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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Age quod agis

 

Faze o que fazes. Presta atenção no que fazes; concentra-te no teu trabalho.

O tempo para amar é curto

"Tempus breve est": o tempo para amar é curto.
Ao que respondia: "Ecce adsum! Aqui me tens, Senhor"

In Recuerdo de Alvaro del Portillo, Salvador Bernal.
RIALP.
Pág.277

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Como santificar o trabalho ?

A propósito da forma como o Beato D. Álvaro del Portillo vivia o trabalho e os afazeres quotidianos, "ao seu lado avançava-se com ritmo e com enorme tranquilidade, sem perder o alento em estradas agitadas: uma coisa atrás da outra, com ordem, com muita ordem, com retidão de intenção: com a força de quem não atua por interesse próprio mas para Glória de Deus.
(...)
Não o angustiava o excesso de tarefas pois havia aprendido do fundador do Opus Deis que «ter muito trabalho é só ter muita matéria que santificar».
Explicava o Beato Álvaro del Portillo a uma perguntava que lhe faziam em Estocolmo, a propósito do problema da falta de tempo: «Para que o tempo se multiplique, segundo o conselho prático do Nosso Padre, temos de ter mais presença de Deus. Então, trabalharemos com mais paz e com mais intensidade, com mais desejo de fazer as coisas bem.
O resultado é que o tempo se multiplica, porque fazemos as coisas melhor, com mais ilusão, com mais interesse em acertar.
Por isso, divagamos menos e percamos menos tempo».
(...)
«Não está um para fazer o que quer, mas sim o que deve»

In "Recordações de Álvaro del Portillo". Salvador Bernal. Editora Rialp. Páginas 215

domingo, 4 de janeiro de 2015

A obediência equipara-se ao martírio da decapitação

"«A perfeição do religioso consiste, segundo S. Boaventura, na renúncia à própria vontade que é de tal valor e mérito que se equipara ao martírio pois se o machado do verdugo faz rodar por terra a cabeça da vítima, a espada da obediência imola a Deus a vontade que é a cabeça da alma»
 
As nossas regras são uma mina inesgotável para o Céu (...).
Contra a obediência, com efeito, não há senão pecado e imperfeição; sem ela, os actos más excelentes desmerecem; con ela o que não está proibido chega a ser virtude, o bom faz-se melhor.
Introduz na alma todas as virtudes, e uma vez introduzidas conserva-as», multiplica os actos do espírito, santificando todos os momentos da nossa vida; nada deixa à natureza, senão tudo a Deus.
O Divino Mestre, segundo a bela expressão de San Bernardo, «tomou em tão grande estima esta virtude que se fez obediente até à morte, querendo antes perder a vida do que a obediência".
 
"O Santo Abandono", Página 17.
Dom Vital Lehoday 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Queremos a escravidão ou a liberdade ?

"Vivemos como filhos ou como escravos? Vivemos como pessoas batizadas em Cristo, ungidas pelo Espírito Santo, resgatadas, livre? Ou vivemos segundo a lógica mundana, corrompida, fazendo aquilo que o diabo nos faz crer que é o nosso interesse?
Há sempre no nosso caminho existencial uma tendência a resistir à libertação; temos medo da liberdade e, paradoxalmente, preferimos mais ou menos inconscientemente a escravidão. A liberdade assusta-nos porque nos coloca diante do tempo e defronte da nossa responsabilidade de o viver bem. A escravidão reduz o tempo a "momento", e assim sentimo-nos mais seguros, isto é, faz viver momentos desligados do seu passado e do nosso futuro. Por outras palavras, a escravidão impede-nos de viver plenamente e realmente o presente, porque o esvazia do passado e fecha-o ao futuro, à eternidade. A escravidão faz-nos acreditar que não podemos sonhar, voar, esperar.
(....)
No nosso coração aninha-se a nostalgia da escravidão, porque é aparentemente mais reconfortante, mais do que a liberdade, que é muito mais arriscada. 
(...)
Ao concluir este ano, no agradecer e no pedir perdão, far-nos-á bem pedir a graça de poder caminhar em liberdade para poder assim reparar os muitos danos feitos e poder defender-nos da nostalgia da escravidão, de não "nostalgiar" a escravidão.
A Virgem Santa, que está precisamente no coração do tempo de Deus, quando o Verbo - que estava no princípio - se fez um de nós no tempo; ela que deu ao mundo o Salvador, nos ajude a acolhê-lo de coração aberto, para sermos e vivermos verdadeiramente livres como filhos de Deus."
 Papa Francisco
Mensagem 31-12-2014
 

 
 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A obra grande de Deus lavra-se no interior

«A obra grande de Deus no homem
lavra-se no interior.
A ordem, que aparece e se manifesta fora,
é obra e efeito da ordem interior.»

Beato Francisco Palau | 1811 - 1872
Carta 38, 2

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Rectidão de intenção no descanso


"O teu descanso, está impregnado de espírito cristão, de preocupação pelos outros ou de compensações e de busca de ti mesmo ?"                                   
 
D. Javier Echevarria. Bispo.
Carta pastoral de Fevereiro de 1997                                                                                                  

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ser justo com todos

"(No final da vida) Uma pessoa fica com vontade de ser justo com todos, em todas as situações; de fazer, no final- digamos- caligrafia inglesa."
 Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Pág. 45

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O pecado da auto-suficiência

"A auto-suficiência é como o pecado de feitiçaria e a obsessão como o crime de idolatria"

Profeta Samuel ao seu rei

sábado, 30 de março de 2013

A Via Sacra na vida de todos os dias

A concluir a sua intervenção, no final da via sacra de 30 de Março de 2013, o Papa Francisco deixou um apelo:

“continuemos esta Via Sacra na vida de todos os dias".

quinta-feira, 28 de março de 2013

Senhor Sim Imediatamente

"Encontrava-me diz — no estado duma pessoa que está na cama, de manhã, Dizem-lhe: 'Fora, Agostinho, levanta-te!'. Eu replicava: 'Sim, mais tarde, mais um bocadinho na cama!'. Finalmente o Senhor deu-me um puxão e levantei-me.
É preciso não dizermos Sim, mas...; sim, mas mais tarde.
É preciso dizer: Senhor, sim! Imediatamente.
Tal é a fé: responder com generosidade ao Senhor.
Mas quem é que diz este sim?
- Quem é humilde e confia em Deus completamente! ".

João Paulo I
Audiência de 13 de Setembro de 1978

segunda-feira, 4 de março de 2013

Mais importante é a Missa e o que estamos a fazer neste momento


“Estamos todos aqui para seguir os acontecimentos extraordinários que são a partida de Bento XVI e a eleição de um novo sucessor de S.Pedro” disse o Cardeal Dolan.
No entanto, disse ele, a celebração da Missa é mais importante.
 
“Temos de ter em consideração que, sabem que mais, ainda mais importante que o Papa é o que estamos a fazer neste preciso momento" disse.
 “A vida da Igreja continua mas a vida da Igreja centra-se à roda do que nós estamos a fazer neste preciso momento.”
 
Cardeal Timothy Dolan, Eucaristia Dominical de 3 de Março de 2013.
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Apressadamente

"Quando os anjos se afastaram deles (...), os pastores disseram uns aos outros "Vamos a Belém ver o que aconteceu que o Senhor nos deu a conhecer". Foram apressadamente (...) Lucas 2, 15-16."
(...)
E quantos cristãos se apressam hoje quando se trata das coisas de Deus ?
No entanto, se há algo que mereça pressa (...) são precisamente as coisas de Deus !"
 
Bento XVI. "Jesus de Nazaré. A Infância de Jesus". Principia. Página 69.
 
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pontualidade e heroicidade no horário

"O demónio sabe aproveitar a fragilidade da nossa natureza para insinuar no coração, de mil modos distintos, o convite a não cumprir perfeitamente a obrigação de cada instante.
Sabes ser pontual no teu horário ?
Vives o minuto heróico nas várias ocupações ?
O demónio pode sugerir-nos (..) "Põe-te, neste perigo, faz-me uma coisa extraordinária, não te conformes com o ordinário".
Por isso, nos esmeraremos mais na guarda dos sentidos, em fugir das ocasiões perigosas para a alma, nas renuncias e mortificações corporais, que (ainda que sejam de pouca monta) constituem uma excelente defesa nas tentações".

Carta Pastoral de Agosto de 1993. Venerável Álvaro del Portillo

sábado, 16 de junho de 2012

Aproveitar e beber sofregamente

"À luz de Cristo, cada instante da nossa existência é um dom de Deus que importa aproveitar e "beber sofregamente""

D. Manuel Madureira Dias
Bispo Emérito do Algarve
In Folha de Domingo de 27 de Abril de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A importância da luta pela santidade

Segundo o Santo Padre Bento XVI, a luta pela santidade há-de traduzir-se numa "atenção recíproca (que) tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efectivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus.
Para isso, há que aproveitar cada segundo do tempo de vida que nos é concedido:
"O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, o amor de Deus".
Não basta manter as conquistas já realizadas, em certas virtudes ou bons hábitos, tal como trabalhador que quis manter e guardar a moeda que conquistou.
Há que tentar mais e melhor, sempre.
"Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua".
Então, em cada dia, deve haver um avanço nas atitudes, nos hábitos, na forma como ocupámos o nosso tempo ou, se já fazemos tudo o que devíamos, na forma e na intensidade como ocupamos o nosso tempo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

S.José, ensina-me a cumprir os deveres de cada dia

"Estás intimamente convencido de que só serás feliz se não pões obstáculos ao que Deus te pede ?
Sabes deixar de lado, com alegria, os teus planos pessoais, quando assim o requer o bem das almas ?
Acodes a S. José para que te ensine a cumprir, com fortaleza, os teus deveres, generosamente, sem reservar nada para ti ?"
D. Álvaro del Portillo, bispo. Carta pastoral de Fevereiro de 1994.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Laboriosidade e a diligência e o Amor de Deus

"Há duas virtudes humanas - a laboriosidade e a diligência - que se confundem numa só:
- no empenho em tirar partido dos talentos que cada um de nós recebeu de Deus.
São virtudes, porque induzem a acabar bem as coisas.
Quem é laborioso aproveita o tempo, que não é apenas ouro, é Glória de Deus!
Faz o que deve e está no que faz, não por rotina nem para ocupar as horas, mas como fruto de uma reflexão atenta e ponderada.
Por isso é diligente.
O uso normal desta palavra - diligente - evoca-nos a sua origem latina. Diligente vem do verbo diligo, que significa amar, apreciar, escolher algo depois de uma atenção esmerada e cuidadosa.
Não é diligente quem se precipita, mas quem trabalha com amor, primorosamente.
Nosso Senhor, perfeito homem, escolheu um trabalho manual que realizou delicada e amorosamente durante quase todo o tempo que permaneceu na terra. Exercitou a sua ocupação de artesão entre os outros habitantes da sua aldeia, e aquele trabalho humano e divino demonstrou-nos claramente que a actividade habitual não é um pormenor de pouca importância, mas é o fulcro da nossa santificação, oportunidade contínua de nos encontrarmos com Deus e de louvá-lo e glorificá-lo com o trabalho da nossa inteligência ou das nossas mãos".
S.José Maria Escrivá de Balaguer
in "Amigos de Deus", ponto 81.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Aproveitemos o tempo que Deus nos concede para lutar

"Temos de buscar, cada dia, com uma ansiedade sincera, a Santidade.
Não nos distraíamos, portanto.
Aproveitemos o tempo que Deus nos concede para lutar naquilo que nos indicam na direcção espiritual.
No novo ano que começa há que ser e fazer o que Deus quer, primeiro na nossa resposta pessoal, na conduta do nosso quotidiano, que há-de edificar-se sobre a base de uma profunda humildade, empapada do sentido da Filiação Divina, acompanhada por um afã de almas renovado constantemento, a aplicar no nosso ambiente familiar, profissional e social".

D. Javier Echevarria. Bispo
Carta Pastoral de Janeiro de 1995

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Trabalhai não pelo alimento que desaparece

Quando, por vezes, podemos cair na tentação de colocar os nossos afazeres profissionais à frente dos compromissos próprios da nossa relação com Deus, talvez seja a hora de meditar nesta frase de Jesus

«Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27).

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