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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência

Carta de S.Paulo aos Efésios 4,17.20-24
 
Irmãos: Eis o que vos digo e aconselho em nome do Senhor:
Não torneis a proceder como os pagãos, que vivem na futilidade dos seus pensamentos.
Não foi assim que aprendestes a conhecer a Cristo,
se é que d’Ele ouvistes pregar e sobre Ele fostes instruídos, conforme a verdade que está em Jesus.
É necessário abandonar a vida de outrora e pôr de parte o homem velho, corrompido por desejos enganadores.
Renovai-vos pela transformação espiritual da vossa inteligência

e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus na justiça e santidade verdadeiras.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Comecemos onde estamos

"A gravidade duma globalização que, trazendo e possibilitando proximidades inéditas, nem sempre quer dizer vizinhança e fraternidade universais, exige-nos um compromisso reforçado, tanto pelos problemas a resolver como pelos meios de que hoje dispomos para tal.

Comecemos onde estamos,
como “fermento evangélico na massa do mundo”.
Pouco a pouco,
exemplo a exemplo, o bom contágio alargará.
Se fizermos o que Deus quer que se faça, para bem de todos as suas criaturas, ficaremos surpreendidos com o alcance dos pequenos gestos, como quando poucos pães conseguiram alimentar uma multidão inteira e ainda sobrou muito (cf. Jo 6, 4 ss).

Homilia de D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, de 1 de Janeiro de 2014

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sair dos próprios "esquemas"

"Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus, na lógica da Cruz que não é, antes de mais, a da dor nem da morte, mas a do amor e do dom de si que traz vida.
É entrar na lógica do Evangelho.
Seguir e acompanhar Cristo, permanecer com Ele, exige um ‘sair’: de si próprio, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé, da tentação de se fechar nos próprios esquemas que acabam por fechar o horizonte da acção criativa de Deus"
 
Papa Francisco, Audiência geral de 27 de Março de 2013
 
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

A esperança leva-nos a uma vida nova

"Quem tem esperança, vive diversamente; foi-lhe dada uma vida nova" (Final do ponto 2)

"(...) para nós, o encontro com aquele Deus (...) poderá ser «performativo» e não somente «informativo», ou seja se poderá transformar a nossa vida" (Início do ponto 4)

Spes Salvi. Papa Bento XVI

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O sentido da conversão

A propósito da conversão de S.Paulo, dizia um sacerdote que "converter-se" significa dar sentido ao que fazemos e vivemos, não dar "um" sentido, senão dar "o" sentido que é Jesus Cristo Nosso Senhor.
Por isso, quando se fazem coisas que vão contra o sentido do nosso corpo, das nossas misérias e maus hábitos é porque descobrimos um outro sentido maior que nos leva a superar esse outro sentido menor
E, rematava, saberemos que nos convertemos se essa conversão produzir frutos, obras, se se vir e se se manifestar no mundo e perante os outros.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Resumo da mensagem Quaresmal 2011 do Papa Bento XVI

Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).



(No primeiro domingo da Quaresma, as tentações de Cristo) É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Hb 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.



(No segundo domingo da Quaresma, a transfiguração) É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.


(No terceiro domingo da Quaresa O pedido de Jesus à Samaritana) «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14):


O (quarto) domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38),

Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26).

O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo.

Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).

Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo

A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.

Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo

Tudo o que o Sacramento (do Baptismo) significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Correcção de vida

"Se não corrijes a tua vida já, agora, ela passará a ser uma triste burla blasfema"
S. José Maria Escrivá de Balaguer

sábado, 23 de outubro de 2010

Cristo anseia pelo cristão

"Tu és para Ele como um membro em relação à cabeça; e, por isso, também Ele deseja ardentemente servir-Se d todas as tuas faculdades como se fossem suas, para servir e glorificar o Pai".

S. João Eudes. Cord. 1, 5 citado no ponto 1698 do Catecismo da Igreja Católica

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Deus procura justos para salvar a cidade dos homens

Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima, quando Nossa Senhora pergunta: «Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele mesmo é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?» (Memórias da Irmã Lúcia, I, 162).

segunda-feira, 8 de março de 2010

Conversão exige focalização

Hoje em dia, para que se dê uma conversão interior, não basta só o acesso às Sagradas Escrituras, nem muito menos, à doutrina da Igreja.
Em muitas situações, em que as pessoas viveram ou vivem no meio de grandes contradições, tentações, ruído, depressões, fracassos, desânimo, etc.., há também que actuar com alguma psicologia.
O Arcebispo norte-americano Fulton Sheen foi dos que mais utilizou as técnicas da psicologia na sua pastoral junto dos Media.
A Conferência Episcopal de Inglaterra e Gales tomou consciência desta situação e lançou, há uns tempos atrás, um site denominado Life 4 seekers que aborda o encontro de Deus através do encontro connosco próprios

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pecado mortal

Quando um avião civil caí e morrem pessoas, abre-se logo um exaustivo inquérito de apuramento de responsabilidades e de diagnóstico de falhas técnicas com o objectivo de evitar a repetição de tal desgraça.

Assim deve o cristão actuar, nos pecados veniais, mas sobretudo e por maioria de razão nos pecados mortais que nos afastam da comunhão com Deus e o Céu.
Ver porque se falhou, o que falhou, como evitar.
E talvez assim um dia lá chegaremos.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

O apelo do Papa

A carta enviada pelo Santo Padre Bento XVI a propósito do levantamento da excomunhão de alguns Bispos ligados à FSPX, tem uma vertente imediata relacionada com o objecto dessa carta, mas pode e deve ser interpretada e meditada com um sentido mais profundo e mediato.

Essa carta, a propósito, desse acontecimento singular, faz algumas considerações que não podem deixar de ser interpretadas como um apelo, um apelo de Pedro que nos interpela a todos os baptizados.

Trata-se um pedido de ajuda, de um alerta que nos diz: basta das nossas coisinhas, do nosso mundinho, dos nossos esquemas onde os nossos pecados, egoísmos, defeitos, falhas têm sempre um lugar garantido.

Basta, já chega da mediocridade e da tibieza da nossa vida espiritual. Há que dar e fazer mais e melhor. Há que morrer na cruz, para a carne, para ressuscitar no espírito.

Hoje, o Demónio e os amigos do mal têm o mundo bem dominado, bem controlado, não só ao nível dos governos, das assembleias, mas, sobretudo, ao nível do interior, do intímo de cada um, ao nível dos vicios que foram se instalando de forma sorrateira e subtil e que nos aprisionam, impedindo-nos de voar e responder ao apelo de Cristo : Sede Santos e fazei dos outros Santos !

Diz o Papa, nessa carta:

"O verdadeiro problema neste momento da nossa história é que Deus possa desaparecer do horizonte dos homens e que, com o apagar-se da luz vinda de Deus, a humanidade seja surpreendida pela falta de orientação, cujos efeitos destrutivos se manifestam cada vez mais."

"Este agradecimento vale também para todos os fiéis que, neste tempo, testemunharam a sua inalterável fidelidade para com o Sucessor de São Pedro. O Senhor nos proteja a todos nós e nos conduza pelo caminho da paz."

A melhor forma de estarmos unidos ao Santo Padre, de proclamarmos que só Deus é a solução para a mesquinhez das nossas vidas é ser-lhe fiel, cumprindo o dever de cada momento, privilegiando a oração e os meios espirituais como armas poderosas e invencíveis contra nós próprios e contra os inimigos do Céu.
Seria bom que a meditação desta carta contribuisse de forma radical e irreversível para uma mudança na minha e na nossa vida de cristãos que se pretendem activos e não adormecidos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sobre o valor da penitência

Durante todo o ano, em geral e na Quaresma, em particular.

Aqui

E ainda o seguinte texto

"Começámos a Quaresma, tempo forte liturgicamente, em que a Igreja nos convida a uma nova conversão.
Todos precisamos desta mudança, ou seja, de rectificar com constância o rumo da vida para alcançarmos o nosso fim último: a posse e o gozo de Deus por toda a eternidade.
Contudo, sabemos por experiência que, enquanto caminhamos na Terra, podemos perder a direcção ou, pelo menos, desviar-nos da rota. Por isso temos de fazer os oportunos reajustamentos, com optimismo, como o avião ou o barco para chegarem ao seu destino.
Dizia o queridíssimo João Paulo II que todos os seres humanos, por estarmos in statu viatoris, na condição de caminhantes que se dirigem à pátria celestial, estamos também in statu conversionis em estado de conversão. Concluía daí que temos de viver em conversão permanente, e que este facto caracteriza profundamente a nossa peregrinação terrena (Cfr. Carta Enc. Dives in misericordia, 30-11-1980, nº 13).
Mas, insisto, sempre cheios de alegria e de esperança, porque o Senhor nos aguarda. A esta fidelidade nos anima a Quaresma, época especialmente adequada para nos esforçarmos com maior determinação na própria mudança pessoal, porque contamos com uma graça específica neste tempo litúrgico.
Meditemos numas palavras de S. Josemaria. Entramos no tempo da Quaresma: tempo de penitência, de mortificação, de conversão. Não é tarefa fácil. O cristianismo não é um caminho cómodo; não basta estar na Igreja e deixar que os anos passem. Na nossa vida, na vida dos cristãos, a primeira conversão – esse momento único, que cada um de nós recorda, em que advertimos claramente tudo o que o Senhor nos pede – é importante, mas ainda mais importantes e mais difíceis são as conversões sucessivas.
É preciso manter a alma jovem, invocar o Senhor, saber ouvir, descobrir o que corre mal, pedir perdão, para facilitarmos o trabalho da graça divina nessas sucessivas conversões (Cristo que passa, nº 57).
A Paixão e Morte do Senhor são o maior acto de amor, de completa entrega de Si, que se realizou e se poderá alguma vez realizar na História. O Filho de Deus faz-se homem e morre para nos livrar dos nossos pecados. Por isso, nestas semanas, o Santo Padre convida-nos a dirigir o nosso olhar com participação mais viva (…) para Cristo crucificado que, morrendo no Calvário, nos revelou plenamente o amor de Deus (Mensagem para a Quaresma de 2007, 21-11-2006).
A mesma recomendação nos fazia frequentemente S. Josemaria. Quantas vezes nos animava a pegar no crucifixo e a colocar-nos com valentia diante do Senhor, para ouvir o que Ele nos quiser dizer na Cruz! Meditemos, por exemplo, naquelas suas palavras: amo tanto Cristo na Cruz, que cada crucifixo é uma recriminação carinhosa do meu Deus: ... Eu sofrendo e tu esquecendo-Me. Eu pedindo-te e tu ... negando-Me. Eu, aqui, com gesto de Sacerdote Eterno, padecendo tudo o que posso por teu amor... e tu queixas-te ante a menor incompreensão, ante a humilhação mais pequena... (Via Sacra, XI estação, ponto 2). Vi-o beijar o Senhor crucificado com verdadeiro amor e com desejo de reparar. Se, durante estes dias, nos pomos diante de Jesus Cristo crucificado com total sinceridade, não tardaremos a descobrir os pormenores concretos em que Ele espera que melhoremos. A verdade é que os ideais de santidade não podem ficar em fantasias, em desejos ineficazes, hão-de traduzir-se em propósitos concretos, numa luta interior bem determinada.Talvez em determinadas alturas possamos descobrir que precisamos de fazer uma viragem radical na nossa actuação, porque os caminhos por onde andamos não nos aproximam de Deus. Outras vezes – e será o mais frequente – precisamos de melhorar em pontos que nunca são pequenos, se nos motiva o amor.Seja como for, não esqueçamos que – como diz o Papa Bento XVI – esta conversão do coração é, antes de mais, um dom gratuito de Deus (…). Por isso, Ele mesmo antecipa com a Sua graça o nosso desejo e acompanha os nossos esforços de conversão. E o Papa acrescenta: Que significa realmente converter-se? Converter-se quer dizer procurar Deus, caminhar com Deus, seguir docilmente os ensinamentos do Seu Filho, de Jesus Cristo. Converter-se não é um esforço para se autorealizar, porque o ser humano não é o arquitecto do seu destino eterno (…). A conversão consiste em aceitar livremente e com amor que dependemos totalmente de Deus, o nosso verdadeiro Criador, que dependemos do Amor. Na realidade, não se trata de dependência mas de liberdade (Discurso na Audiência geral de Quarta-feira de Cinzas, 21-2-2007).Em cada uma destas mudanças entram em jogo a chamada de Deus e a liberdade humana. Deus – o Amor por essência – entregou-se-nos liberrimamente em Jesus Cristo, e espera que nós nos abramos ao Seu Amor. Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da Sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós (Mensagem para a Quaresma de 2007, 21-11-2006), escreveu o Santo Padre mostrando como, na figura de Cristo cravado na Cruz, se fundem os dois aspectos da caritas: o amor de doação e o de posse.Mais ainda: a revelação do eros de Deus ao homem (o Seu grande desejo de ser amado por nós) é, na realidade, a expressão suprema do Seu ágape (a Sua doação absoluta e incondicionada). Na verdade, só o amor no qual se unem o dom gratuito de si e o desejo apaixonado de reciprocidade infunde um enlevo que torna leves os sacrifícios mais pesados (Ibid).
Nestas palavras da sua mensagem quaresmal, Bento XVI oferece aos cristãos uma luz que nos pode ajudar muito durante estas semanas que desembocam na Páscoa. Procuremos aproveitá-la. Perguntemo-nos como estamos a corresponder pessoalmente, em cada dia, ao amor imenso e infinito de Deus por cada uma, por cada um, de modo concreto e eficaz.As práticas próprias deste tempo litúrgico – oração, penitência, obras de caridade – podem concretizar o nosso esforço de conversão. Como nos vamos preparando para o Tríduo Pascal, com desejos santos de estar com Cristo, de sofrer com Cristo, de nos darmos com Cristo? Ele o quer e nos pede que, também na Sua Paixão, O acompanhemos.Talvez possamos cuidar com mais carinho alguma norma de piedade (a oração, a Santa Missa, o Terço). Talvez possamos aumentar o oferecimento de pequenas mortificações, em que se manifesta o espírito de penitência: por exemplo, fazer com a maior perfeição possível um aspecto particularmente custoso da tarefa que nos ocupa; acolher com boa disposição quem recorre a nós à procura de um conselho ou de uma ajuda; esmerar-nos em servir as pessoas com quem nos relacionamos mais; pôr na comida e na bebida o ingrediente de uma pequena mortificação que nos ajude a viver esses momentos na presença de Deus. S Josemaria costumava recomendar uma que está ao alcance de todos: comer um bocadinho mais do que gostamos menos e um bocadinho menos do que gostamos mais. Filhas e filhos meus, temos bem presente que não há cristianismo, vida cristã pessoal sem Cruz? O amor à Cruz orienta os teus dias?Como a oração e a mortificação são colunas sobre as quais se levanta a actuação do cristão, ao concretizar por esse caminho o desejo de uma nova conversão, encontraremos formas muito variadas de melhorar na prática da caridade fraterna: desde a atenção material a quem dela necessita até ao conselho capaz de abrir a outras pessoas horizontes novos, na luta por serem bons cristãos. Neste sentido, não esqueçamos a importância do apostolado da Confissão, intensifiquemo-lo nesta Quaresma, de modo a que muitas pessoas cheguem às festas pascais depois de, bem preparadas, terem recorrido ao sacramento da misericórdia divina.
Dou-vos mais um conselho, seguindo as palavras do Santo Padre na Quarta-feira de Cinzas: esmeremo-nos em cultivar um intenso espírito de recolhimento e de reflexão (Discurso na Audiência geral de Quarta-feira de Cinzas, 21-2-2007). Com efeito, é este o clima em que amadurecem as verdadeiras conversões. Por isso, procuremos aumentar a presença de Deus ao longo do dia, servindo-nos talvez de alguma jaculatória especialmente adequada às nossas circunstâncias individuais: a Liturgia oferece-nos muitas durante estes dias. E esforcemo-nos por fazer bem o exame de consciência quotidiano. Esses minutos de reflexão, a sós com Deus cada um de nós, são um excelente ponto de arranque como uma mola que nos deve impulsionar – com as luzes e as forças que o Senhor nos conceder – à séria mudança no dia seguinte."
Carta do Prelado do Opus Dei, de Março de 2007

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

(Voltar a) Nascer

Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,entre invernos e primaveras maturando a misteriosa transformação que coloca na haste a flore dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
O que Jesus nos diz é: "Também tu podes nascer",pois nós nascemos, nascemos, nascemos.

José Tolentino Mendonça

Daqui

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Seguir o Mestre

Li algures o relato de alguém que tinha acrescentado mais uma cena ao evangelho.
Rezava assim:

"Certo dia Jesus vinha a caminhar com os seus discípulos quando se aproximou um tabelião que se apresentou perante Ele.
Pôs-se de joelhos e disse
«Mestre, já vivi e experimentei muita coisa nesta vida. Deixei-me levar pela ganância, pela atracção da riqueza e pelos prazeres da luxúria, convivi com cobradores de impostos e meretrizes.
Em tudo saboreei prazeres e gostos, uma felicidade intensa mas passageira.
No fim, sentia-me sempre triste por tudo ter acabado e porque sentia que não estava a cumprir os meus deveres que frequentemente abandonava para poder saborear dos prazeres do dinheiro, da bebida e da carne.
Ouvi dizer que pregas o Reino de Deus na terra, fazes milagres e as tuas palavras não são vãs mas têm um gosto de vida eterna.
Mestre, podes-me dar a felicidade eterna e tirar-me esta sensação de desejo que em tudo se consporca em vãos prazeres que em nada dão?»
Jesus aproximou-se dele, fitou-o nos olhos com um sorriso cheio de paz e caridade e disse
«Se vieres atrás de mim, vens atrás da Cruz. Só te tenho para oferecer a Cruz e o Amor de Deus"
Segue-me!

sábado, 13 de setembro de 2008

Sair da depressão

Excelente texto de raíz evangélica sobre depressão e sair da depressão.

Aqui

terça-feira, 24 de junho de 2008

O homem adormecido

Um homem adormecido vale o mesmo que um homem sem vida

Clemente de Alexandria (150-c.215), teólogo O Pedagogo, II, 9

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A fonte da paz

"A desavença com Deus é o ponto de partida de todos os envenenamentos do homem; a sua superação constitui o pressuposto fundamental para a paz no mundo"
(....)
"O esforço por estar em paz com Deus é uma parte indispensável do empenho pela «paz na terra»; daí provêm os critérios e as forças necessárias para este empenho".

Jesus de Nazaré. Bento XVI. Esfera dos Livros. Pág. 124.

Por outras palavras, digo eu, para poder ir e ganhar a guerra lá fora, há que primeiramente ganhar a guerra de dentro...

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