casa, no trabalho, guiado por Deus realizei um gesto de amor para um companheiro, os meus pais, um idoso. Que bonito!»
 
«O caminho da Igreja, e também o nosso caminho cristão pessoal, nem sempre é fácil; encontramos dificuldades, tribulação. Seguir o Senhor, deixar que o seu Espírito transforme as nossas zonas de sombra (...) é um caminho que encontra muitos obstáculos, fora de nós, no mundo, e também dentro de nós, no coração. Mas as dificuldades, as tribulações, fazem parte do caminho para chegar à glória de Deus, como para Jesus, que foi glorificado na cruz; encontrá-las-emos sempre na vida. Não desanimemos.»
«Há que ser fortes para ir contra a corrente (...). Não haverá dificuldades, tribulações, incompreensões que nos façam temer se permanercemos unidos a Deus (...), se não perdermos a nossa amizade com Ele, se lhe abrirmos cada vez mais a nossa vida.»
 
Papa Francisco 28 de Abril de 2013

sábado, 30 de março de 2013

Discipulos cobardes

Uma das coisas que mais se destaca da cena da paixão é a cobardia.
Cobardia de Pilatos que não aplica a Justiça mas a lei da conveniência e dos interesses.
Cobardia dos discípulos que não rezam, não acompanham Jesus e têm pensamentos meramente humanos.
Cobardia de Pedro que nega o Senhor.
A nossa cobardia por o pregarmos com os lábios e o negarmos com as obras, no momento do sacrífico pequeno ou grande, no momento de pegar na cruz de cada dia.
Cobardes
Cobardia
Dela só se saí com consciência da necessidade de uma permanente humildade porque, por fim, nem somos nós que fazemos as coisas, é Cristo que as faz por nós.

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